quinta-feira, 11 de julho de 2019

O mundo inteiro desce de Jerusalém para Jericó, sempre


Um homem descia de Jerusalém para Jericó. Uma das histórias mais belas do mundo. Um homem descia, e nem um adjetivo: judeu ou samaritano, justo ou injusto, rico ou pobre, pode ser até um desonesto, um bandido: é o homem, cada homem! Não sabemos o seu nome, mas sabemos da sua dor: ferido, golpeado, terror e sangue, rosto por terra, não se consegue recuperar por si só. É o homem, é um oceano de homens, de pobres derrubados, humilhados, bombardeados, naufragados, bolsas de humanidade ensanguentada em cada continente. O mundo inteiro desce de Jerusalém para Jericó, sempre.
Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

terça-feira, 9 de julho de 2019

Pela Serra de Santa Helena


Gruta de Carolina e acessos
Pela Serra
Ao pôr-do-sol

QUANTO MENOS FÉ, MAIS VAIDADE.

FUNERAIS CRISTÃOS:
MOMENTOS DE FÉ, DE SUFRÁGIO E DE ORAÇÃO?
OU APENAS ACTOS SOCIAIS, CHEIOS DE EXIBIÇÕES E DE VAIDADES?
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PARECE QUE, AGORA, QUANDO MORREM, TODAS AS PESSOAS SÃO HERÓIS E SANTOS: BATEM-SE PALMAS, PÕEM-SE COROAS DE ROSAS, E FAZEM-SE DISCURSOS LAUDATÓRIOS. ...
ATÉ PARECE QUE JÁ NÃO HÁ PECADOS NEM PECADORES, NEM CÉU, NEM PURGATÓRIO, NEM INFERNO!
QUE BELEZA!... OU QUE DESGRAÇA!

PERGUNTA-SE:
OS FUNERAIS SÃO APENAS PARA CONSOLAR OS VIVOS... OU TAMBÉM E SOBRETUDO PARA ORAR A DEUS PELOS MORTOS, PARA QUE DEUS ACOLHA AS SUAS ALMAS NO CÉU E, SE NÃO ESTÃO AINDA EM CONDIÇÕES DE SER ACOLHIDOS NO CÉU, OS AJUDARMOS NA SUA PURIFICAÇÃO, COM AS NOSSAS ORAÇÕES E, SOBRETUDO COM A OFERTA DO SANTO SACRIFÍCIO DE JESUS (SANTA MISSA)?
QUEM PASSA POR ESTE MUNDO SEM PECAR?
QUEM CHEGA Á HORA DA MORTE, INTEIRAMENTE PURO E SANTO, EM CONDIÇÕES DE ENTRAR NA PRESENÇA DE DEUS?
O QUE ESTÁ A FAZER-SE EM MUITOS FUNERAIS, DIZ-NOS QUE A FÉ É POUCA, OU NENHUMA, E QUE A IGNORÂNCIA RELIGIOSA É ENORME.
EM VEZ DE MISSA DE SUFRÁGIO (de purificação),PELOS FALECIDOS, CELEBRAM-SE (fazem-se...dizem...) MISSAS DE HOMENAGEM, OU MISSAS EM MEMÓRIA!...
E NO FIM, É QUASE OBRIGATÓRIO ALGUM FAMILIAR OU AMIGO DO FALECIDO, SUBIR AO AMBÃO DA PALAVRA DE DEUS, E, DAÍ, FAZER O SEU ELOGIO (VERDADEIRO OU FALSO) ..SABE DEUS COM QUE SINCERIDADE E COM QUE INTENÇÃO.
OS PÁROCOS, COM MEDO DE DESAGRADAR OU DE SER POUCO SIMPÁTICOS, CEDEM...E DEIXAM CORRER.
OS BISPOS DE CADA DIOCESE, OU NÃO DÃO CONTA OU NÃO QUEREM INCOMODAR-SE, E TUDO VAI COMO VAI E ESTÁ A FICAR COMO ESTÁ!
ISTO AINDA NÃO É GERAL, POR CÁ, MAS VAI-SE CAMINHANDO NESSE SENTIDO.
QUANTO MENOS FÉ, MAIS VAIDADE.
Joaquim Correia Duarte

segunda-feira, 8 de julho de 2019

sexta-feira, 5 de julho de 2019

As nossas cidades vivem num presente perpétuo sem respeito pelo passado e sem consideração pelo futuro.

