sábado, 7 de fevereiro de 2009

Há, de facto, medo no PS e na sociedade portuguesa

Há, de facto, medo no PS e na sociedade portuguesa, pelos mais variados motivos. Têm medo os empresários, de que não lhes sejam permitidos os apoios, ou os financiamentos, dados a outros; têm medo os funcionários públicos, relativamente aos chefes de nomeação politica; têm medo os professores, da avaliação e do ministério, avaliação necessária mas imposta; e têm medo muitos militantes socialistas de perderem os seus lugares, ou o acesso aos benefícios pessoais que retiram da actividade política. Lugares e benefícios que há muito deixaram de ser decididos pela razão do mérito e que agora são o resultado da fidelidade ao chefe.

Sabem quem disse isto?
Nem mais nem menos. Foi exactamente Henrique Neto, empresário e militante ‘histórico’ do PS!!!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Dia frio, mas coração quente

Logo de manhã, funeral. Frio intenso, dominador, persistente.
Seguiu-se o trabalho na escola.
Após uma refeição à pressa, dirijo-me para a rádio, para o programa semanal cuja primeira parte contou com a presença da Laida e do Cláudio, os dois jovens desta comunidade que estiveram com Taizé no passado fim de ano. Saíram-se muito bem. Soltos, convictos, marcados no bom sentido pela experiência Taizé. Oxalá mais jovens queiram e possam passar por esta experiência que enriquece os participantes, lhes transmite uma paz e uma alegria interior imensas.
Depois de passar pela bela capela hexagonal da Senhora das Necessidades, vim para a Igreja onde presidi à Eucaristia e ao tempo de adoração ao Santíssimo Sacramento.
Nas Eucaristias semanais, muitas vezes faço um momento de meditação com as pessoas. Sobretudo nesta linha: é a minha meditação que partilho com os presentes. Há dias em que é fácil, outros em que parece que não sai nada e alguns em que fico pelo silêncio.

5º Domingo do Tempo Comum - Ano B

O Sofrimento
A Liturgia dominical procura sempre iluminar a nossa vida nas mais diversas situações.
Uma situação concreta que aflige o homem de todos os tempos é o SOFRIMENTO.
- Por que há no mundo tantas pessoas a sofrer? Ninguém gosta de sofrer… mas o sofrimento existe: injustiças, guerras, calamidades, pobreza, fome, discórdias, doenças…
- Quem é o culpado? Seriam os nossos pecados? É um castigo de Deus? Como explicar então os inocentes... o Cristo na cruz?
Por que permite Deus essas coisas sem intervir?
Por que sofre também o justo e o malvado parece estar em situação melhor?

As leituras bíblicas levam-nos a reflectir sobre o Mistério do sofrimento e a nossa atitude diante dele.
Na 1ª leitura, vemos a experiência do Sofrimento de Jó (Jó 7,1-4.6-7)
Jó é um homem justo e fiel ao Senhor.
Possuía muitos bens e uma família generosa.
De repente, viu-se privado de todos os seus bens, perdeu a família e foi atingido por uma doença grave.
Essa triste situação provoca no coração dolorido de Jó sentimentos de amargura e de revolta contra esse Deus incompreensível.
Até os amigos insinuam ser castigo de Deus…
Jó lamenta sua condição de sofredor, mas confia em Deus, pois tem a certeza de que só em Deus pode encontrar esperança e o sentido para a sua existência.

* A experiência de Jó no sofrimento é um modelo para todos os que têm fé.
Jó permanece fiel a Deus, mesmo quando vive o drama do sofrimento inocente e luta incansavelmente para obter uma palavra de Deus para iluminar sua situação.
- Deus não pode ser explicado como um comerciante que paga conforme a qualidade da mercadoria que recebe...
- Diante do sofrimento, ou descobrimos o rosto verdadeiro de Deus, ou fazemos dele um monstro, que nos devora e inferniza a nossa vida…
- Não nos esqueçamos: A doença não é dada por Deus mas fruto da imperfeição da natureza humana. Só Deus é perfeito. Todos nós estamos sujeitos ao mal. Não se deve dizer a um doente que o seu sofrimento é uma prova do amor de Deus. Jesus também não escolheu a morte na cruz mas sujeitou-se-lhe pois esse foi o caminho que os homens lhe prepararam e Ele aceitou-o para dar testemunho da missão que o Pai lhe confiou e que era o de fazer tudo para salvar os homens.
Não é Deus que causa o sofrimento, mas o sofrimento pode ser uma visita de Deus…
E quando entendermos tudo isto, tudo fica muito diferente…
"Não nascemos para sofrer, mas o sofrimento faz-nos crescer..."

