sexta-feira, 17 de julho de 2015
Bilionário judeu resgata cristãos perseguidos pelo Estado Islâmico: "Tenho uma dívida de gratidão"
Lord George Weidenfeld é grato aos cristãos que salvaram a sua vida durante o Holocausto
O britânico lordGeorge Weidenfeld está financiando uma missão de resgate de até 2.000 famílias cristãs no Iraque e na Síria. Segundo o Catholic Herald, do Reino Unido, ele quer seguir o exemplo do falecido sir Nicholas Winton, cristão que salvou 669 crianças judias destinadas à morte em campos de concentração nazistas durante o Holocausto.
O bilionário de 95 anos diz que tem "uma dívida a pagar".
Em 1938, os quakers e os Irmãos de Plymouth, cristãos, organizaram a transferência segura de judeus de Viena para a Inglaterra através do “Kindertransport”, ajudando-os a escapar dos nazistas. Os judeus receberam comida, roupas, hospedagem e transporte. Weidenfeld estava entre eles.
"Eu tenho uma dívida a pagar", disse lord Weidenfeld em entrevista ao Times. "Ela vale para os muitos jovens que estavam nos ‘Kinderstransport’. Foi uma operação muito nobre, e nós, judeus, devemos ser gratos e fazer algo pelos cristãos que estão em perigo".
A primeira fase do esforço de resgate organizado pela Weidenfeld Safe Havens Fund conseguiu levar 150 pessoas da Síria para a Polônia neste último 10 de julho, com a permissão do governo polonês e do regime de Assad na Síria.
O jornal Express, do Reino Unido, informa que o fundo de Weidenfeld pretende dar suporte econômico de 12 a 18 meses para os refugiados. Alguns países, como os Estados Unidos, se recusaram a participar do projeto porque ele não inclui os muçulmanos, também eles alvo do Estado Islâmico.
Os cristãos, os yazidis, os drusos e os muçulmanos xiitas são perseguidos pelo grupo terrorista na Síria e no Iraque. Lord Weidenfeld, no entanto, defendeu o objetivo específico do seu projeto:
O bilionário de 95 anos diz que tem "uma dívida a pagar".
Em 1938, os quakers e os Irmãos de Plymouth, cristãos, organizaram a transferência segura de judeus de Viena para a Inglaterra através do “Kindertransport”, ajudando-os a escapar dos nazistas. Os judeus receberam comida, roupas, hospedagem e transporte. Weidenfeld estava entre eles.
"Eu tenho uma dívida a pagar", disse lord Weidenfeld em entrevista ao Times. "Ela vale para os muitos jovens que estavam nos ‘Kinderstransport’. Foi uma operação muito nobre, e nós, judeus, devemos ser gratos e fazer algo pelos cristãos que estão em perigo".
A primeira fase do esforço de resgate organizado pela Weidenfeld Safe Havens Fund conseguiu levar 150 pessoas da Síria para a Polônia neste último 10 de julho, com a permissão do governo polonês e do regime de Assad na Síria.
O jornal Express, do Reino Unido, informa que o fundo de Weidenfeld pretende dar suporte econômico de 12 a 18 meses para os refugiados. Alguns países, como os Estados Unidos, se recusaram a participar do projeto porque ele não inclui os muçulmanos, também eles alvo do Estado Islâmico.
Os cristãos, os yazidis, os drusos e os muçulmanos xiitas são perseguidos pelo grupo terrorista na Síria e no Iraque. Lord Weidenfeld, no entanto, defendeu o objetivo específico do seu projeto:
"Eu não posso salvar o mundo todo, mas tenho uma possibilidade muito específica no caso dos cristãos. Outros podem fazer o que eles querem que seja feito pelos muçulmanos".
Nascido na Áustria em 1919, Weidenfeld recebeu o título de “lord” em 1976. Chegado à Grã-Bretanha sem um tostão, ele fez fortuna criando a editora Weidenfeld & Nicholson.
Fonte: aqui
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Dr Álvaro Carvalho, médico humanista, homem da cultura viva, escritor e exemplar cidadão