"A minha geração e a geração ainda mais nova foram educadas no egocentrismo, num individualismo extremo que procura os prazeres imediatos e os sonhos profissionais. Portugal é um caso extremo da cultura pós-moderna que desvalorizou nas últimas décadas os conceitos de compromisso, casamento e família. Criámos uma sociedade de indivíduos solitários que jantam sozinhos, tendo a Netflix e o cão como única companhia. As nossas cidades vivem num presente perpétuo sem respeito pelo passado e sem consideração pelo futuro. É por isso que esta sociedade está a trocar as pessoas pelos animais. Literalmente. É por isso que temos os nossos velhos (o passado) a viver numa solidão que nos envergonha. É por isso que temos uma das taxas de natalidade (o futuro) mais baixas do mundo."
Henrique Raposo

quinta-feira, 4 de julho de 2019

quarta-feira, 3 de julho de 2019

" Senhor és Tu quem me lês e me conheces "

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"Senhor, como estás longe e oculto e presente! Oiço apenas o ressoar do teu silêncio que avança para mim e a minha vi...da apenas toca a franja límpida da tua ausência. Fito em meu redor a solenidade das coisas como quem tenta decifrar uma escrita difícil. Mas és Tu quem me lês e me conheces. Faz que nada do meu ser se esconda. Chama à tua claridade a totalidade do meu ser para que o meu pensamento se torne transparente e possa escutar a palavra que desde sempre me dizes."
Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 2 de julho de 2019

Não às discussões insensatas



Gosto de conversar, mas não tenho o mínimo interesse em alimentar discussões intermináveis. Não quero perder tempo com controvérsias, polémicas, temas fracturantes e debates estéreis que não produzem nenhum fruto. Não me interessa contraditar pelo prazer do contraditório. Não contem comigo para alimentar conversas cujo único intuito é deitar abaixo, dizer mal ou denegrir pessoas ou ideias.

Não quero ter razão no que digo e muito menos ganhar debates aqui e acolá. Não quero opinar sobre tudo e muito menos ter a última palavra. Estou a aprender a calar-me. Não me interessa conhecer a última moda, a nova tendência, o novo conceito ou o orador de que todos falam.

As redes sociais são incendiárias, mas também podem ser didácticas. Tenho aprendido muito com elas. Digo não às discussões insensatas.

"Não te deixes envolver em discussões insensatas e genealogias e contendas sobre a obediência às leis judaicas. São coisas inúteis e sem verdadeiro significado." Tito 3:9 (versão "O Livro")
Fonte: aqui

domingo, 30 de junho de 2019

«Sem a ação dos leigos não há uma ação de Igreja em saída.”



Fernando Ilídio é dos mais promissores teólogos católicos da novíssima geração. Com 39 anos, é formado em Teologia pelo Centro de Cultura Católica do Porto, onde concluiu os três anos do curso básico. Pesquisador, e Fundador do CDT (Cantinho da Teologia). Foi Acólito, Ministro da Comunhão, participou como representante do grupo de acólitos de Matosinhos, no Concelho Pastoral Paroquial, fez parte do grupo de CPM (Preparação para o Matrimonio) , foi membro da equipa Pastoral Vocacional, formador do Grupo de Acólitos da Paróquia de Matosinhos e membro da equipa de Liturgia. 

Nesta entrevista, ele foi contundente e realista:

«os leigos devem afastar-se deste modelo estrutural e buscar novos caminhos, novas maneiras de viver a fé, dentro do chamado que é próprio da sua vocação, que é o mundo secular e as grandes causas da humanidade. Aqui está a vocação e a missão dos leigos! Ai devem ser sal e luz. Sujeitos da história. É onde os leigos, como Igreja que são, podem oferecer o seu testemunho e o seu serviço concreto. Observo que as ações do Papa Francisco também vão por aí.»

