15 de agosto de 1989. Sé de Lamego, 11 horas. O Avelino, o José Manuel e eu fomos ordenados sacerdotes por D. António de Castro Xavier Monteiro, então Arcebispo-Bispo de Lamego.
Faz hoje 36 anos. Destes, 24 como pároco da Paróquia de São Pedro de Tarouca.
Perpassam hoje por mim os sentimentos, emoções, sonhos, generosidade, entusiasmo dessa primeira hora.
A vida foi retirando forças, sem esmorecer o entusiasmo.
A vida é sonho, porque tenho saudades do futuro.
A vida é generosidade, porque esta vence sempre as cicatrizes e os calos que a realidade vai semeando.
Emociono-me ainda perante o olhar de uma criança, a lição de vida e de fé que recebo de um doente, a felicidade dos nubentes, a generosidade dos jovens, a sabedoria dos anciãos, a a vivência da fé por parte da comunidade.
E sobretudo Cristo. Cada vez mais convencido que só ELE vale totalmente a pena.
Preocupa-me a construção do Centro Paroquial que não me larga de noite e de dia...
Preocupam-me tantos casais que vivem como se Deus não existisse...É que a fé nasce e cresce ao colo da mãe com o exemplo do pai.
Preocupam-me tantas crianças e jovens para quem Deus não conta...
Preocupa-me a solidão de tantos velhinhos e doentes...
Preocupam-me os divórcios e os filhos como grandes vítimas da situação...
Preocupa-me a falta de emprego que leva tantos jovens para fora sem perspectivas de voltarem...
Preocupa-me uma Igreja que, em vez de ser uma comunidade viva, dinâmica, com garra apostólica, se fica no ritualismo, no clericalismo, no tradicionalismo...
Preocupa-me a situação de tanta gente situação difícil, porque não tem trabalho, ou não quer trabalhar, ou usufrui ordenados baixos...
Preocupam-me as notícias diárias: guerras, perseguições, mortes, refugiados, fome, miséria, pouco respeito pela vida, desvalorização da dignidade da pessoa humana, corrupção, violência doméstica, fundamentalismos, falsidade nas relações entre as pessoas...
Mas quero que Cristo morto e ressuscitado seja o esteio da minha vida, a garantia que a esperança não engana, a certeza de que o mal não terá a última palavra.
Senhor meu e meu Deus, que a tua providência me envolva, a tua misericórdia desça abundante sobre mim, a tua luz derreta a escuridão do pecado e dos limites.
Senhor que o teu amor se derrame abundante e generosamente sobre esta comunidade, os meus familiares, amigos e sobre aqueles que não gostam tanto de mim..
sábado, 15 de agosto de 2015
Está a causar grande polémica nas redes sociais…
Os alinhamentos e a edição dos media
tradicionais são, cada vez mais, feitos fora das redacções, em milhões de
computadores ligados em rede e têm o “like” como unidade de medida.
Já passaram oito anos desde a altura
em que Barack Obama – ou os seus conselheiros políticos e de comunicação, assim
é mais rigoroso – percebeu a importância fundamental das redes sociais e para
aí deslocou uma parte importante dos esforços e dos meios da campanha eleitoral
que o levou pela primeira vez à Casa Branca.
O caso tornou-se objecto de estudo de
comunicação política, tal foi o profissionalismo, a eficácia e o contributo
para a vitória atribuido à utilização das novas plataformas electrónicas de
comunicação de massas pela campanha Obama 2007 – “Yes we can”, lembram-se?
O mundo não para e se há área que se
desloca a uma velocidade maior é precisamente a da comunicação electrónica. Por
exemplo, uma plataforma importante para Obama nessa altura foi o MySpace. Foi
entretanto reduzida à irrelevância, mas era lá que estavam muitos dos jovens
que depois migraram para o novo fenómeno, o Facebook.
As redes sociais crescem e hoje há
gerações que ocupam com elas muito mais tempo do que a ver televisão e têm aí a
sua principal fonte de informação e de entretenimento.
Há três meses, Hillary Clinton
anunciou a sua candidatura às presidências americanas do próximo ano. Não o fez
com um comunicado enviado às redacções, nem com uma entrevista a uma das
principais cadeias de televisão, nem sequer com um discurso bonito dito num teatro
histórico perante uma plateia de personalidades mais históricas ainda. Fê-lo
com um vídeo de dois minutos e meio onde os protagonistas são americanos comuns
e que tornou público através da sua conta de twitter. Foi assim que a América
ficou a saber que Hillary é candidata.
Qualquer semelhança entre isto e o
que se está a passar em Portugal limita-se a um capricho do calendário. O tempo
que partilhamos é o mesmo mas quando se trata de tentar chegar aos eleitores da
forma mais directa e eficaz, os políticos portugueses não são contemporâneos
dos americanos. Lá já se está na web 3.0. Aqui continuamos no cartaz de 8×3.
Mas se a comunicação política
portuguesa ignora a utilização sistemática, estudada e profissional das redes
sociais, o facto é que estas não ignoram os políticos.
A recente polémica com os cartazes do
PS – que depois este tentou exportar para os cartazes da coligação PSD/CDS –
mostra como a comunicação de massas mudou na última década.
Mudou a velocidade de circulação da
informação, que se tornou vertiginosa. Hoje já ninguém espera pelo telejornal
das 8 e muito menos pelo jornal de amanhã para saber o que disse hoje um
governante nem tem de esperar pelas 24 horas seguintes para saber como reagiu a
oposição. Muitos assuntos nascem, vivem e morrem entre as 9 da manhã e as 9 da
noite do mesmo dia.
Mudaram também os protagonistas. Há
duas décadas só algumas dezenas tinham voz pública. Eram os políticos,
académicos, jornalistas e comentadores com acesso aos media, que iam à
televisão, falavam na rádio ou escreviam nos jornais. A comunicação era só de
lá para cá e para o cidadão anónimo com vontade de intervir no espaço público
era uma vitória ver publicada uma “carta ao director”. A internet e as redes
sociais democratizaram a comunicação e a intervenção no espaço público. A elite
perdeu essa exclusidade e isso é um bem em si mesmo. Tem aspectos negativos?
