terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Muitos doentes e acamados existem nesta paróquia!


Muitos doentes e acamados existem nesta paróquia! E não me refiro só aos da Unidade de Saúde nem aos do Lar da Santa Casa. Só hoje, primeiro dos quatro dias dedicados à visita aos doentes, visitámos dez! Nos dias seguintes, o número será superior...
A história é idêntica à das anteriores visitas. Encontrámos gente que já não fala, pessoas a quem a doença retirou capacidades cognitivas, e irmãos com um necessidade imensa de falar, falar, falar...Parece que o "saco" estava a estoirar e que precisavam mesmo de uma válvula de escape. Não querem ouvir nem sequer uma brincadeira que os alegre, o que querem mesmo é despejar, despejar, despejar. E olhem que estes não são assim tão poucos... Qual o motivo? Solidão, solidão, solidão.
Também encontrámos pessoas serenas, de uma serenidade que impressiona, apesar da dor. Gente que se vê a si, aos outros e ao mundo com uma sabedoria de coração que os torna em catedráticos da vida. Que enriquecem quem os visita, que saboreiam com um sorriso rasgado uma pitada de boa disposição, que nos falam belamente da beleza enlevante da fé que vivem e sentem.
Em muitos casos vemos pessoas que tudo fazem pelos seus familiares doentes, partilhando o altar da dor até à exaustão. Parabéns a estes gigantes de humanismo. Oxalá todos tivessem destes cireneus que ajudam a levar a cruz! Nem todos os têm, infelizmente.

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