sábado, 25 de fevereiro de 2023

 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Passar do "olho por olho" para o perdão

Jesus Cristo: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, 
também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. 
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, 
também o vosso Pai vos não perdoará as vossas"
(Mt 6, 14-15)
A sociedade civil tem as suas normas, regras e leis. O cristão é um cidadão normal que, como os outros, não está acima da lei.
A Igreja não é uma ONG como tantas vezes refere o Papa Francisco. A Igreja existe por causa de Cristo, logo o seu pastor, caminho, verdade e vida é Cristo. Digamos, a lei do cristão é Cristo.
E Cristo condenou sempre o pecado, mas nunca foi "fim de via" para o pecador que encontra n'Ele uma "ponte" para a outra margem. Que margem? A conversão, o recomeço, a vida nova. 
Cristo não dá por perdida nenhuma pessoa. Cristo é sempre uma nova oportunidade para quem a procura.
No dia-a-dia das pessoas e das sociedades atuais está muito presente, é mesmo moda,  a Lei de Talião (dente por dente, olho por olho". Clara regressão para o Antigo Testamento. Esta lei antiga que os hodiernos traduzem assim: "quem mas faz paga-mas" ou: "quem erra deve ser castigado"...
A Igreja não deve ir por esse caminho a que, segundo expressão do Papa, poderemos chamar de "justicialismo mundano". 
A Igreja, como Povo de Deus, Família de Deus, é chamada a  ser casa e escola de misericórdia, de perdão, de conversão.  Claro que o perdão e a conversão passam obrigatoriamente pela restituição e reparação.
Se a Igreja envereda pelo justicialismo transforma-se em mais uma ONG e nada de nova traz ao mundo. 
Que bom seria que, nesta Quaresma,  a Parábola do Filho Pródigo encharcasse as nossas vivências, pensamentos e ações!
A Igreja - toda a Igreja e a Igreja toda - é chamada a viver, testemunhar e anunciar o perdão e a conversão.
Tão pouco se ouve atualmente, entre bispos, padres e leigos,  o anúncio belo, libertador, primaveril do PERDÃO! Sem a vivência do perdão, ainda não chegamos ao Novo Testamento.
Não é  em vão que na única oração que Jesus nos ensinou - Pai Nosso - lá esteja: "Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos."
E é ainda o Papa Francisco que refere a Misericórdia como o mais belo atributo de Deus. Deus é clemente e cheio de compaixão!
Perante muitos jornalistas e comentadores católicos do nosso tempo, S. Pedro, porque pecou negando Cristo, tinha sido destituído na hora, não seria mais Papa, teria sido corrido da Igreja. Tal é o justicialismo veterotestamentário  deitam cá para fora...
Em que se distingue este grupo de jornalistas daqueles que se dizem ateus, agnósticos, maçónicos ou de outra religião?

domingo, 19 de fevereiro de 2023

 


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

NUNCA DESISTIREI DA IGREJA

APESAR DE TANTAS MARÉS BAIXAS OU NEGRAS A IGREJA AÍ ESTÁ E AQUI CONTINUA, DOIS MIL ANOS DEPOIS. NUNCA DESISTIREI DELA. NÃO SE CONFUNDA A GRANDE FLORESTA COM ÁRVORES QUE É PRECISO ARRANCAR.

1. Estava prevenida, mas logo minutos depois percebi que nunca teria havido prevenção possível. A manhã da passada segunda-feira foi uma das piores na minha vida e não só por motivos confessionais. Vivi-a sozinha, calhou, mas talvez fosse melhor assim. A convocação “daquela” memória que ocorreu no palco da Gulbenkian, não era partilhável. A sordidez não se conversa e menos se partilha. A Comissão encarregue do relatório sobre os abusos sexuais cometidos por membros da Igreja contra menores à sua guarda não poupou detalhes, não escamoteou pormenores. Escancarou uma história. Tarde, acusam. Mais vale tarde: está contada. Mesmo que parcialmente. (Não vale a pena pensar que se encontrariam todas as vítimas ou que todas elas quisessem contar, e contar-se. Isso nunca ocorreria. Muitas delas preferiram sofrer solitariamente e silenciosamente este cume de vexame que nos autoriza a pensar como tudo foi – e lhes foi – ainda mais insuportavelmente doloroso.)