Claro que tem. O “efeito de manada”, o seguimento acéfalo da corrente, é o mais
óbvio. Mas é um custo da democracia que se paga muito bem.
Com a mudança de protagonistas está a
mudar também a mediação da comunicação. O papel de “gate keeper” – os que
decidem o que é e o que não é notícia -, então inteiramente entregue aos
jornalistas, vai sendo diluido pela generalidade da comunidade. A quantidade de
notícias que aparecem nas televisões, rádios ou jornais cujo “lead” é “Está a
causar grande polémica nas redes sociais…” é o espelho mais perfeito dessa
deslocação do centro de gravidade. A notícia já não é o facto em si mas sim o
“bruááá” que ele causa junto do público, confirmado pelo número de “likes”,
comentários ou partilhas feitos nas redes sociais.
A morte do leão Cecil por um dentista
americano foi notícia pela indignação pública e global que causou na rede. A
polémica sobre a mãe norte-americana que amamenta simultaneamente o seu filho e
o de uma amiga estalou porque “a internet reagiu” (ontem, no jornal Sol). E o
nosso notório caso dos cartazes de campanha eleitoral não o teria sido há uma
década e agora também não o seria não fosse o impacto das redes sociais. Pouco
importa se o caso tem ou não substância política – que não tem. Se é relevante
na escolha que os portugueses vão fazer no dia 4 de Outubro – que não é. Se é
apenas espuma e circo – que é.
Os alinhamentos e a edição são, cada
vez mais, feitos fora das redacções, em milhões de computadores ligados em rede
e têm o “like” como unidade de medida.
A verdadeira popularização da
informação está aqui. O empolamento desporporcionado de temas fáceis, que não
são mais do que giros ou caricatos, atropela os que são importantes. É a
vitória do interesse do público sobre o interesse público. E se o jogo se está
a inverter é por demissão de uma das funções mais nobres dos jornalistas: a
selecção criteriosa entre os milhares de assuntos que todos os dias podem ser
notícia.
Esta é a primeira eleição em Portugal
onde o fenómeno das redes sociais se está a fazer sentir com toda esta crueza.
Com políticos impreparados para se
tornarem protagonistas nessas plataformas e incapazes de se deslocarem para o
sítio onde estão fatias cada vez mais importantes de cidadãos eleitores e com
redacções rendidas à reacção popular imediata, o acessório está a vencer sobre
o essencial.
É fácil ter opinião sobre o último
cartaz de um partido. Mais difícil é perceber o que é o plafonamento das
contribuições para a Segurança Social e ter opinião fundamentada sobre o tema.
Mas entre um e outro não tenhamos dúvidas sobre qual é mais importante para a
nossa vida individual e colectiva.
Paulo Ferreira, Observador 14/8/2015, lido aqui
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Abandonar idosos vai ser crime, maus tratos vão impedir herança

Para além de reconhecer como crime o abandono de idosos, a nova medida prevê a repressão de qualquer tipo de violência, abuso, exploração ou discriminação, tanto a nível físico como psicológico.
De acordo com o jornal Público, apesar de já ter sido aprovada, a lei só entra em vigor na próxima legislatura, uma vez que o Parlamento se encontra em período de férias.
Desta forma, não é possível aprovar o documento porque, para isso, será preciso alterar o Código Penal e isso só pode ser feito pela Assembleia da República.
No comunicado publicado pelo Conselho de Ministros, pode ler-se que “os cidadãos idosos estão amiúde expostos a práticas que atentam contra os seus direitos mais elementares, cuja defesa importa assegurar”.
Por isso, a partir da próxima legislatura, passam a ser crime ações como abandonar idosos em hospitais ou outros estabelecimentos de saúde e negar o acolhimento ou a permanência destes em instituições públicas por recusa em assinar uma procuração para “fins de administração ou disposição dos seus bens ou em efetuar disposição patrimonial a favor da instituição”.
Maus tratos vão impedir herança
Estão também previstas medidas de proteção jurídica às pessoas idosas e em situação de incapacidade, não permitindo que outros se aproveitem da sua condição.Entre estas está o alargamento da indignidade sucessória, isto é, caso algum herdeiro pratique algum crime de violência doméstica ou maus tratos contra o idoso, será impedido de receber qualquer herança por parte do mesmo.
A estratégia prevê ainda a criminalização de negócios jurídicos feitos em nome do idoso sem o seu pleno conhecimento e destaca os crimes de injúria, difamação e o crime de burla.
O documento destaca o crescimento significativo da população idosa em Portugal, que passou de 708.569 idosos em 1960 para 2.010.064 em 2011, assim como o aumento da esperança de vida aos 65 ou mais anos – que era de 13,5 anos em 1970, tendo evoluído para 19,1 anos em 2013.
Fonte: aqui
INAUGURAÇÃO DAS OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO E BENEFICIAÇÃO DO CENTRO DESPORTIVO DE TAROUCA
O Presidente da Câmara Municipal de Tarouca, Valdemar Pereira, tem a honra de convidar todos os tarouquenses para a cerimónia de inauguração das obras de requalificação do Complexo Desportivo de Tarouca, presidida por Sua Excelência o Secretário de Estado da Administração Local, Dr. António Leitão Amaro, que decorrerá nó próximo dia 16 de agosto, pelas 18h15.
Programa:
18h15 - Descerramento da placa de inauguração
Intervenções:
Presidente da Câmara Municipal de Tarouca - Valdemar Pereira
Secretário de Estado da Administração Local - António Leitão Amaro
18h30 - Jogo de Futebol - Velhas Glórias vs Glórias Velhas
Programa:
18h15 - Descerramento da placa de inauguração
Intervenções:
Presidente da Câmara Municipal de Tarouca - Valdemar Pereira
Secretário de Estado da Administração Local - António Leitão Amaro
18h30 - Jogo de Futebol - Velhas Glórias vs Glórias Velhas
MUNICÍPIO DE TAROUCA OFERECE LIVROS E MATERIAL ESCOLAR AOS ALUNOS DO 1ºCICLO
O Município de Tarouca vai atribuir um subsídio para aquisição dos livros e material escolar para o ano letivo de 2015/2016 aos alunos dos 1º ciclo do ensino básico do concelho com escalão A e B.