No Evangelho, vemos Jesus diante do sofrimento (Mc 1,29-39)
São Marcos procura mostrar, no seu evangelho "Quem é Jesus…"
Inicialmente, mostra o Messias proclamando o Reino de Deus.
A seguir, mostra a realidade do Reino actuando no mundo como salvação e libertação, nas palavras e gestos de Jesus.
Com a autoridade que lhe vem do Pai e em comunhão total com o Pai, Jesus vence o mal e a dor que escravizam o homem e anuncia um mundo novo de liberdade e de vida plena.
Apresenta Jesus agindo diante de uma multidão de sofredores:
Ele aparece solidário com a dor dos homens e atento às suas necessidades:
- Na casa de Pedro: Aproxima-se da sogra… estende a mão… e "levanta-a "…
E ela retoma a vida normal, acolhe e serve os hóspedes...
- "Cura muitos outros doentes e endemoninhados"…
- "De madrugada, levanta-se e vai rezar, num lugar DESERTO…":

Com a pregação: Jesus ilumina os espíritos, revela o amor de Deus, leva as almas à fé, dá sentido à dor… e mostra o caminho da salvação.
Com os milagres: Jesus cura corpos enfermos… expulsa demónios… Quer um mundo novo, sem qualquer forma de dor...
Com a oração: compreende o plano de Deus e aceita a vontade do Pai… Só a verdadeira oração pode nos iluminar o sentido da dor…

+ O sofrimento continuará sempre a ser um mistério… Jesus não elimina o sofrimento, mas ensina-nos a carregá-lo com amor e esperança, para que dê frutos de vida eterna…
Jesus garante-nos que Deus nunca nos abandona… Resta-nos confiar em Deus e entregar-nos em seu amor.
Os cristãos não descobriram o caminho para evitar o sofrimento. Sofrem como os outros e, às vezes, até mais do que os outros, mas descobriram que a Cruz de Jesus Cristo é redentora.
Carregar a cruz sozinhos é desesperador… Mas unidos a Cristo, todo sofrimento é salvador, inclusive o nosso…

* Qual é a nossa atitude diante dos nossos sofrimentos?
- de aceitação... ou de revolta?
(Exemplo de Jesus: no Getsémani... no Pai Nosso...)
* Qual é a nossa atitude diante do sofrimento dos outros?
- Estendemos a mão e ajudamos a se libertar?

* No dia 11/02, celebramos o dia mundial do doente.
- Como podemos ajudar concretamente os doentes de nossa comunidade?
- Valorizamos o trabalho da Pastoral da Saúde?
Rezemos para que Deus nos dê muita luz para compreender o mistério do sofrimento e muita coragem para carregá-lo com amor.
Lutar contra a doença é obrigação de todos. Habituemo-nos a rezar, pois, por todos os doentes. A oração e a fé têm grande poder.
Fonte: Pe. António Geraldo Dalla Costa

Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre!

Irmãos, perseverai no amor fraterno. Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela, alguns hospedaram anjos, sem o perceber. Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles, e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo! O matrimônio seja honrado por todos e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os imorais e adúlteros. Que o amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta. Contentai-vos com o que tendes, porque ele próprio disse: “Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei”. De modo que podemos dizer, com ousadia: “O Senhor é meu auxílio, jamais temerei; que poderá fazer-me o homem?” Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus, e considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé. Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade.
(Carta aos Hebreus, 13, 1-8)

Sócrates e Obama

Há mais verdade e autenticidade numa frase de Obama (e vimos como ele mudou, numa semana, o paradigma da política americana) do que em todos os discursos de Sócrates.
(http://sol.sapo.pt/Blogs/vicentejorgesilva/default.aspx)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Vale a pena reflectir neste exemplo de S. Paulo!...