2. Acredito no mea culpa – como belamente titulava o Público ontem – mesmo que tardio e insuficiente – porque talvez não haja “suficiência” que colmate o que ficamos a saber. E face ao que ficámos a saber, o pedido de desculpas não pode de todo ser meramente retórico como a própria hierarquia já o reconheceu. Palavras leva-as o vento. Muita coisa se seguirá, nada voltará a ser o que foi pela simples razão de que é impossível que volte. Digo-o com a certeza possível que fundamento na consciencialização adquirida pela própria Igreja face a este tremor de terra (enganei-me ou ela própria ficou surpreendida com o grau do abalo?). Fundamento-a na sinceridade constrangida e aflita do mea culpa que ouvi da Igreja, indesligável da sua anunciada decisão de agir e intervir nas diversas frentes de batalha abertas pela revelação feita ao país e à comunidades de crentes e não crentes que somos. Intervindo drasticamente, celeremente. E de um ponto de vista agora confessional, fundamento-a no maior dos maiores valores cristãos que conheço que é o amor e em seu nome, a misericórdia. (Não foi por acaso, muito pelo contrário, que Pedro Stretch, presidente da Comissão Independente responsável por este estudo, terminou a sua intervenção na Gulbenkian citando uma carta de S. Paulo que tratava do amor). Acredito enfim que a terrível revelação que nos fizeram há dois dias será resolutamente apreendida como o ponto de partida para que amanhã seja imperativamente outro dia e não um caso meramente esclarecido através de um relatório entregue. Só uma coisa nos deve interpelar agora, crentes e não crentes: o consolo às vítimas através de um eloquente, nacional e generoso pedido de perdão, a certeza do afastamento célere dos prevaricadores, um cuidado e uma atenção sem limite face a ofensas à dignidade e à vida como as que ocorreram desde há décadas em Portugal. (Sim no mundo também, em todo o lado, mas eu não vivo “em todo lado”. Sou daqui).
Isto dito, deixo registo da minha recusa em entrar no circuito – já em alta velocidade – de sarcásticos cepticismos, antecipações catastróficas, oportunas descontextualizações sobre o que foi sabido e dito. A história já é obscenamente devastadora: não precisa da ajuda da má fá militante nem do serviço dos soldados da guerra contra a Igreja sempre disponíveis e logo em sentido. Contra a corrente? Paciência: estou mais que habituada a ser impopular, treino diariamente.
3. A Igreja foi a primeira instituição social portuguesa a ter esta iniciativa. Saudemos isso. A nomear uma comissão, dar toda a liberdade de escolha de formação de uma equipa – e do resto – ao seu presidente Pedro Strech; disponibilizar-lhe os arquivos – gesto raríssimo entre nós – e financiá-la.
Louve-se a dignidade, retenha-se a seriedade do trabalho da Comissão.
Repito: insiste-se muito no “tarde e a más horas” da intervenção da Igreja. Não julgo que a diferença de quatro, cinco anos minorasse significativamente o flagelo e o desastre, antes lamento o círculo (ainda) por vezes semifechado onde a Igreja (ainda) se move, aconchegada entre paredes algumas opacas e os seus altos dignatários. Mais dentro que “em saída” como tanto pede Francisco, o Papa.
Reconhecendo tudo isso, trabalho há anos com a Igreja – em Lisboa e em Óbidos –, colaboro por vezes com a própria hierarquia nalgumas iniciativas. Nunca, porém, precisei de ser anticlerical e mesmo quando discordo e me preocupo, não quero vingar nada. Sabendo, reconhecendo, lamentando tantas e tantas marés baixas – algumas negras, como bem sabemos – a Igreja aí está e aqui continua, dois mil anos depois. Nunca desistirei dela. O que me deixa perplexa é que o desejo de vingança contra a instituição tenha por aí tanto êxito e que o insulto à sua hierarquia esteja diariamente emoldurado em glória. E ambos – vingança e insulto – mais que nunca na montra da media. Ampliados.
4. Julgo que foram pelo menos quatro ou cinco vezes que se ouviu Daniel Sampaio anteontem na apresentação do relatório da Comissão na Gulbenkian, ter uma intervenção decisiva: com a autoridade e o conhecimento que lhe advém da profissão que exerce pediu: “olhem para o resto”. Ele não nomeou, mas o resto é a doença da pedofilia a grassar em números avassaladores. Não já na Igreja (sector onde ocorre em muito menor percentagem) mas no seio da família, ou no desporto, para dar dois exemplos, infelizmente verdadeiros. Na entrevista que tive a honra de lhe fazer, no verão passado, o Papa Francisco depois de com rara veemência ter condenado a pedofilia na Igreja, foi de moto próprio direito ao “resto” do assunto. Fê-lo com detalhe, usou de tempo, foi quase lancinante ouvi-lo falar sobretudo da pedofilia no seio das famílias e no silêncio escondido que continua a envolvê-las.
A propósito disto mesmo e conscientes disto mesmo – conscientes do papel que também cabe ao Estado na atenção desse fenómeno perturbado e doentio – deixo duas breves notas que li algures de André Azevedo Alves e Bruno Cardoso Reis, ambos meus colegas nesta “casa”. Retive-as por apreciar a lucidez, a seriedade, mas também a serenidade dos seus autores face ao momento que se vive:
Escrevia o André: (o trabalho apresentado pela Comissão nomeada pela Igreja) “deve ser o primeiro passo de um longo caminho a percorrer sobre abusos sexuais dentro e fora da igreja”. Sublinhado meu: dentro e fora da igreja.
E escrevia Bruno Cardoso Reis: “Seria sobretudo bom que o Estado seguisse este bom exemplo e organizasse o seu próprio inquérito ao fenómeno nas instituições do Estado com características semelhantes (internatos e escolas). E ainda a forma como o Estado lida e previne abusos na família que serão os mais frequentes”.
É longo o caminho a percorrer. Tanto caminho.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