Ontem à noite, fazendo zapping à procura de algo que me interessasse na TV, deparei com uma entrevista na Canal Sporting. O entrevistado era o Dr. Álvaro Carvalho. Confesso que não conhecia esta personalidade. Fascinou-me e assisti à entrevista toda.
A maneira como abordou o seu sportinguismo, com paixão mas sem fanatismos; a ligação que mostrou à sua terra natal - concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, zona que muito aprecio; o carinho com que falou da sua profissão médica; a espontaneidade com que falou da sua obra literária; a maneira como vê hoje o exercício da medicina .... tudo me encantou.
Este cidadão, que deixou a sua terra para ir trabalhar e estudar em Lisboa onde se formou e exerceu a sua profissão, nunca esqueceu a sua terra natal. Regularmente aqui vinha para exercer gratuitamente medicina em favor das abandonadas gentes do interior. Isto nos tempos em que Figueira de Castelo Rodrigo ficava a 7 horas de Lisboa!
Reformado, o Dr. Álvaro Carvalho não se reformou da cidadania. Tem em mãos uma fundação que tem o seu nome e se dedica ao exercício da medicina, numa preocupação constante por quem mais precisa.
Fiquei com água na boca quando ouvi referências a algumas das suas obras. Quero lê-lo.
A sua experiência pessoal e profissional, as vivências relacionadas com as suas origens, o seu humanismo cativante, o gosto de viver e conviver, tudo tonará a sua obra cativante.

Tocou-me imenso porque vi confirmada o que há muito penso sobre o exercício da medicina hoje onde um tecnologismo exagerado dispensa a humanização do ato médico, e o histórico do doente, a atenção aos sinais, a auscultação são superficiais.
Temos hoje doentes com multidões de exames na mão que deambulam de especialista para especialista sem que o seu caso seja resolvido, no dizer do Dr Álvaro Carvalho. Quando uma consulta envolvente resolveria alguns dos problemas. O entrevistado referiu, nesta linha, algumas situações.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Festa de Santa Helena - Impressões
FOI ONTEM
12 de junho. Festa de Santa Helena da Cruz. Bom tempo na Serra. Muita gente demandou aquele lugar. Pelo que vimos e ouvimos, mais gente do que o habitual. Ambiente de romaria, envolvido pela paz, sedimentado pela fé de tantos, condimentado pela alegria, vivido em serenidade, partilhado na amizade.
A VIVÊNCIA DA FÉ
Dentro das condições físicas e climatéricas existentes, podemos dizer que as muitas pessoas que participaram nas Eucaristia das 9.30h e das 11.30 horas, souberam estar, participaram e criaram um clima propício à oração.
À tarde, a Bênção dos Campos e a Profissão do Adeus foram momentos marcantes na vivência da piedade popular. São momentos em que o coração agradece, se solta e em que a nostalgia da separação aviva o desejo de regressar.
Tal como durante a novena, também no dia da festa muita gente se abeirou do Sacramento da Reconciliação, levando da Serra a alma lavado, agradecido pelo perdão de Deus, reconfortada.
A PROCISSÃO
A seguir à Missa das 11.30h, teve lugar a procissão pelo circuito habitual. A partir do próximo ano, as pessoas que pegam nas alfaias sagradas vão ter um espaço reservado sob o teto que cobre o altar campal. É justo e digno. Os irmaõs que prestam este serviço ao culto merecem-no.
Quem fica a ver passar a procissão deve ter atitudes a condizer. Estar de pé, sem fumar, nada de conversas, e sem estar a comer ou a beber. Mesmo quem não acredita, deve ter um comportamento digno, tendo em conta o respeito que a fé dos outros sempre merece.
A FEIRA
Por trás do Calhau de Pendilhe, estende-se o espaço da feira. Roupas, calçado, comes e bebes, doceiras e outros... Muitos feirantes e gente e mais gente que demanda aqueles espaços, sobretudo o das tendas onde que come e bebe.
Há gente que só conhece Santa Helena até ao Calhau de Pendilhe. Isto é, que vai à festa para ficar na feira. A feira é o seu santuário e o seu deus.
Claro que há pessoas que já não estão para levar a merenda. É mais fácil e cómodo ir até à feira e alimentar-se. Tudo a respeitar neste aspeto. Mas só isso? Só feira? Onde fica Deus na vida de tanta gente?
Não estou a dizer que todos procedem desta maneira. Nada disso. Há quem vá a Santa Helena como peregrino e aproveite para feirar. Muitos, felizmente.
Pelos resíduos deixados no local ao fim do dia, conclui-se que o negócio esteve em alta.
A feira é sempre a maior dor de cabeça para a Comissão. O domingo correu muito bem, com muita paz, com geral acatamento das orientações. Na véspera, à noite, houve um ou outro problema com os feirantes que a GNR ajudou a ultrapassar.. Nada de grave, felizmente.
Todo o feirante de bem, disposto a cumprir as orientações, é bem-vindo. Quem não o quiser fazer, agradece-se que não apareça, porque não faz falta.
O PROGRESSO DE QUE SE PRECISA