O Papa Bento XVI acaba de levantar a excomunhão aos quatro bispos ordenados em 1988 por D. Marcel Lefebvre, que conforme muitos leitores se recordarão, se separou da Igreja Católica após o Concílio Vaticano II. Isto significa que esta pequena comunidade cristã está a caminho de se integrar na Igreja Católica Romana.
Há quem se escandalize com este "perdão" do Papa, mas se o mesmo esforço de reconciliação tivesse sido feito aquando da separação da igreja oriental ou da reforma protestante, hoje não teríamos lamentado tanta falta de unidade entre os cristãos.
Vem a propósito o que escreveu o Padre Alir, no site http://www.veritatis.com.br/article/5516, sob o título "Paulo: por que não fundaste uma igreja diferente da de Pedro?"
«Pedro era um simples pescador. Tu eras um intelectual. Pedro quase nem sabia ler e escrever. Tu eras formado e educado aos pés de Gamaliel (At 22,3) e conhecedor até de línguas que Pedro não conhecia. Tu escrevias coisas difíceis a Pedro de entender (2Pd 3,16). Tu tinhas dons tão extraordinários do Espírito Santo. Tu tivestes até que corrigir Pedro, por causa de seu duplo procedimento (Gl 2, 11.14). Tu evangelizastes mais que os doze apóstolos juntos. Formastes muito mais colaboradores do que Pedro.
Em tudo, parecias muito mais sábio, dinâmico e eficaz do que Pedro. Então, Paulo, por que não formastes a tua própria Igreja, já que Jesus Cristo te iluminou e pessoalmente te revelou o Seu Evangelho?
Que tens a dizer?
"Catorze anos mais tarde, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também Tito comigo. E subi em consequência de uma revelação. Expus-lhes o Evangelho que prego entre os pagãos e isso particularmente aos que eram de maior consideração, a fim de não correr ou de não ter corrido em vão." (Gl 2, 1-2)
Então, quer dizer que fostes submeter teu evangelho a Pedro e aos demais apóstolos "de maior consideração" para te certificares de não ter corrido e ou continuar correr em vão? Então, quer dizer que alguém pode pregar o evangelho com muito empenho e estar correndo em vão?»
Vale a pena reflectir neste exemplo de S. Paulo!...
In O Amigo do Povo

A Fé também cura

Dizia-me há dias uma pessoa que após uma operação melindrosa o capelão do hospital lhe trouxe a Sagrada Comunhão e as violentas dores lhe passaram como que milagrosamente.

Especialmente nos Estados Unidos diversos estudos têm constatado a relação entre a fé e a cura. Um estudo da Faculdade de Medicina de Dartmouth revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre aqueles que não encontravam conforto na religião. Num prazo de seis meses após a cirurgia, 21 pacientes morreram – mas entre os 37 que se declararam "profundamente religiosos" não ocorreu nenhuma morte.

Um outro estudo dá conta de que as pessoas religiosas se restabelecem mais depressa após uma operação: os praticantes assíduos levam de 4 a 5 dias a sair do hospital após uma cirurgia. Os que não são religiosos precisam de cerca de 12 dias.
Na verdade, esse é um fenómeno que tem chamado a atenção de muitos estudiosos ao redor do mundo, pois está ficando evidente que a fé capacita a viver mais e melhor.

Cultivar, pois, a fé e a esperança nos doentes é meio caminho andado para a cura. Fazem bem aqueles médicos que dizem ao doente que, se ele é religioso, reze a Deus com muita fé e Deus o ajudará a ultrapassar a doença.

A doença não é dada por Deus mas fruto da imperfeição da natureza humana. Só Deus é perfeito. Todos nós estamos sujeitos ao mal. Não se deve dizer a um doente que o seu sofrimento é uma prova do amor de Deus. Jesus também não escolheu a morte na cruz mas sujeitou-se-lhe pois esse foi o caminho que os homens lhe prepararam e Ele aceitou-o para dar testemunho da missão que o Pai lhe confiou e que era o de fazer tudo para salvar os homens.

Lutar contra a doença é obrigação de todos. Habituemo-nos a rezar, pois, por todos os doentes, sobretudo os nossos familiares e conhecidos. A oração e a fé tem grande poder.
In O Amigo do Povo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Finalmente uma boa descrição da actualidade?...

" Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz
de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do pais, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria.

A justiça ao arbítrio da Politica, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;

Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao
outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)"

Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

ELE esteve, está e estará!

Novas formas de comunicar

Na época da comunicação, há que estar atento às formas de comunicar a que os mais novos são mais sensíveis. Aliás uma das mais fortes críticas que se fazem à Igreja é que tem uma bela mensagem, mas não a sabe comunicar. O problema não está no conteúdo, mas sobretudo na forma.
Neste Ano Paulino, encontrei no site - http://www.seminariodosolivais.org/video/player.html - um conjunto de 3 pequenos filmes em BD sobre São Paulo que me pareceram muito interessantes para os mais novos.
Basta abrir o site e, na lista da direita, seleccionar Saulo de Tarso - animação - 1/3, 2/3, 3/3.
Ainda para gente mais nova, podem ser vistos, no mesmo site, outros materiais de interesse, como o "Documentário vocacional - Pescadores de homens".

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Divórcio: causa de pobreza

São inumeráveis as várias causas da pobreza. É o desemprego esperado e inesperado, é uma doença que tudo desgasta, é a vida luxuosa acima das possibilidades reais, é a situação difícil da crise económica, etc.
Uma outra causa da pobreza humilhante é a mais recente lei do divórcio, denunciada, há dias, pelo nosso Presidente da República, sempre muito atento à exclusão social, que se baseou também num artigo escrito por um dos jurista colaborador da elaboração dessa lei, que reconheceu ter sido um trabalho apressado.