"As crianças são o nosso futuro e a aposta na sua educação de hoje reflete-se no amanhã, por isso a autarquia decidiu fazer este esforço para apoiar as famílias, em especial as mais carenciadas, aliviando os encarregados de educação desta despesa significativa e dando um contributo para aumentar o sucesso escolar", refere Valdemar Pereira, presidente da Câmara Municipal de Tarouca.
Os encarregados de educação dos alunos com escalão A e B irão receber um vale, que deverá ser levantado no Serviço de Ação Social e Saúde da Câmara Municipal de Tarouca, para ser descontado no ato da compra nas papelarias do Concelho (ABC ou Avenida). Esta medida tem também como propósito incentivar e dinamizar o comércio tradicional e a economia local.
Para mais informações deverá dirigir-se ao Serviço de Ação Social e Saúde da Câmara Municipal de Tarouca, ou através do email accao.social@cm-tarouca.pt .
Cátia Rocha
TÉCNICA SUPERIOR
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Agradeço a Deus pelo dom da vida
Meu Deus, sei que com muita frequência as pessoas Te procuram para pedir ajuda e bênçãos, mas eu hoje procuro-Te para agradecer! Agradeço-Te, Senhor, por todas as coisas boas e menos boas que me aconteceram na vida, pois sei que se o Deus grande colocou obstáculos em minha vida é porque confiou que eu podia ultrapassá-los e adquirir sabedoria através eles.

Ó Deus, agradeço pelas bênçãos que me tens dado, agradeço pela minha saúde e pela saúde das pessoas que amo e sirvo, e pela proteção que recebemos diariamente da Tua Providência.
Agradeço por encontrar no meu caminho algumas portas abertas e, ainda que em momentos de revolta não entenda porque outras portas se fecharam, compreendo que Tu, Senhor, sabes o que é o melhor para mim.
Ó Deus generoso, agradeço pelas lições que tenho aprendido ao longo de minha vida, mesmo que algumas delas me tenham trazido sofrimento. Hoje, quero ser mais humildade para aceitar os Teus desígnios e ter mais sabedoria para tentar aprender com a dor. Hoje, desejo ser uma pessoa melhor, mais compreensiva e forte. Hoje, desejo mais maturidade para reconciliar-me com os meus erros e defeitos, e discernimento para entender as linhas que Tu, Senhor, traçaste para a minha vida.
Meu Deus, peço que continues a abençoar-me e a proteger-me com as Tuas mãos poderosas, agradeço por me confiares o dom da vida e comprometo-me a buscar a paz, a bondade e a felicidade!
Deus da bondade e da ternura, a Ti me confio, confiando igualmente nas pessoas boas, humildes e amigos que tornam mais esperançoso o meu caminhar.
Envolve-me, Senhor. Protege-me, Senhor. Seduz-me, Senhor!
Louvado sejas, Deus meu!
Concede-me um coração bonito parecido com o de Jesus.

Ó Deus, agradeço pelas bênçãos que me tens dado, agradeço pela minha saúde e pela saúde das pessoas que amo e sirvo, e pela proteção que recebemos diariamente da Tua Providência.
Agradeço por encontrar no meu caminho algumas portas abertas e, ainda que em momentos de revolta não entenda porque outras portas se fecharam, compreendo que Tu, Senhor, sabes o que é o melhor para mim.
Ó Deus generoso, agradeço pelas lições que tenho aprendido ao longo de minha vida, mesmo que algumas delas me tenham trazido sofrimento. Hoje, quero ser mais humildade para aceitar os Teus desígnios e ter mais sabedoria para tentar aprender com a dor. Hoje, desejo ser uma pessoa melhor, mais compreensiva e forte. Hoje, desejo mais maturidade para reconciliar-me com os meus erros e defeitos, e discernimento para entender as linhas que Tu, Senhor, traçaste para a minha vida.
Meu Deus, peço que continues a abençoar-me e a proteger-me com as Tuas mãos poderosas, agradeço por me confiares o dom da vida e comprometo-me a buscar a paz, a bondade e a felicidade!
Deus da bondade e da ternura, a Ti me confio, confiando igualmente nas pessoas boas, humildes e amigos que tornam mais esperançoso o meu caminhar.
Envolve-me, Senhor. Protege-me, Senhor. Seduz-me, Senhor!
Louvado sejas, Deus meu!
Concede-me um coração bonito parecido com o de Jesus.
Holocausto inútil
Há 70 anos, em Agosto de 1945, a guerra continuava no Pacífico. Acabara na Europa no dia 8 de Maio e tinham já desaparecido três dos seus grandes protagonistas: F. D. Roosevelt morrera a 12 Abril sem que chegasse a ver a vitória aliada; Mussolini fora fuzilado no dia 28 de Abril por um grupo de partigiani, não se sabe ao certo às ordens de quem; e Adolfo Hitler, o discípulo de Wagner que fizera da Europa e do Mundo o cenário do seu Götterdamerung, suicidara-se a 30 no bunker da Chancelaria.


Mas ficara o Império do Japão, que os Estados Unidos tinham praticamente obrigado a ir para a guerra quando lhe cortaram o abastecimento energético em 1941. O Japão, depois de Pearl Harbour, lançara-se na guerra relâmpago, conquistando e dominando grandes extensões do Pacífico, da Indochina e da Insulíndia, até aí domínios coloniais franceses e britânicos.
Parados em Midway pelos porta-aviões americanos, os guerreiros do Sol Nascente vão conhecer depois a retirada e a derrota. A guerra aérea com bombas incendiárias contra as suas cidades e a guerra submarina que lhes vai afundando os navios, os petroleiros e os transportes, vai ter um efeito devastador no sistema militar e logístico imperial.
No dia seguinte à vitória na Europa, os americanos concentraram-se na frente do Pacífico. Considerando o modo renhido e fanático da resistência japonesa, desde os aviadores kamikazes até ao encarniçamento da infantaria nas ilhas, pensava-se que a conquista final do Japão pudesse custar mais de dois milhões de baixas aos invasores e muitos mais às tropas e às milícias civis nipónicas.
