domingo, 8 de fevereiro de 2026

Dr. António José Seguro eleito, por larga maioria, Presidente da República

 A segunda volta das presidenciais deixou uma mensagem clara: a maioria dos portugueses escolheu moderação, previsibilidade e compromisso democrático. A vitória de António José Seguro não foi apenas pessoal; foi o resultado de uma convergência ampla de eleitores que, vindos de diferentes quadrantes, optaram por um Presidente visto como estável, institucional e dialogante.

Este voto expressa também uma preferência por um chefe de Estado que respeite o equilíbrio de poderes e o papel moderador da Presidência, num contexto político já marcado por tensão e fragmentação parlamentar.

Ao mesmo tempo, os portugueses rejeitaram uma Presidência de confronto permanente. Embora o candidato derrotado tenha consolidado uma base eleitoral significativa, essa base revelou-se totalmente insuficiente para convencer a maioria do país. O resultado mostra que o discurso mais agressivo e polarizador continua a ter limites claros quando está em causa o cargo mais alto do Estado.

Em suma, Portugal não escolheu uma rutura, mas uma travagem. Não apagou as mudanças políticas em curso, mas deixou claro que, para Belém, prefere prudência a risco — e consenso a conflito.