EXEMPLOS DE ESTRANHOS (MAUS) “CATÓLICOS”

 [Nota prévia: A presente reflexão, publicada no número recente do boletim paroquial “Sopro e Vida”, pode ser julgada por insensível para os mais “sensíveis”. «Ora, muitos dos seus discípulos, depois de ouvirem isto, disseram: “É dura esta palavra! Quem pode ouvi-la?”» (Jo 6,60), diziam a respeito de Jesus. Eu ainda acredito que “corrigir os que erram, ensinar os ignorantes, dar bons conselhos” continuam a ser obras de misericórdia.]

«Apesar de haver quem se vergue à ditadura das maiorias e modas, estas nem sempre têm razão, seja na esfera social, seja, pela sua natureza, na Igreja Católica. Mesmo que a conduta da maioria atente contra o Ensino e valores da Igreja, jamais irei na onda. Enquanto tiver força e vontade, remarei contra a corrente. De facto, se há tantos sem escrúpulos, avessos ao Evangelho e empertigados na insolência, que mais poderemos esperar? Convido a uma reflexão, pessoal e séria, em registo de “correção fraterna”, sobre alguns exemplos de católicos estranhos a proliferar.
1- PARASITAS. Procuram a Igreja sempre (e só) que precisam, crivados de exigências e acusações, mas não colaboram nem contribuem para uma comunidade mais rica, viva e dedicada. Vivem de desculpas: não têm tempo ou jeito; não gostam disto ou daquilo; embirram com o padre, o catequista… Há grupos e iniciativas que poderiam sair mais enriquecidos se houvesse uma outra mentalidade, outra vontade de colaborar: catequese, leitores, grupo coral, acólitos, jovens, movimentos de ação social e outros (formados ou a formar).
2- MIRONES. É o grupo formado pelos “católicos” que aparecem em alguns eventos sociais/religiosos (funerais, batizados, casamentos) e, em vez de entrar na Igreja, para a oração e comunhão com o motivo que os trouxe ali, ficam da parte de fora, a conversar. Vêm “só” para assinar o ponto social…
3- NEGOCIANTES. É um grupo significativo, formado por aqueles que só “vão à Igreja” quando a Missa é pelos seus defuntos. Para estes “santificar Domingos e festas de guarda” ( = ir à Missa ao Domingo), apesar de ser Mandamento da Lei de Deus (uma obrigação) e da Santa Igreja, nada lhes diz, não é importante. Desprezam. Riem-se. Têm mais que fazer… Ir à Igreja porque Deus pede e merece, não interessa; ir à Igreja porque a intenção é pelos seus familiares ou amigos, isso já é demasiado importante! Não vão lá para louvar a Deus, e vão por causa dos seus, mas querem Deus a cuidar de si e dos seus! Certo…
4- SACRÍLEGOS. Também se tem verificado um significativo número de “católicos” que “faltam habitualmente à Missa ao Domingo” e, nas poucas vezes que lá aparecem, metem-se na fila para comungar como se nada fosse. A fazer fé no Catecismo da Igreja Católica (o que é isto?), é uma comunhão sacrílega, porque comungam em pecado mortal. Deste grupo, além de vários adultos, fazem parte muitas crianças, adolescentes e jovens, cuja culpa maior será dos pais: por não os ajudar a entender o sentido e importância do Domingo (alguns, de facto, não são exemplo!); e por não lhes elucidar a consciência sobre o(s) pecado(s) cometido(s). O mesmo se pode dizer dos que vivem em união de facto, apenas casados civilmente ou divorciados e casados/juntos em nova união: segundo as orientações da Igreja não podem, sem mais, abeirar-se da Sagrada Comunhão. E há quem o faça...
5- PAPAGAIOS. Como o próprio nome indica, é o grupo composto por aqueles/as que não sabem nada da vida da Igreja, da doutrina, prioridades, princípios e valores, mas facilmente aparecem (empertigados) a repetir frases/ideias que ouviram dizer, mesmo que não as entendam, interpretem mal ou usem fora do contexto: “o Papa disse”; “ouvi dizer”; “o padre da paróquia vizinha diz”; “vem no jornal”; “deu na televisão”; “a mim disseram”; “consta que”…
6- TIMBRADOS. É também um exemplo triste de putativos “católicos” porque julgam-se tais só porque “foram batizados”, “fizeram a Primeira Comunhão” e “o Crisma”. E não sabem que estes se chamam “sacramentos da Iniciação Cristã”, ou seja, ao recebê-los, o crente (apenas) está habilitado para viver e assumir pessoalmente a fé, com as responsabilidades inerentes. Por outras palavras: se dizes que estás “encartado na fé”, então conduz = põe-na em prática, em vez de sumires da Igreja! Quando aparecem, é para exigir atestados/certificados como se a fé andasse a reboque de carimbos. Vivem como lhes apetece (devassidão moral, laxismo, escárnio), passam por cima da doutrina e princípios aprendidos (?) e até/ainda pedem ao padre para os atestar, “em consciência”, como “católicos idóneos”!!!
7- PÉRFIDOS. É o grupo formado por aqueles “católicos” que não têm princípios nem escrúpulos e se servem de tudo para satisfazer apenas os seus interesses: mentiras, hipocrisia, cinismo, choradeira, encobrimento, promessas falsas, abuso de pessoas, amizades e instituições, falsas declarações, linchamento na praça pública, difamação entre outros...
Porque (ainda) continuo a preocupar-me e denunciar profeticamente estes atropelos? Um otimista não é aquele que vê um mundo perfeito, mas é a pessoa que acredita na mudança de um mundo imperfeito.
P. António Magalhães Sousa (texto), aqui