O Projecto Manhattan começara nos Estados Unidos no pressuposto de que os alemães, cujos físicos eram pioneiros da pesquisa nuclear, estavam a construir a bomba atómica. Em Los Alamos, Novo México, J. Robert Oppenheimer dirigiu e coordenou a equipa que construiu as duas bombas que seriam lançadas sobre o Japão.
Perante os efeitos devastadores das novas armas, os japoneses render-se-iam, poupando os dois contendores ao preço de uma longa conquista. Os alvos iniciais foram Hiroshima e Quioto mas, por pressão do Secretário da Guerra, Stimson, Quioto foi retirada e substituída por Nagasaki.
No dia 6 de Agosto, o Enola Gay lançou a primeira bomba, Little Boy, sobre Hiroshima, matando cerca de 80.000 pessoas de imediato e deixando outras tantas com vontade de ter morrido. Três dias depois, Nagasaki recebia a segunda: mais 40.000 mortos.
A justificação ‘humanitária’ de Truman e dos seus conselheiros viria a ser duramente contestada e a polémica ainda não terminou. Os responsáveis militares americanos - como Eisenhower e o almirante Leahy - condenaram a bomba por inútil, já que o Japão estava a ponto de render-se. O próprio general Douglas MacArthur, comandante-em-chefe do Pacífico, que não fora consultado, mostrou-se crítico. O Japão render-se-ia desde que a dinastia continuasse. Que foi o que veio a acontecer.
Jaime Nogueira Pinto | Sol | 11/08/2015, vi aqui
terça-feira, 11 de agosto de 2015
O cientista mais famoso da história vislumbra a necessidade racional da existência de Deus
Albert Einstein afirma: "A ciência conduz a um espírito imensamente superior"
Milhares de sites já reproduziram uma carta do grande físico Albert Einstein sobre Deus, dirigida a uma jovem estudante chamada Phyllis. Em 19 de janeiro de 1936, a garota escreveu para o cientista, então já famoso, perguntando-lhe algo que tinha sido discutido em sua escola:
"Os cientistas rezam? E a que ou a quem eles rezam?".
Na época, poucas pessoas poderiam representar com dignidade toda a elite dos chamados "cientistas". Einstein, certamente, era uma dessas pessoas. A simplicidade e a natureza da carta de Phyllis poderiam ter irritado um cientista de tamanha reputação, mas Einstein respondeu à jovem estudante com a mesma simplicidade com que ela lhe tinha escrito. E com rapidez: a carta do físico foi assinada em 24 de janeiro de 1936.
Einstein explica logo de cara que
"os cientistas creem, assumem que existem leis da natureza às quais cada coisa, cada evento e cada homem devem obedecer. Um cientista, portanto, não tenderá a crer que o curso dos acontecimentos possa ser influenciado pela oração ou pela manifestação sobrenatural de um desejo".
Mas acrescenta um porém:
"No entanto, temos de admitir que o nosso conhecimento real dessas forças é imperfeito; assim, acreditar na existência de um espírito supremo e definitivo depende de uma espécie de fé. É uma crença generalizada, mesmo diante das conquistas atuais da ciência".
Este é um ponto-chave: a ciência não anula "uma espécie de fé"; pelo contrário, até a provoca, em razão das suas falhas e limites.
O cientista ainda traz um parecer bem mais pessoal:
"Ao mesmo tempo, quem está verdadeiramente comprometido com o trabalho científico se convence de que as leis da natureza manifestam a existência de um espírito imensamente superior ao do homem. Desta forma, a investigação científica leva a um sentimento religioso de um tipo especial, que é muito diferente da religiosidade de uma pessoa ingênua. Cordiais saudações, A. Einstein".
Para nós, cristãos, isso tudo pode parecer bastante óbvio, mas é altamente relevante que uma pessoa da estatura intelectual de Einstein vislumbre uma faceta da virtude que chamamos de fé, uma virtude que confirma a verdade "católica" – universal – da Revelação cristã.
Em outra carta, muito breve, leiloada em 15 de fevereiro de 2015 nos Estados Unidos e escrita em italiano para o colega Giovanni Giorgi, Einstein escreve:
"Deus criou o mundo com mais elegância e inteligência".
A genialidade humana confirma a necessidade racional da existência de Deus. Fé e razão, afinal, são “as duas asas com que o espírito humano se eleva à contemplação da verdade” (São João Paulo II, Fides et Ratio).
Fonte: aqui
domingo, 9 de agosto de 2015
O que esteve bem. O que podia ser melhor...
Após análise pessoal, tendo ainda em conta a opinião de pessoas que escutei, apresento uma sucinta análise da Visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a Tarouca.

O Conselho Pastoral que reuniu, estudou e propôs; as pessoas que intervieram na elaboração do Guião de Oração (criação em grupo, composição e impressão); quem escolheu os cânticos para a Eucaristia e o Guião; tanta gente que esteve presente para levar em frente a passadeira de flores no trajeto próximo da Igreja, no enfeite do muro junto à escola e no Castanheiro do Ouro; pessoas que deram flores, tempo e outros haveres; os responsáveis pela ornamentação do andor da Imagem Peregrina; quem ofereceu os foguetes e os deitou na chegada e quem ofereceu a instalação sonora...
2. A enorme multidão que esperou a chegada da Imagem e a acompanhou na procissão de velas até à Igreja. Alguém dizia que "nunca se vira tanta gente junta em Tarouca"...
3. A Eucaristia celebrada e vivida na Igreja Paroquial.
4. A presença orante dos povos e dos grupos durante a noite e manhã. Realce especial para aquele grupinho de pessoas que aguentou toda a noite!
5. A Presença na procissão e na Eucaristia de várias entidades, entre as quais a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, a Santa Casa, os Bombeiros, etc. Saliente-se também a colaboração da GNR.
6. A despedida. Aquele canto "De Vós me aparto, ó Virgem", entoada pelos presentes na Igreja quando o andor com a Imagem começou a descer pela Igreja rumo à carrinha e continuado até à Santa Casa, ainda ferve nos corações.
6. A passagem frente à Santa Casa foi qualquer coisa de maravilhoso, que encheu os olhos e a alma!

2. Faltou um cordão humano que ajudasse as pessoas a caminhar na procissão, evitando a tentação de alguns poucos de acompanhar a Imagem pelos lados...