Sem jamais desvirtuar a Serra, o certo é que preciamos todos de encarar Santa Helena com outros olhos e mais ousadia.
Este ano, a Câmara colocou a iluminação desde o espaço da capela até ao parque das merendas. Melhoramento que se saúda. Só falta agora colocar os fios subterrâneos. Como estão não dignificam o espaço.
É preciso dar outro tratamento ao parque das merendas para o tornar mais cativante para o turismo. Mais mesas, refazer as maltratadas, colocar assadores devidamente enquadrados, criar uns WCs, dignificar a fonte...
Aquele parque é quase todo pertença da Junta de Freguesia. Há quem marque lugar no parque de merendas com oito dias de antecedência! E os outros? Aquilo não é de todos? Que civismo é este? Neste aspecto há que disciplinar a utilização deste espaço, mormente por alturas da Festa de Santa Helena.
Os tempos não estão para grandes investimentos. Mas aquele espaço ladeados por estradas, por cima da fonte, poderia dar muito bem para aí se implantares uns bengalôs . Belo início para um turismo adaptado à Serra...
A NOVENA
Correu muito bem a novena. As pessoas gostaram muito da orientação do P.e Bráulio e pedem a sua presença no próximo ano.
Arautos da Alegria, Jovens de Almacave, Jovens Sem Fronteiras, Irmãs Servas de Maria do Coração de Jesus, Mendigo de Deus, casal António Avelino e Inês deram às noites da novena pluralidade de vivências e deixaram marcas nas pessoas.
Esteve bastante gente, mormente na novena das 18.30 horas. As pessoas foram participativas e serenas.
DIFICULDADES ECONÓMICAS
Uma festa destas, num lugar isolado, exige sempre muito de muita gente. Na serra, não há nada. E é quando tudo falta, que se aprecia a grandeza de um gesto, a beleza da solidariedade.
Precisamos de rever os espaços celebrativos. A capela é pequena para muitas ocasiões, especialmente durante a novena . Por exemplo, na Festa da Senhora das Dores ( 5 de julho) foram mais as pessoas que não couberam no templo do que aquelas que couberam.
Por outro lado, as imagens de Santa Helena e da Senhora das Dores precisam de restauro.
Mas... o Centro Paroquial que exatamente se chama Centro Paroquial Santa Helena da Cruz? Na mesma paróquia não podemos ter sol na eira e chuva no naval...
Ao contrário do que muita gente pensa, os rendimentos económicos de Santa Helena são poucos e as despesas são mais do que muitas. Aliás, em cada ano, são prestadas contas à comunidade pelo mês de abril.
Só com os dinheiros de Santa Helena não vamos a lado nenhum. Tem valido a ajuda da Câmara e da Junta. Mas não podemos pedir para tudo ao mesmo tempo.
A GRATIDÃO
Veja aqui
sexta-feira, 10 de julho de 2015
"Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim"

Ao comungar, "sinto que circula nas minhas veias o Sangue do grande Rei."
(Santa Faustina)
A tábua e os pregos

"Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo. Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.
E disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados foi diminuindo gradualmente.
Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua…
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma única vez.
Falou com o pai sobre o seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.
O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.
O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai.
Este disse-lhe:
– Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Ela nunca mais será como antes. Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. E as pessoas ficam arreliadas contigo e deixam de confiar na tua amizade. Não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física. Não deixes perder os teus amigos, por não te controlares, pois os amigos são jóias raras e cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti. Não os percas.
Fonte: aqui
quarta-feira, 8 de julho de 2015
A Serra vista da Novena





Alguns dos poucos recantos verdes que escaparam ao poder destruidor dos incêndios.
Como podia ser uma maravilha toda a Serra e envolvência se não fosse a maldade ou o descuido dos homens!
Já imaginaram a exuberância do verde? Como tem razão o Papa ao apelar à preservação da obra criada por Deus!
A descontração e o convívio. O silêncio falante da Serra aconchega-nos e solta-nos.
HISTÓRIA DE SANTA HELENA
Rainha e mãe do primeiro imperador
cristão, Constantino Magno ou Constantino, o Grande.
É invocada contra o trovão e o
fogo.
É a padroeira dos abandonados, dos pintores e
fabricantes de agulhas.