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Um homem imigrante foi agredido violentamente durante a noite por um grupo de jovens na baixa de Olhão, no Algarve, a 25 de janeiro.

Um imigrante foi agredido à paulada, com pontapés e com murros por um grupo de jovens, em Olhão. Um dos agressores tentou incendiar o cabelo da vítima.

As agressões foram filmadas e divulgadas nas redes sociais. A PSP já abriu um inquérito para apurar a identidade dos suspeitos e a data do crime.
Fonte: aqui

As autoridades policiais estão a investigar as agressões cometidas contra um cidadão nepalês, em Olhão, que se tornaram públicas através de um vídeo partilhado nas redes sociais. Contudo, o que aconteceu a 25 de Janeiro não foi um caso isolado. Segundo avançou a SIC, o grupo de jovens está envolvido em, pelo menos, oito situações de agressões a imigrantes.
Fonte: aqui

Violência à solta  neste país!
Especialmente a violência jovem
Não, não é só o caso - os casos? - de Olhão. São imensas e frequentes as situações de violência.
- Violência entre claques do futebol - ataques físicos, artefactos perigosos, circulação de estupefacientes, choques até com pessoas e estruturas do próprio clube, casos judiciais...
- Violência contra os imigrantes. Em Olhão e noutras partes do país. Muitas vezes esta violência é filha do racismo. 
- Violência na noite, especialmente junto dos pontos de diversão noturna. Pancadaria, insultos, agressões e mortes.
- Violência entre grupos rivais e nem sempre por motivos que têm a ver com o consumo e tráfego de estupefacientes.  Muitas vezes é pelo prazer louco da violência pela violência.
- Violência contra as minorias, sejam étnicas ou de orientação sexual.
- Violência contra os mais frágeis: doentes, marginalizados, velhos.
Não, Portugal não é um país seguro como constantemente as autoridades nos querem fazer crer. Há demasiada violência que urge controlar antes que se torne incontrolável ou endémica.
Como enfrentar o flagelo da violência?
Não tenho soluções nem sou especialista.  Mas não está proibido a ninguém o uso da cidadania. Neste âmbito, ouso avançar com pista de solução possível...
1. Responsabilização dos pais, sejam casados, solteiros ou divorciados. Se há filhos com baixos comportamentos é porque os pais falharam na educação que deram aos filhos.  Assim os paizinhos terão que responder pelos comportamentos criminosos dos filhos, mesmo que estes já tenham 18 ou mais anos...
2. Deixar de atacar a família a nível legislativo , como são os casos do aborto e da eutanásia. Tudo pela família, nada contra a família. Se se mexe na estrutura do edifício da vida, tudo o edifício corre perigo, agora ou logo...
3, Restaurar o serviço militar obrigatório, não tanto por motivos bélicos, mas para promover  o autocontrole, a educação cívica e social entre os jovens. Se  tantas famílias falham como cestos rotos, que não falhe o estado...
4. Estabelecer clara e distintamente para cada pessoa, família e sociedade  um conjunto mínimo de regras individuais e sociais que cada indivíduo deve observar. Escola, movimentos e associações, igrejas, comunicação social e os pais - a quem deveria ser pedido prova do conhecimento desta regras no momento do casamento civil ou no registo dos filhos recém-nascidos...
5. Acabar com a cultura da desculpabilização. Há sempre quem queira desculpabilizar os meninos com a sociedade, o materialismo atual, o falhanço das famílias, a imaturidade da idade, etc, etc.  NUNCA há desculpa para os atos gratuitos de violência. 
6. Há jovens que são bons, mas em grupo perdem a estribeira, se transformam negativamente. Quando  membros de um grupo praticam violência, todo o grupo deve ser responsabilizado, por exemplo na prática obrigatória de serviço social.
7.Dar sempre ao culpado a possibilidade do arrependimento e da mudança de vida.