3. A Eucaristia deveria ter sido celebrada no adro da Igreja, pois esta é muito pequena para acolher tanta gente, o que provocou que muitas pessoas não tivessem participado adequadamente na Missa.. Ninguém pensou nisso, nem fez sugestões. De qualquer maneira, aqui assumo que fui eu quem mais falhou. Quando tivermos o Centro Paroquial, temos este problema do espaço resolvido...
4. A criatividade não é monopólio de ninguém. Estas atividades exigem que todos ponhamos a criatividade a funcionar em prol do bem comum. Assim como Gondomar, por sua iniciativa, decorou o muro da escola, não poderiam os outros povos decorar um trecho do percurso? Claro que muita gente, de todos os lados, interveio na implantação do tapete de flores no trajeto próximo da Igreja. Mas com mais criatividade e distribuição de tarefas, poder-se-ia ter ido mais além.
5. O apelo "Uma direta com Maria" foi muito pouco escutado. Pouquinhos o aceitaram. Penso que aqui esteve o maior falhanço da comunidade. É certo que estávamos em plena semana de trabalho e que haverá razões válidas para muita gente não ter ficado. Mas pergunto: os adolescentes e os jovens não estão de férias? Não gostam tanto eles da night? Não há muitos migrantes em férias? E os reformados? Não há gente que vai para as noitadas dos Remédios? Não há tainadas que duram pela noite fora?
6. Apesar dos vários e insistentes avisos e informações no fim das Eucaristias, apesar da divulgação diversificada e plural pela internet, apesar da afixação do programa no placard da Igreja, apesar do apelo insistente para que as pessoas levassem a informação aos seus familiares, amigos e vizinhos, o certo é que ainda apareceu gente a dizer que não sabia de nada, dizendo que tinha pena de não ter participado. Razão total tem o Papa quando insiste que os cristão partam para as periferias existenciais... Cada um de nós tem que despertar para a fundamentalidade do contacto pessoal.

I. O QUE ESTEVE BEM
1. O trabalho alegre, empenhado, gratuito de muita gente. O Conselho Pastoral que reuniu, estudou e propôs; as pessoas que intervieram na elaboração do Guião de Oração (criação em grupo, composição e impressão); quem escolheu os cânticos para a Eucaristia e o Guião; tanta gente que esteve presente para levar em frente a passadeira de flores no trajeto próximo da Igreja, no enfeite do muro junto à escola e no Castanheiro do Ouro; pessoas que deram flores, tempo e outros haveres; os responsáveis pela ornamentação do andor da Imagem Peregrina; quem ofereceu os foguetes e os deitou na chegada e quem ofereceu a instalação sonora...
2. A enorme multidão que esperou a chegada da Imagem e a acompanhou na procissão de velas até à Igreja. Alguém dizia que "nunca se vira tanta gente junta em Tarouca"...
3. A Eucaristia celebrada e vivida na Igreja Paroquial.
4. A presença orante dos povos e dos grupos durante a noite e manhã. Realce especial para aquele grupinho de pessoas que aguentou toda a noite!
5. A Presença na procissão e na Eucaristia de várias entidades, entre as quais a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia, a Santa Casa, os Bombeiros, etc. Saliente-se também a colaboração da GNR.
6. A despedida. Aquele canto "De Vós me aparto, ó Virgem", entoada pelos presentes na Igreja quando o andor com a Imagem começou a descer pela Igreja rumo à carrinha e continuado até à Santa Casa, ainda ferve nos corações.
6. A passagem frente à Santa Casa foi qualquer coisa de maravilhoso, que encheu os olhos e a alma!

II. O QUE PODIA SER MELHOR...
1. A organização precisa de rever a carrinha que transporta a Senhora. O veículo não aguentou o passo da procissão e teve que andar em frente, esperando a chegada da mesma procissão. Mas este problema não é nosso, é da organização.2. Faltou um cordão humano que ajudasse as pessoas a caminhar na procissão, evitando a tentação de alguns poucos de acompanhar a Imagem pelos lados...
3. A Eucaristia deveria ter sido celebrada no adro da Igreja, pois esta é muito pequena para acolher tanta gente, o que provocou que muitas pessoas não tivessem participado adequadamente na Missa.. Ninguém pensou nisso, nem fez sugestões. De qualquer maneira, aqui assumo que fui eu quem mais falhou. Quando tivermos o Centro Paroquial, temos este problema do espaço resolvido...
4. A criatividade não é monopólio de ninguém. Estas atividades exigem que todos ponhamos a criatividade a funcionar em prol do bem comum. Assim como Gondomar, por sua iniciativa, decorou o muro da escola, não poderiam os outros povos decorar um trecho do percurso? Claro que muita gente, de todos os lados, interveio na implantação do tapete de flores no trajeto próximo da Igreja. Mas com mais criatividade e distribuição de tarefas, poder-se-ia ter ido mais além.
5. O apelo "Uma direta com Maria" foi muito pouco escutado. Pouquinhos o aceitaram. Penso que aqui esteve o maior falhanço da comunidade. É certo que estávamos em plena semana de trabalho e que haverá razões válidas para muita gente não ter ficado. Mas pergunto: os adolescentes e os jovens não estão de férias? Não gostam tanto eles da night? Não há muitos migrantes em férias? E os reformados? Não há gente que vai para as noitadas dos Remédios? Não há tainadas que duram pela noite fora?
6. Apesar dos vários e insistentes avisos e informações no fim das Eucaristias, apesar da divulgação diversificada e plural pela internet, apesar da afixação do programa no placard da Igreja, apesar do apelo insistente para que as pessoas levassem a informação aos seus familiares, amigos e vizinhos, o certo é que ainda apareceu gente a dizer que não sabia de nada, dizendo que tinha pena de não ter participado. Razão total tem o Papa quando insiste que os cristão partam para as periferias existenciais... Cada um de nós tem que despertar para a fundamentalidade do contacto pessoal.
Bispos contra o Papa?!