Mostrou-se profundamente alinhado com o papa Francisco, quando afirma que:

«o clericalismo é uma doença que impede a Igreja de ser serviço e, com isso, inibe as demais vocações, sobretudo os leigos, de assumirem o seu papel, a sua missão dentro do corpo eclesial, e também na sociedade. O clericalismo traz e vive de uma imagem de Igreja que se quer garantir por si mesma, sem abertura ao novo e que busca sempre o poder, que quer estar acima, que vive ‘à parte’ e agarra-se nas estruturas, na dureza das tradições, no enrijecimento da doutrina, na dominação de uma letra sem espírito e num autoritarismo eclesiástico/hierárquico doente.»

No momento em que Francisco abre a Igreja, os resultados dos anos de domínio conservador estão à vista:

«O clero mais jovem, que se satisfaz em formalismos, panos e paramentos riquíssimos (até medievais) e em ritos antigos, carregados na rigidez, ou camuflados de aspectos modernos, em alguns casos, mas muito distante da simplicidade do Evangelho, o que é lamentável. Seja pela linguagem ou pela vestimenta, cria-se uma estrutura que decide por caminhar separada do mundo, distante dos problemas e com a sustentação de um ar superior».

Segundo Ilídio, pode-se constatar que a Igreja, infelizmente, continua impermeável aos leigos:

«Numa carta ao Cardeal Marc Ouellet, em 2016, o Papa Francisco recorda que desde o Concílio Vaticano II se falou muito sobre a ‘hora dos leigos’, mas para o papa esta hora ainda está longe de se concretizar. Para Francisco, e aqui para nós que nos unimos a ele, as causas são várias, mas a passividade é por culpa do próprio laicado, é um fato, mas também das estruturas, que não formam e não permitem um espaço favorável, onde leigos e leigas possam exercer criticamente e com maturidade a sua vocação.»

O caminho, aponta o teólogo, é retomar a originalidade do cristianismo:

«Se na resposta da Igreja antiga precisou se falar que não há escravos ou livres, homens ou mulheres, mas todos são um em Cristo Jesus, deveríamos trazer esta máxima para hoje, como uma definição basilar, para que não haja mais clero ou leigos, mas para que todos possamos ser uma só Igreja n'Ele.»

Superar a contradição profunda que ainda persiste entre o laicado e a estrutura:

«como é ser leigo, sujeito eclesial, numa Igreja clericalizada? Impossível! É necessário romper com isto!»

Na opinião de Ilídio, muitos processos posteriores ao Concílio Vaticano II tentaram de certa forma revogar a abertura aos leigos:

«Por exemplo: o que significa ser discípulo missionário, hoje? Será que há alguma mudança?… Por certo que não. Raras exceções. Continuamos com as mesmas estruturas e linhas de ação, seguimos com os mesmos planos e projetos pastorais, a mesma insistência na formação clerical dos nossos seminaristas e na pouca valorização da formação laical (…).»

Consequente com a reflexão desenvolvida, foi taxativo:

«Sem a ação dos leigos não há uma ação de Igreja em saída.”
Fonte: aqui

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes

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Coincidindo com a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, ocorre nesta sexta-feira a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. É o mínimo que pedimos. E é o máximo de que precisamos. Que rezem por nós. Para que não sejamos nós. Mas para que deixemos que Jesus Cristo tome inteira posse de nós!