Esta causa do divórcio age por vezes de maneira súbita: talvez uma ligação matrimonial que falhou por uma tentação sedutora, ou o orgulho de um dos cônjuges que rejeita o outro, ou por uma infidelidade que apagou o amor, ou por uma leviandade que precipita a separação conseguida com toda a simplicidade, lançando no sofrimento sobretudo a mulher, por vezes sem emprego, sem ajudas, sem subsistência.

E a quantia que é determinada pelo poder judicial, para a esposa ou para os filhos, é por vezes ridiculamente insuficiente. O divórcio atira tanta gente para o hemisfério da pobreza a caminho da miséria. Nós que por profissão, ouvimos tantos lamentos de gente divorciada, chorando a situação de enorme carência de meios para enfrentar sobretudo as despesas de saúde, de vestuário e de educação dos filhos, podemos comprovar que a pobreza aumenta na proporção directa dos divórcios facilitados pela referida lei.

Para bem de muitas famílias, temos de estar atentos.
Mário Salgueirinho

Olhar em frente

Há quatro coisas que com certeza não voltam para trás:
- a pedra atirada
- a palavra dita
- a ocasião perdida
- o tempo passado.

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Creio que Deus nos colocou nesta vida para sermos felizes. (Baden Powell)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Arciprestado reunido

Os sacerdotes deste arcipresrado reuniram hoje. Estiveram connosco o senhor Bispo e o senhor Vigário Geral.
Após uma ligeira refeição fraterna, teve lugar a reunião. Partilharam-se experiências, analisaram-se acções projectadas, algumas das quais foram adiadas para maior maturação.
O senhor Bispo, que participou activamente na reunião, teve sempre uma palavra de encorajamento, de esclarecimento, de esperança e de incentivo a mais e melhor presença, carregada de humanidade.
Foi bom estar. Mais do que o fazer, o mundo precisa de quem esteja. E, como sempre, é muito agradável estar, partilhar e alegrarmo-nos.
Obrigado a todos.

As velhotas sabem muito e dizem tudo!

Num julgamento em BOTABAIXO, o Promotor de Justiça chama sua primeira testemunha, uma velhinha de idade muito avançada. Para começar a construir uma linha de argumentação, o Promotor pergunta à velhinha:
-Dona Virgulina Pureza, a senhora conhece-me, sabe quem sou eu e o que faço?
-Claro que eu te conheço, Ambrósio! Eu conheci-te bebê. Só choravas, e francamente, decepcionaste-me. Tu mentes, trais a tua mulher, manipulas as pessoas, espalhas boatos e adoras fofocas. Achas que és influente e respeitado na Cidade, quando na realidade és apenas um coitado. Nem sabes que a tua filha está grávida, e pelo que sei, nem ela sabe quem é o pai. Ah, se eu te conheço! Claro que conheço!
O Promotor fica petrificado, incapaz de acreditar no que estava a ouvir. Ele fica mudo, olhando para o Juiz e para os jurados. Sem saber o que fazer, aponta para o advogado de defesa e pergunta à velhinha:
-E o advogado de defesa, a senhora conhece?
A velhinha responde imediatamente:
-O Zequinha? É Claro que o conheço! Desde criancinha. Eu cuidava dele para a Marina, a mãe dele, pois sempre que o pai dele saia, a mãe ia pra algum outro compromisso. E ele também me decepcionou. É preguiçoso, puritano, alcoólatra sempre quer dar lição de moral aos outros sem ter nenhuma para ele. Ele não tem nenhum amigo e ainda conseguiu perder quase todos os processos em que actuou. Além de ser traído pela mulher com o mecânico... com o mecânico!!!!
Neste momento, o Juiz pede que a senhora fique em silêncio, chama o promotor e o advogado para perto dele, debruça na mesa e diz baixinho para os dois:
-Se algum de vocês perguntar à cuscovilheira da velha se ela me conhece, vai sair desta sala preso... Fui claro???

Um Sentido para a Vida

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Você sabe o que é tautologia?

O Português correcto

Você sabe o que é tautologia? É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito

Note que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. Verifique se não está caindo nesta armadilha.

Também aqui...

Vinte fábricas encerraram. Aqui mesmo, em Viseu e na Guarda. Tres mil pessoas foram atiradas para o desemprego, para o drama, para a indiferença. É lá com eles? Nao será também connosco?
http://padrejoaoantonio.blogs.sapo.pt/

sábado, 31 de janeiro de 2009

O casal perfeito

José António Saraiva fala sobre a vida do casal e em casal. A partir da sua própeia experiência.
Vale a pena ler. Verdades definitivas? Não se trata disso. Trata-se da procura da verdade em casal, para o casal.
Então leia e manifeste-se se assim o achar.
http://sol.sapo.pt/blogs/jas/archive/2009/01/31/O-casal-perfeito.aspx