Publicamente, todos os bispos portugueses têm aplaudido o Papa. Ainda nenhum, que me tenha apercebido, criticou alguma das posições e das perspetivas que ele tem proposto para a Igreja. Admito que em privado façam eco de algum desconforto para com certas teses “bergoglianas”. Contudo, como noticiou o semanário "Sol", na sua última edição, chegar ao ponto de não respeitar o desafio que o Papa fez à Igreja de todo mundo para refletir o problema dos divorciados recasados, e enviar um documento votado por todos os bispos, incluindo os eméritos, em que, simplesmente, se lhes recusa o acesso à comunhão, parece-me inconcebível!
Situar o debate só em torno da questão de os católicos recasados poderem, ou não, comungar, é muito redutor. Assim posta a questão, é natural que se criem divisões entre os que defendem, e os que negam, essa possibilidade.
Ora, o objetivo do Papa não terá sido esse ao levantar essa questão (e outras). O que ele pediu à Igreja foi que reflita sobre a forma de conciliar a indissolubilidade do matrimónio com o acesso dos recasados à comunhão. Ou seja: como continuar a valorizar e a propor o matrimónio católico para toda a vida; e ter uma solução para aqueles que falharam nesse projeto e, por isso, se veem arredados dos sacramentos só por terem contraído uma nova união.
Assim sendo, a preocupação dos bispos deverá ser ler as sensibilidades e propostas da Igreja em Portugal. E, depois, enviar para o Sínodo sugestões, linhas de reflexão, pistas para que os bispos de todo mundo possam encontrar uma saída para este problema que, à primeira vista, parece irreconciliável.
Em muitos contextos, e por diferentes personalidades da Igreja, já foram sugeridas diversas soluções. Espera-se que os bispos portugueses, tendo ouvido as diferentes sensibilidades nacionais, consigam retirar das diferentes posições, por vezes diametralmente opostas, um contributo válido para o Sínodo. É crucial para a Igreja, no mundo de hoje, encontrar a solução para este e outros problemas que afetam a vida de pessoas concretas.
Por isso, limitarem-se a dizer ao Papa que se é a favor ou contra a comunhão dos recasados, é, manifestamente, muito pouco. Ele, seguramente, espera muito mais da reflexão dos católicos espalhados por todo o mundo.
Fernando Calado Rodrigues (Texto publicado no Correio da Manhã de 07/08/2015), lido aqui
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
ONDE ESTÃO? ONDE ESTÃO? ONDE ESTÃO?
Estado Islâmico executa 19 mulheres por recusarem relações sexuais
Um responsável curdo relata que o Estado Islâmico matou 19 mulheres, mantidas reféns na cidade iraquianade Mosul, por se terem recusado a ter relações sexuais com os jihadistas.
Segundo, Mimousini, porta-voz do Partido Democrático curdo, as execuções ocorreram no passado fim-de-semana, depois de o grupo de reféns se recusar a ter relações sexuais com os guerrilheiros.A denúncia, à agência de notícias iraquiana, surge dias depois de uma responsável das Nações Unidas anunciar ter sido testemunha da circulação entre os membros do Estado Islâmico de uma "lista de preços" de crianças escravas na Sìria e no Iraque.
À Bloomberg, Zainab Bangura, Representante Especial do secretário-geral da ONU para a Violência Sexual em Conflitos, relatou que as raparigas são "negociadas como barris de petróleo" e que por vezes são compradas para serem depois vendidas às famílias por milhares de dólares.
Neste mercado negro, as meninas entre um e nove anos de idade são as mais valiosas.
Zainab Bangura, responsável pela investigação do comércio sexual do Estado Islâmico, afirmou ainda que uma mulher pode ser comprada por seis homens diferentes.
Fonte: aqui
Diante desta barbárie, pergunto:
- Onde tão as feministas?
- Onde estão aqueles que tão aguerridamente se manifestaram contra a morte do leão Cecil?
- Onde estão os ecologistas?
- Onde estão os esquerdistas?
- Onde estão aqueles que (justamente) se batem contra o aborto?
- Onde estão os fundamentalistas?
- Só o Papa é que se bate contra a barbárie do Estado Islâmico???
Se deixamos de lutar, aqui e agora, contra todos os bárbaros atentados cometidos contra a dignidade da pessoa humana, que andamos aqui a fazer?
Bispos portugueses divididos nas questões da família?
O semanário Sol, de 31 de julho, dá conta duma presumível divergência de
posição dos bispos portugueses a propósito de algumas questões sobre a família
e que, tendo ficado pendentes na reflexão sinodal da assembleia extraordinária
do Sínodo que ocorreu em outubro de 2014, serão novamente objeto de reflexão na
próxima assembleia ordinária do próximo mês de outubro.
Não esteve nem está em causa qualquer
ponto de doutrina sobre a família ou sobre o matrimónio católico. Ou seja,
sobre a formação e o papel da família à luz da doutrina
da Igreja não há divergências entre os pastores da Igreja que vive em Portugal,
bem como sobre a natureza e os fins do matrimónio católico.
Assim, não há aspetos propriamente progressistas
nem conservadores sobre a indissolubilidade do matrimónio celebrado à face da
Igreja. Não é anulável o matrimónio, a não ser o chamado matrimónio rato e não
consumado (válido). De resto, é passível de
declaração, pelos tribunais eclesiásticos, de inexistência ou de nulidade
(neste segundo caso, matrimónio existente, mas não válido) do matrimónio. O
matrimónio inexistente ocorre raramente, por exemplo, por falta de
consentimento; o nulo, ocorre mais vezes, por exemplo, se o consentimento foi
prestado por medo grave, com erro de pessoa, com impedimento dirimente não
dispensado ou por falta de jurisdição do oficiante. O que supostamente dividirá
os bispos portugueses é o tacto pastoral com as pessoas cujo matrimónio falhou
e, por via desse facto, se encontram na situação de divórcio e novas núpcias à
face das leis estaduais, e eventualmente com filhos do novo casamento e/ou do
anterior.
