domingo, 28 de junho de 2026

Participei na celebração das Bodas de Ouro Sacerdotais do Pároco da minha Paróquia natal

Há celebrações que passam pelo calendário; outras ficam gravadas na memória. A desta tarde pertence, sem dúvida, às segundas.

Na minha Paróquia natal celebrou-se o jubileu dos cinquenta anos de sacerdócio do P.e Cón. Joaquim de Assunção, dos quais vinte e seis vividos ao serviço daquela comunidade paroquial. Foi uma tarde em que a gratidão encontrou voz e em que a fé se fez festa.

A paróquia, dispersa por vários povos, alguns separados por quilómetros e caminhos, revelou aquilo que verdadeiramente a une. As distâncias não venceram a comunhão. Pelo contrário, todos convergiram para o mesmo altar, como ramos de uma mesma árvore que encontram na raiz a sua força.

Tudo respirava harmonia. O acolhimento discreto e fraterno, a organização sem sobressaltos, o coral que elevava a oração, as leituras proclamadas com dignidade, o ofertório vivido com solenidade. Nada procurava protagonismo; tudo apontava para o essencial. Quando cada um serve com humildade o lugar que lhe pertence, a beleza acontece naturalmente.

Também o Senhor Bispo, que presidiu à Eucaristia, soube conduzir a celebração com serenidade e elevação, ajudando a assembleia a viver aquele momento com profundidade.

No final, um simples conjunto de imagens tornou-se muito mais do que uma apresentação. Foi uma peregrinação pela vida do Cón. Joaquim: as marcas da sua história humana, a resposta ao chamamento de Deus, os anos de estudo, o ministério sacerdotal e o serviço pastoral. As imagens iam passando, mas eram cinquenta anos de entrega que desfilavam diante dos nossos olhos, vinte e seis deles profundamente entrelaçados com a história daquela paróquia.

Seguiu-se a homenagem das instituições que caminham lado a lado com esta comunidade — a Autarquia, a Junta de Freguesia, a Paróquia e a Santa Casa da Misericórdia. Cada uma fez chegar ao jubilado palavras de apreço, reconhecimento e gratidão, acompanhadas de ofertas que quiseram ser mais do que simples lembranças: expressão visível da estima de um povo por quem o serviu com fidelidade, dedicação e generosidade.

Por fim, falou o aniversariante. E fê-lo como vivem os homens de Deus: sem grandiloquência, com a serenidade de quem sabe que tudo é graça. As suas palavras tiveram a beleza dos testemunhos que não precisam de adornos, porque nascem de uma fé amadurecida no tempo e confirmada pela vida.

Regresso desta celebração com a alegria de ver a minha terra natal unida em torno de um sacerdote que, durante vinte e seis anos, caminhou com este povo, partilhando as suas alegrias e dores, anunciando o Evangelho e edificando a comunidade. Hoje, a homenagem foi ao Cón. Joaquim; mas foi também uma bela homenagem à própria paróquia, que soube agradecer com elegância, dignidade e coração.

Parabéns aos meus conterrâneos. Estiveram verdadeiramente à altura da ocasião.

E parabéns, meu caro Abade! Que Deus continue a recompensar a fidelidade de quem, há cinquenta anos, respondeu "sim" ao seu chamamento e continua a fazer desse "sim" um dom quotidiano para a Igreja e para o povo que lhe foi confiado.

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