O coração e a voz

 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Vaticano: Papa descarta cenário de renúncia no imediato

Vaticano: Papa descarta cenário de renúncia no imediato: Francisco assume dor pela morte de Bento XVI, que evoca como um «pai» Cidade do Vaticano, 25 jan 2023 (Ecclesia) – O Papa rejeitou cenários de uma eventual renúncia ao pontificado, em breve, numa entrevista publicada hoje pela agência norte-americana ‘Associated Press’ (AP). “Estou bem de saúde. Para a minha idade, estou normal. Posso morrer […]

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

A VIVER EM TENDAS

Não, não se trata de campismo. Nem mesmo se trata de banhistas na praia para se abrigarem do Sol.
Há dias, um canal de televisão mostrava aos telespectadores a realidade de alguns emigrantes a viver em tendas junto à Igreja de Arroios, tendo apenas o sustento de uma refeição diária. Não encontram trabalho, só promessas de trabalho... Depois, gastos os euros que trouxeram do país natal, resta-lhes a caridade alheia.
Hoje pode ler-se no Correio da Manhã: "Nunca pensei estar a viver na rua. Tenho frio e medo. É desumano." O desabafo é de Amélia Ferreira, de 66 anos, que vive com o filho, Daniel Tato, 41, numa tenda, na praia de Matosinhos, desde setembro."
Apenas dois casos entre tantos e tantos que nos chegam a cada passo.
Ah! Isto não são casos e casinhos. São situações HUMANAS que nos deviam envergonhar  como povo, como sociedade. Pelo nosso silêncio cúmplice e pela maneira apática como reagimos com os governantes. 
Perante situações de animais maltratados, as pessoas reagem e manifestam-se - e bem. Perante situações de pessoas em enorme sofrimento, em deprimente carência, ninguém se junta, ninguém se manifesta, ninguém reage - e muito mal!
Mesmo quando não é inimigo do homem, muitas vezes o homem também não é amigo do homem.
Há tempos, o presidente da República, falava aos emigrantes para virem viver e trabalhar para Portugal onde seriam bem acolhidos.
Já sabemos que Marcelo fala muito e nem sempre acerta. 
Vir para Portugal  para viver como vivem tantos emigrantes no Alentejo? Vir para Portugal para viver na rua, numas tendas, à esperea da caridade alheia e sem trabalho?
E ser português e viver numa tenda, numa praia, com medo e frio, só porque não há rendimentos para pagar uma renda???
Não, nunca nos habituemos a estas situação degradantes! Levantemos a voz, exijamos! Partilhemos!
Que saudades de D. Manuel Martins! Donde vem esta saudade? Talvez porque os nossos bispos  "metem a profecia na gaveta" e perderam o "pio" , não sendo voz nem vez de quem não tem voz nem vez!

sábado, 14 de janeiro de 2023

SE PARA UMA MISSA BASTA UM PADRE, PARA UM PADRE NÃO BASTARÁ UMA MISSA?