Segundo o que alegadamente transpirou
para o exterior, os bispos teriam que instruir com a sua posição coletiva os
delegados da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) à próxima assembleia sinodal (eleitos consensualmente, o cardeal
patriarca de Lisboa, que é o presidente da CEP, e o presidente da Comissão
Episcopal da Família). Aí
terão surgido duas propostas: uma, no plausível pressuposto da obrigação
eclesial de não exclusão, de possibilitar a comunhão sacramental após um
percurso formativo, penitencial e casuístico a juízo do bispo diocesano; a
outra ficar-se-ia pela simplificação dos processos de nulidade do matrimónio (demasiado dispendiosos). Dizem que a primeira (dita progressista) terá sido apresentada pelo bispo de
Leiria-Fátima e que segue as pegadas do cardeal alemão Walter Kasper; e a
segunda (dita
conservadora)
terá sido a do cardeal patriarca e presidente da CEP.
É certo que o direito canónico, ao considerar as
pessoas que se voltaram a casar como infiéis ao primeiro cônjuge, prevê a sua
exclusão dos sacramentos, entre os quais a comunhão sacramental. Todavia, deve
anotar-se que a exclusão da comunhão sacramental não constitui uma pena, mas
uma indicação de que não há consonância com a doutrina e disciplina da Igreja.
Já a excomunhão é uma sanção grave, que implica também uma exclusão da
comunidade e seus afazeres; e, como qualquer pena, tem de estar claramente
tipificada na lei, o que não é o caso.
***
Sobre o caso, ocorre-me tecer algumas
considerações. Primeiro, não percebo como é que uma sessão e documento, cujo
conteúdo o plenário pretendeu que ficasse secreto, transpareceram para a
Comunicação Social, rezando o comunicado final – e bem – que o assunto fora
objeto de aprofundada análise por parte dos membros da assembleia da CEP. Será
que em matérias tão sensíveis haverá veneráveis prelados que pretendam o
indesejável vedetismo? Lucrará a CEP com a divulgação da fricção de tendências
entre os alegados bispos progressistas do Centro e os restantes? Porquê, a ser
verdade, se abriu excecionalmente a votação aos bispos eméritos? Se os
estatutos o preveem para certas matérias neles tipificadas, não é de se falar
de exceção. E que discurso terão no Sínodo os delegados se um pertence a uma
tendência e o outro a outra?
Depois, o porta-voz da CEP fez um
apontamento correto, mas redundante, dizendo que esta divergência é natural,
que vai ao encontro do instrumentum
laboris do Sínodo dos Bispos (o qual também aponta as duas
sensibilidades),
que sínodo significa caminho em conjunto, que a reflexão
continuará lá e que a última palavra será do Papa, dado que o Sínodo tem
caráter consultivo.
Além disso, não é lícito que se
pressuponha que uma proposta defenda mais a doutrina da Igreja em detrimento da
outra; o que está em causa, como se disse, é a atuação pastoral junto das
famílias cuja situação não está literalmente em consonância com o perfil
perfilhado pela Igreja.
Por outro lado, parece temerário
dizer que os divorciados que voltam a casar vivem em adultério, estando por
isso impedidos de comungar, ou pior, dizer que estão excomungados.
Tais afirmações parecem ter como
subtexto o segmento discursivo de Cristo em Mateus (vd Mt 5,27-28):
“Ouvistes
os que foi dito aos antigos: Não
cometerás adultério. Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma
mulher, desejando-a, já cometeu adultério no seu coração.”.
Ora, este segmento discursivo tem em
vista sobretudo estender a exigência dos atos aos pensamentos e aos desejos e
não classificar de adultério uma situação permanente. E não condena o simples
desejo da mulher pelo homem e vice-versa, mas o desejo consentido ou o
desregramento da concupiscência.
Ninguém de boa fé vai dizer que os
casados civilmente ou os que vivem juntos (dizer “união de facto” não passa de
um eufemismo aceite pela sociedade e pela lei) estão em situação de permanente “relação sexual” ou que os
homens ou mulheres com tendência homossexual (irreversível ou não) – a viverem isolados, juntos ou
casados civilmente – estejam em permanente situação de pecado. Que se saiba, os
bispos não se pronunciaram sobre os homossexuais. Ou será que nesta abordagem
surtiu unanimidade? Também estes devem ser tratados com respeito, sentido de
inclusão e, se o quiserem, no âmbito da cooperação em Igreja.
Não faz sentido rotular de adulterinos
os filhos nascidos de pessoa casada fora da constância do matrimónio católico
ou ilegítimos os nascidos de mãe solteira (ou incógnita) ou de pai solteiro (ou incógnito) – o que só contribuiria para o
regresso a tempos antigos, gerar ou alimentar conflitos culturais e, sobretudo,
responsabilizar os filhos pelos atos dos pais (inadmissível).
Porém, voltando aos recasados, é
inconcebível que numa diocese pequena e sem trunfos humanos significativos em
Teologia um sacerdote (antipapa ou anticardeal?!) aponte “heresia” na posição do cardeal Kasper ou que pressuponha
que o papa, ao passar o microfone ao predito cardeal, tenha acometido uma “imprudência”
e ateado “um fogo difícil de apagar”. E, se o Papa persistir na linha do
acolhimento mais intenso e alargado – repito – não está a anular a palavra de
Cristo ou a “rasgar páginas da Bíblia”. Estará mais provavelmente a seguir a via Christi da não condenação, mas da
compreensão e do perdão a quem muito amou (cf Lc 7,47-48.50; Jo 8,11).
A situação dos divorciados e
recasados tem de ser encarada nos contextos que a sociedade atual apresenta e
na teia das questões antropológicas e sociais com que os homens e mulheres se
debatem e que originam situações factuais nem sempre as mais corretas e
desejáveis – a precisar de mais apoio e de menos anátemas.
No entanto, a premonição de Gonçalo
Portocarrero é oportuna quanto a divisões no seio da Igreja, pois, se a posição
de Kasper for por diante, alguns, alegando a pureza doutrinal, persistirão na
postura atual, incluindo anticanónica e, em certa medida, antipastoralmente a
negação batismo a filhos de não casados catolicamente; mas, se o Papa optar
pela manutenção do atual estado de coisas, alguns atirar-se-ão para a frente,
passando os mais conservadores a capitalizar essa posição, como sendo estes os
bons e os outros os hereges.
***
O que disse hoje, 5 de agosto, o Papa
na Sala Paulo VI, no quadro das suas catequeses sobre a família e frente aos
acólitos que se encontraram em Roma?