terça-feira, 25 de junho de 2019

A falta de padres e o celibato

A Igreja Católica sempre ordenou homens casados. No rito Oriental nunca foi obrigatório o celibato para aceder ao sacerdócio.
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No Ocidente, a partir do Concílio de Elvira, no século IV, essa disciplina foi-se introduzindo e acabou por se estender a toda a Igreja Católica de rito Latino a partir do século XII.
O documento preparatório do Sínodo dos Bispos da Amazónia, convocado pelo Papa Francisco, que decorrerá em Roma de 6 a 27 de outubro, reabre o debate da ordenação de homens casados e, porventura, de mulheres. "Afirmando que o celibato é uma dádiva para a Igreja, pede-se que, para as áreas mais remotas da região, se estude a possibilidade da ordenação sacerdotal de pessoas idosas, de preferência indígenas, respeitadas e reconhecidas pela sua comunidade, mesmo que já tenham uma família constituída e estável, com a finalidade de assegurar os Sacramentos que acompanhem e sustentem a vida cristã", diz-se no texto que orientará a reflexão dos bispos oriundos do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru, Venezuela e Suriname, cujas dioceses se situam na Amazónia.
Dado que só o sacerdote pode presidir à eucaristia, ao sacramento da reconciliação e à unção dos enfermos, muitos dos fiéis estão privados desses sacramentos, por longos períodos, devido à falta de padres naquela e noutras regiões do globo. Para corrigir essa situação, admite-se agora o acesso ao sacerdócio a membros da comunidade, mesmo não celibatários, que possa garantir esses sacramentos.
Mais uma vez, é a falta de clero que obriga a Igreja a adaptar-se e a modificar a sua praxis. Já aconteceu o mesmo com a corresponsabilidade laical. Apesar de o Concílio Vaticano II apelar à participação dos leigos e ao seu maior empenho na vida da comunidade, isso só foi possível graças à falta de padres. Só quando estes deixaram de poder garantir uma série de tarefas é que essa responsabilidade foi passada aos leigos.
Também a mudança da disciplina do celibato está para acontecer por essa razão. Seria, no entanto, preferível que se chegasse aí pela revitalização das comunidades e pela redefinição do papel do sacerdote no seu seio. Se a fé e a sua celebração não fossem tanto uma questão individual - e se tivessem uma dimensão mais comunitária -, então todos e cada um se sentiriam mais desafiados a assumir, de acordo com as suas possibilidades e carismas, várias responsabilidades no seio da comunidade.
Nesse caso, a comunidade geraria naturalmente os seus líderes, aos quais seria confiado o ministério sacerdotal. Não como uma promoção ou distinção, mas antes como o reconhecimento de qualidades para desempenhar esse serviço.
A opção pelo sacerdócio deixaria de ser uma decisão pessoal e passaria a ser, ao contrário do que acontece agora, um discernimento comunitário. Qualquer membro da comunidade, fosse ele casado ou solteiro, homem ou mulher, poderia ser chamado a servi-la no sacerdócio. A condição passaria a ser o reconhecimento das qualidades exigidas para desempenhar essa missão.
Fernando Calado Rodrigues, aqui

sexta-feira, 21 de junho de 2019

"Jesus ... nosso fiel companheiro a toda a hora e momento".

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Uma só fé!
Um Povo!
Uma Igreja onde todos têm lugar!
A Eucaristia, onde a ternura de Deus mais se manifesta!
Mãos, muitas mãos em nome de toda a Comunidade!...

Um Mistério: beleza, escuta, oração, louvor, súplica, acção de graças.
"Jesus ... nosso fiel companheiro a toda a hora e momento".

terça-feira, 18 de junho de 2019

Estado garante apoio a jovem português acusado de ajuda à imigração ilegal


Veja aqui

Revogada a suspensão aplicada ao padre Martins Júnior, em julho de 1977,

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42 anos depois, bispo do Funchal, D. Nuno Brás,  revoga suspensão do padre Martins Júnior, nomeando-o administrador paroquial da Ribeira Seca, concelho de Machico.  O padre havia sido suspenso 'a divinis' por D. Francisco Santana em 1977 pela sua  intensa atividade política e postura reivindicativa, após o 25 de abril.
Veja aqui

Conhecimntos e comportamentos

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Por estes dias, muitos estão a ser avaliados. Estão a ser testados os conhecimentos.
Mas o crescimento de uma pessoa não pode ser aferido apenas pelos conhecimentos.
Os conhecimentos são importantes, mas os comportamentos são decisivos.
E se o panorama quanto aos conhecimentos não é animador, a situação no que toca aos comportamentos chega a ser desoladora.
A escola não pode fazer tudo. A família terá de fazer mais.
Estamos todos de acordo quanto ao diagnóstico. Mas ainda não se vê uma alternativa.
Mentes brilhantes são necessárias. Pessoas de bem são fundamentais!
(João António Teixeira, Facebook)
"Há necessidades que só tu podes ver, há mãos que só tu podes segurar e há pessoas que só tu podes alcançar." Timothy Keller

domingo, 16 de junho de 2019