 Um artigo do Prof. João Paiva - leigo, pai de família - que fui convidado a ler e no qual me revejo inteiramente… Há mais de duas décadas que ando a defender isto, consciente de andar a pregar no deserto e ser alvo de chacota e maus olhados de muitas “santas beatas” e de apessoados “doutores da(s) fé(s)”. E acredito piamente que não há alternativa… Leiam e digam da vossa santa e caridosa justiça. (P. António Magalhães Sousa)

«A minha intenção é pegar em alguns olhares e experiências de Igreja e dar largas a uma certa reflexão crítica, partindo de uma realidade que é inequivocamente complexa e com alguns contornos desoladores. Partindo da figura do padre, acabarei por redundar em alguma projeção de eventual visão futura (ou futurista…) da vida eclesial. Faço notar que nesta fase da vida, sou espectador/ator de dinamismos paroquiais rurais. Mas admito que muito do que se tece aqui possa ser extrapolável para realidades mais urbanas e para outras culturas.
1 – Se para uma missa basta um padre, para um padre não bastará uma missa?
Já há muito tempo que reclamo junto dos meus amigos padres que seria melhor celebrarem uma missa por dia, porventura também ao domingo. Entendo que os padres “turbomisseiros”, embora certamente agindo por bem, alimentam e perpetuam uma realidade insustentável.
2- Então e as pessoas ficam sem missa ao domingo?
Se for preciso, sim… Mas será a resposta que cada comunidade der, em cada lugar, aldeia, capela, que vai determinar as possibilidades e, principalmente, o futuro possível dessa vida eclesial que, em muitos casos, convenhamos, aparenta e poderá mesmo ser definhante e deprimente, principalmente no que diz respeito ao não rejuvenescimento. Mas avanço desde já atenuantes num sentido muito prático, com algum caráter prospetivo:
a) celebrações de palavra presididas por leigos, se significarem solidez, preparação, envolvimento, renovação, fidelidade à Igreja, unidade com o pároco, etc. (pode não haver recursos humanos para tal).
b) dinamismos de ‘boleias’ bem organizados para que os fiéis (incluindo, obviamente, os mais carenciados e com problemas de mobilidade) possam deslocar-se às celebrações em centros da paróquia (então em menor número mas certamente mais participadas). Esta atividade de fazer com que quem queira, possa ir, é, em si própria, vida cristã.
c) celebrações com a presença do padre noutros dias da semana que não ao domingo, em alguns locais mais distantes do centro paroquial.
d) sinergias em maior escala (arciprestados, etc), que otimizem ainda mais todos estes processos
3- Isto não seria uma desvalorização do sacramento da Eucaristia?
Na versão otimista seria o contrário, sob o lema “menos e de mais qualidade”. Seria, antes de mais, o possível e realista. Mas, porventura, mais pré-preparado, mais solidário, mais confortável, menos “a correr”, em suma, mais qualificado…
4- Então e o padre – se celebrar menos missas – o que tem para fazer?
Aquilo que este tempo de Igreja e cultura lhe pedem: que seja um dinamizador pastoral, um garante da unidade com o Bispo e a Igreja no seu todo, mas não mais o executor de tudo e por quem tudo passa. Em particular, nas celebrações e em muito mais, alguém que, rezando menos missas (e porventura reduzindo igualmente outras rotinas de “serviço religioso” questionáveis) tem mais tempo e disponibilidade para:
a) ter ele próprio – padre – “qualidade de vida”, precisamente para poder descansar, rezar, formar-se, refletir com a comunidade sobre o presente e o futuro, ter a sua vida comunitária cristã, estar com as pessoas sem agenda de pressa, etc.
b) revitalizar a ligação da prática religiosa à vida e ao Evangelho, dando mais relevância a outras atividades não necessariamente sacramentais como a lectio divina com partilha de vida, meditação e outras práticas de silêncio, o acompanhamento espiritual, outras atividades de abertura à cultura e à sociedade, etc.
c) apoiar as comunidades nos desafios – agora mais auto-responsabilizantes e auto-protagonizantes por parte dos leigos – que uma vida cristã menos padrocêntrica pode implicar.
5- E com isto não vamos ter ainda menos gente nas Igrejas? E muitas pessoas não vão ficar tristes?