. Disse
claramente que os divorciados que voltam a casar “não são excomungados”; são,
antes, “parte da Igreja”.
. Pediu que se distinguisse
entre “quem foi confrontado com a separação e quem a provocou”.
. Aduziu que “a consciência que um acolhimento
fraternal e atento, com amor e verdade, é necessário para os batizados que
estabeleceram uma nova relação depois do fracasso de um casamento sacramental
progrediu muito”.
. Insistiu: “Nada de portas fechadas. Todos podem participar,
de uma forma ou de outra, na vida da Igreja”.
. Sublinhou
a necessidade de a Igreja Católica saber integrar os casais divorciados ou
recasados, frisando textualmente:
“Estes
batizados, que estabeleceram uma nova relação depois da dissolução do seu
matrimónio sacramental, precisam de um acolhimento fraterno e atento, no amor e
na verdade, estas pessoas não foram excomungadas, e não podem ser tratadas como
tal, elas fazem sempre parte da Igreja”.
.
Esclareceu:
“A
Igreja não ignora que a situação dos divorciados e recasados contradiz o
sacramento do matrimónio, mas, por outro, o seu coração materno, animado pelo
Espírito Santo, leva-a sempre a buscar o bem e a salvação de todas as pessoas”.
.
Questionou como é que isso pode ser concretizado se estas pessoas em concreto
são muitas vezes “mantidas à distância da vida da comunidade”.
.
Vincou a responsabilidade das comunidades católicas de fazerem com que aqueles
que viveram a “rutura do seu vínculo matrimonial”, ou iniciaram um novo caminho
conjugal, “se sintam acolhidos e possam viver segundo uma fé convicta e
praticada”.
.
Acrescentou que isto é tanto mais importante, quando estão em causa também
“muitas crianças” saídas destas relações, e que “são quem mais sofre com esta
situação”, as quais devem ter e ver na Igreja uma mãe atenta a todos, sempre
disposta à escuta e ao encontro.
.
Chegou ao ponto de dizer que os divorciados e novamente casados podem servir de
porta de entrada na Igreja para os seus filhos.
***
Posto
isto, onde é que está o rasgar das páginas da Bíblia ou a anulação da doutrina
de Jesus? Não se verá aqui, antes, o apelo aos peregrinos lusos a “renovarem o
seu empenho” na construção de uma Igreja “cada vez mais acolhedora” e onde
todas as pessoas “experimentem a misericórdia e o amor de Deus”?
2015.08.05 – Louro de Carvalho
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
HÁ QUM PARTA FICANDO...

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima partiu hoje de Tarouca, às 10.30m horas.
A Imagem partiu, mas a MÃE ficou.
Ficou porque é nossa, património do nosso coração, referência obrigatória da nossa fé.
Aquela multidão que te recebeu no Castanheiro do Ouro e te acompanhou até à Igreja Matriz não sabe, não quer viver sem ti, santa e querida Mãe.
Obrigado, Mãe do Céu, por nos teres vindo visitar na tua veneranda Imagem!
Obrigado por presidires à caminhada da nossa fé.
Obrigado por celebrares connosco a Eucaristia, proclamando Cristo como Centro e Senhor da Igreja que somos!
Obrigado por seres mais forte do que o sono que vencemos para estar contigo!
Obrigado pelo trabalho dedicado, empenhado, alegre de tanta gente desta comunidade!
Obrigado pela presença amiga, serena, quente, de tantas crianças, jovens, adultos e velhinhos!
Obrigado pela paciência ternurenta com que sempre nos escutas!
Obrigado pela presença serena das autoridades, autarquias, associações, irmandades!
Obrigado por nos aqueceres o coração com o calor da Graça de Deus que nos transmites como ninguém!
Obrigado por tantos irmãos de fora que se juntaram a nós para todos proclamarmos que sois a Nossa Mãe!
Obrigado por seres o nosso modelo de sermos crentes!




terça-feira, 4 de agosto de 2015
Ajuda-nos, Santa Mãe!

Neste dia da Tua Visita a esta comunidade paroquial de S. Pedro de Tarouca, nós Te pedimos, Virgem Santa e Imaculada, ajuda-nos a construir o Centro Paroquial.
Torna-nos atentos, unidos, generosos, partilhantes.
Preside `nossa esperança e motiva-nos para o futuro....
Livra-nos do desânimo, do individualismo, da divisão, da presunção.
Abençoa quem tem ajudado e desperta quem o não fez.
Livra-nos de todo o mal para que nada de ruim nos aconteça.
Surpreende-nos, Mãe de Fátima.
Intercede por nós ao Senhor.
A Ti confiamos, a Ti nos entregamos, nas Tuas Mãos depomos esta obra, casa do futuro, casa dos teus filhos, cada de Deus.



O corpo maior do edifício já tem a placa colocada. Preparamos agora o corpo mais alto para a receber.
Depois da placa, proceder-se-á à sua impermeabilização, recebendo depois relva por cima (no tocante à parte mais baixa).
Há depois que tratar da parte interior: teco, soalho, paredes, portas, janelas, envidraçados, móveis...
domingo, 2 de agosto de 2015
Eu alinho. E você?

(Bispo de Lamego)
Vamos todos alinhar...
... NUMA DIRETA COM MARIA?
A noite de terça-para quarta feira não é para o sono, É PARA MARIA!
Vamos algumas vezes a Fátima para estar com a SENHORA.
Agora é a Senhora que vem até nós!
Todo o tempo para Ela que tem sempre todo o tempo para cada um de nós e para todos nós.
... NUMA DIRETA COM MARIA?
A noite de terça-para quarta feira não é para o sono, É PARA MARIA!
Vamos algumas vezes a Fátima para estar com a SENHORA.
Agora é a Senhora que vem até nós!
Todo o tempo para Ela que tem sempre todo o tempo para cada um de nós e para todos nós.
Não dá para entender...
Infelizmente quando se trata das barbaridades islâmicas, os direitos das mulheres islâmicas, etc., o silêncio mediático é quase total. Onde estão os movimentos feministas quando se trata dos direitos das mulheres...no Islão ???
sábado, 1 de agosto de 2015
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