sábado, 9 de junho de 2018

São as mulheres que fazem caminhar a Igreja


Resultado de imagem para mulheres na igreja
De facto, olhamos para o grupo de catequistas e são, na maioria, mulheres. Olhamos para o grupo dos ministros extraordinários da Comunhão e são, na maioria, mulheres.
Olhamos para os corais e são, na maioria, mulheres.
Olhamos para os grupos de leitores e são, na maioria, mulheres.
Olhamos para os grupos sócio-caritativos e são, na maioria, mulheres.
Olhamos para os diversos serviços, eventos paroquiais, e constatamos que, na maioria, são sustentados por mulheres.
Tirando porventura os conselhos económicos paroquiais, concluiremos que grupos, movimentos, associações, irmandades, dinâmicas e ações apostólicas têm um cunho feminino indelével.
Bem vistas as coisas, só a hierarquia da Igreja é que não é composta por mulheres. Bem vistas as coisas, são elas que fazem caminhar a Igreja. Ou então experimentem acabar com a sua participação ou deixar de contar com elas nas comunidades paroquiais e logo verão que acontece. Eu sei que não é fácil imaginar estas comunidades sem padres. Mas também não é fácil imaginá-las sem mulheres que, tão generosamente, as fazem caminhar.
A Igreja deve muito às mulheres e ao génio feminino.
E os homens? Que há-de ser feito para envolver mais e mais os homens na vida da Igreja? Por um lado, nas nossas comunidades, o homem, geralmente, tem respeito humano, vergonha de aparecer, estar, participar, assumir a sua fé. Por outro lado, pelo seu espírito mais prático e materialista, julga-se menos propenso para compromissos de ordem mais espiritual. Depois existe o maldito preconceito. “Estas coisas de devoções e missas da semana são para as mulheres…”
Penso que a Igreja deve fazer uma séria reflexão sobre a vivência cristã do género masculino e que os homens, em pleno século XXI, se devem deixar de preconceitos, respeitos humanos, vergonhas e materialismos endeusados, assumindo plenamente a fé que liberta.

Sem comentários:

Enviar um comentário