Teria de se ensaiar para ver mas, se sim, se as pessoas se afastarem mais, será uma purga razoável, diminuindo porventura o grau de consumismo religioso, fenómeno que, em si próprio, é já pouco cristão e sinal de insustentabilidade. A eventual tristeza de algumas pessoas poderá perceber-se mas não pode ser matéria suficiente para não discernir e não agir. Poderão ser criadas alternativas mas a realidade impõe-se e isso tem muita importância. Ignorá-lo é esconder a cabeça na areia e o “medo de magoar” não justifica deixar andar…
6- E muitas igrejas e capelas não ficarão desertas e sem atividade?
Poderá ser que sim e isso deve assumir-se, redesenhando-se o espaço sem nunca optar pela tentação do fechar e guardar. Convém, ao contrário, abrir e partilhar. Algumas sugestões avulso sendo que o padre, mais uma vez, nunca poderá ser o ator omniactuante mas apenas um proponente e depois um ajudador daquilo que a comunidade, nos limites das suas possibilidades e motivações, desejar:
a) criar um subespaço nas capelas mais confortável (aquecido no inverno!) e acolhedor, para dinamismos de pequenas comunidades cristãs (voltar um tanto às origens) que confrontam a sua vida em partilha e se interajudam no viver a fé, em confronto com a Palavra.
b) dispor bancos, cadeiras, altar, etc., de formas inovadoras (porventura mais circulares e onde as pessoas se veem e se horizontalizam à volta de uma fé essencial). Poderá tratar-se de uma certa redecoração intencional de interiores, não necessariamente dispendiosa. Este reinvenção espacial, aliás, poderia ser implementada independentemente dos espaços religiosos estarem mais vazios.
c) mantendo a autonomia de um espaço mais reservado e de silêncio (com o sacrário, nomeadamente) recriar outros espaços no mesmo espaço, que possam abrir a Igreja a outros serviços à comunidade, de índole artístico, cultural, social e inter-religioso. De alguma forma, recriar a coreografia do espaço sagrado a um formato mais flexível, coerente com a não rigidez que este tempo, como todos os tempos, pede aos cristãos.
7- E os outros sacramentos e manifestações religiosas?
Também elas terão que ter os seus ajustes realistas e paulatinamente, haver algum filtro sobre tudo aquilo que se costuma fazer, dando mais importância ao que é essencial e relevando e subtraindo a presença do padre ao que não é crucial. A título de exemplo, em termos pessoais, prefiro um padre que priorize funerais, mesmo à custa de centralizações e sinergias de batizados e casamentos. Prefiro um padre que se vá ausentando de algumas procissões e outras não essencialidades cristãs e tenha mais tempo para ouvir os membros da comunidade e/ou para visitar a casa de cada um… A gestão de tensões entre a continuidade e a rutura, será o discernimento maior do sacerdote…
Sei bem da ousadia e do quase simplismo que acarreta o exercício de colocar numa folha A4 um conjunto de itens que dizem respeito a uma realidade complexíssima e que traz consigo desafios gigantes. Mas reconheço, ao mesmo tempo, uma evidência clara de que as coisas não poderão ficar como estão, com todos e cada um de nós a sermos espectadores (discutíveis alimentadores?) de um dinamismo (ou falta dele) insustentável. O traço mais marcante das ideias acima tem por base uma convicção forte de que a religiosidade mais massificada tem um perigo enorme de se banalizar. Sem resignificação criativa, fazendo-se porque sempre se fez, o perigo de afastar a religião cristã de uma vida verdadeiramente afetada pelos critérios do Evangelho é muito real. A prática religiosa, incluindo os sacramentos, parecem em inúmeras situações nada ter a ver com a vida das pessoas. A “crise das igrejas vazias” é, neste sentido, uma enorme oportunidade de requalificação da religião. Pode, a partir daqui, operar-se um certo renascimento, capaz de oferecer uma resposta coerente e integrada de uma espiritualidade que, alimentando-se também de rituais, os encara, prepara e vive como graça que se fecunda em vida-vivida num tempo que, à luz da Fé, será sempre um “tempo favorável” (2 Cor 6, 2). O padre? É um cristão, livre e feliz, com um serviço particular, centrado em animar e caminhar com outros tantos caminhantes, que queiram caminhar neste Caminho…»
Através de "Aopro e Vida", aqui

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

O pato e o chefe

 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Política portuguesa em valsa louca


Ainda nem há um ano o governo tomou posse. Entretanto as saídas e entradas de governantes sucedem-se à velocidade da luz. Um espectáculo degradante. E isto num governo saído de uma maioria absoluta!
São casos e casinhos todos os dias. Um descrédito total desce, plúmbeo, sobre a vida política nacional.
Perante isto, que oferece a oposição? Os partidos à esquerda do governo, a cantilena de sempre. À direita, temos uma luta de galos pelo protogonismo político. Por exemplo, o maior partido da oposição que tem feito? "Ai, o seu presidente está em cima do governo como um leão!" - dirão alguns. Pois, mas para comentar os casos e casinhos, as muitas e diversas trabalhadas do governo, já temos os cafés e as redes sociais. Do maior partido da oposição espera-se muito mais do que o "deita-abaixo". Ideias, alternativas, estratégias, o diferente que atenda à situação real das pessoas. Uma ideia para Portugal, mesmo que polémica...
Quanto ao Presidente da República, ele não ajuda Portugal porque fala demais, a tempo e fora de tempo, sobre tudo e sobre coisa nenhum e diz o povo "quem muito fala...."
Além disso, porque está sempre a falar, torna os ouvidos dos cidadãos "malhadiços", isto é, não ligam.
Entretanto o Sistema Nacional de Saúde continua como qualquer utente sabe por experiência; a escola pública está ao rubro como as notícias sobre professores confirmam; o interior cada vez mais abandonado e despovoado; o investimento público e privado tarde em arrancar; a riqueza nacional que produzimos vai-nos atirando para a cauda da Europa; os jovens emigram ou ficam, sujeitando-se ao desempre e/ou a ordenados baixos; para muitos idosos, as reformam não chegam sequer para comer e para os medicamentos, etc, etc.
Que os governos não sirvam para resolver equilibrismos partidários, mas que busquem, com alma e com génio, o melhor para o Portugal de hoje e de amanhã. Que se investigue eficientemente o candidato a governante antes de entrar no governo para evitar a lástima a que temos estado sujeitos. Que a ligação aos cidadãos nunca seja quebrada ou abrandada; que a luta contra a corrupção, o compadrio e clientelismo seja franca e forte. Que, entre o filiado no partido e o competente, este passe sempre à frente.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Jesus não pode nascer em (alguns sítios de) Portugal.

Pessoal, se alguém tiver o contacto do face ou whatsapp de S. José ou de Maria informem-Nos que, em Portugal, há várias maternidades fechadas. Esta Família, que tem o parto previsto para 25 Dezembro, deverá consultar o site do SNS para saber a que maternidade se pode dirigir. Há a hipótese de parto assistido no domicilio mas, encontrando-se em trânsito, não constitui uma alternativa, para além de, nesse caso, ser conveniente disporem de (um bom) seguro de saúde.
Será oportuno recomendar que usem o GPS e não se guiarem pelas estrelas, pois estas podem direcioná-los por caminhos inundados ou alagados. O melhor é mesmo usarem um bom GPS. Bom, se trouxerem Moisés pode ser que tenham sorte.
Ahh, avisem S. José para usar um casaquinho! Apesar de não estar frio, há muita humidade e como já não vai para jovem, pode apanhar um desses "birus" e ter que ir para a urgência, sujeitando-se a ficar 12h ou 16h com pulseira amarela. Alerto que, caso precise de internamento e a coisa se complicar, como a família não consegue dar reposta (nem tem rendimentos), será encaminhado para uma vaga da "rede" (pode demorar meses).
Acrescentem à nota informativa que Maria não deverá comer bacalhau, não vá encravar uma pequena espinha e nesse hospital não haver Otorrino de urgência.
Já agora, se tomam algum medicamento de forma crónica... tragam, poderá haver "ruptura de stock no hospital".
Eles não se preocupem, apesar de serem atendidos por profissionais cansados, desmotivados e sem reconhecimento... são pessoas altamente qualificadas para os cuidar.
Feliz Natal.
PS: texto escrito a 23/12/2022, não publicado nesse dia por cansaço do autor.
Pedro Miguel Pedrosa, Facebook

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

500 mil

Tenha a configuração jurídica que tiver, tenha a legalidade que tiver, tenha o acordo o que tiver, não há nada que justifique uma indemnização de 500 mil euros a quem trabalhou 2 anos na TAP e logo depois salta para novas funções de Estado.

Como pode a TAP pagar indemnização faraónica, quando está sempre a precisar de "injeções de capital" por parte do Estado? Como pode uma pessoas destas, com tal voracidade financeira, ainda ser Secretária de Estado do Tesouro?!
Não há "esperas estratégicas" para pronunciamentos politicamente corretos! Escusam de empurrar o problema com a barriga. Ou de dar tempo ao tempo para uma saída airosa.
Não há moralidade possível para uma coisa destas, num país como o nosso... cujas condições de vida não é aqui preciso descrever.
Por estas e por outras, a maior asneira do nosso Primeiro-ministro foi reverter a privatização da TAP! Que serviço público? Qual quê?! Que companhia de bandeira, qual quê? Que raio de empresa é esta de milhões de prejuízo a dar milhões em indeminizações e que parece ter mais tempo de greves do que trabalho?! Alguém pode aceitar isto?
Estes exemplos minam e arruinam a nossa esperança num país justo. Basta. 500 mil vezes "não", "não pode ser"!
Amaro Gonçalo, Facebook

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022