Flávia Helena, mais tarde Santa
Helena, nasceu na Bitínia (uma parte da actual Turquia asiática), no seio de
uma família modesta, por volta do ano 249. Com pouco mais de 20 anos de idade,
casou-se com o centurião romano Constâncio Cloro de quem teve um filho,
Constantino.
Constâncio foi feito César em 293 e
divorciou-se de Helena, casando com Teodora, filha do imperador Maximiliano.
Com a morte do pai, Constantino foi
proclamado imperador (312) e nomeou a mãe Augusta ou Imperatriz.
Quando Constantino iniciou uma guerra
civil contra Maxêncio (ou Magêncio) na disputa do trono romano, ele e sua mãe
ainda eram pagãos, embora não apoiasse à perseguição aos cristãos.
As forças do adversário eram maiores,
mas Constantino teve uma visão em que apareceu no céu uma cruz luminosa com a
inscrição “Com este sinal vencerás”. Mandou pintar bandeiras com o sinal e
venceu a batalha. Convertidos ao Cristianismo, foi decretada a suspensão
imediata de qualquer perseguição aos cristãos, pelo famoso Édito de Milão
(313).
Em 324, o imperador Constantino
declarou o Cristianismo como a única religião oficial do Império Romano.
Zelosa seguidora do Cristianismo,
Helena, já septuagenária, decide deixar Roma para fazer uma peregrinação à
Terra Santa (325-326).
Durante a sua estada, fundou igrejas
sobre alguns supostos lugares relevantes da vida de Jesus. Supervisionou a
construção de magníficas igrejas em Jerusalém e Belém, inclusive as igrejas da
Natividade e do Santo Sepulcro e a Basílica da Ascensão de Jesus no Monte das
Oliveiras.
Na Palestina, vivia num mosteiro e
mandou construir outros para monges e freiras. Mais tarde, foi ali consagrada
numa basílica (335) da qual só restam apenas ruínas.
Esta e outras construções grandiosas
de sua ordem, fizeram da Terra Santa um importante centro de peregrinações
cristãs.
A actual igreja do Santo Sepulcro
data do Século XII. Segundo a tradição, foi Helena quem descobriu a gruta em
que Jesus foi sepultado e lá também teria descoberto a santa peça da
crucificação, no dia 3 de Maio (326) e, por isso se celebra neste dia a festa
da Descoberta da Santa Cruz. Ela enviou para Constantino pedaços da verdadeira
Cruz e seus cravos, como amuleto para sua protecção.
Constantino encerrou um fragmento da
Cruz numa estátua de si mesmo e serviu-se dos cravos para fazer um elmo. Outros
fragmentos da Cruz foram distribuídos para um grande número de igrejas. A
história de Santa Helena encontrando a cruz é objecto de um poema muito
celebrado chamado Elene de Cynelwulf.
Voltando a Roma, Helena foi morar nos
aposentos da basílica da Santa Cruz e ali morreu dois anos depois com a idade
de 80 anos. Foi enterrada por ordem do filho, o Imperador Constantino, num
mausoléu ao lado da Basílica de São Pedro e São Marcelino, na Via Labicana. O
seus restos estão num sarcófago no Museu do Vaticano. Há quem defenda que
Helena morreu em Nicomédia (actual Turquia) ou Trácia (território dividido hoje
entre a Turquia, Grécia e Bulgária) e depois foi levada para Roma.
Proclamada santa, tornou-se muito
venerada no Ocidente.
A sua festa é comemorada em 18 de
Agosto. Na Liturgia da Igreja, Santa Helena é mostrada como uma imperatriz,
segurando uma cruz.
Fonte: aqui
terça-feira, 7 de julho de 2015
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Inépcia e insensibilidade
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| Foto: Reuters/Yannis Behrakis retirada daqui |
A crise grega é mais um sintoma das fragilidades da construção europeia e da sua união monetária.
É certo que governos de diferentes cores políticas, com a adoção de políticas ruinosas conduziram a Grécia ao colapso financeiro e económico. A intervenção da Troika e a austeridade aplicada aos gregos, que deveria ser um programa de auxílio, em vez de resolver os seus problemas, agravou-os ainda mais. Os líderes europeus não tiveram a clarividência de avaliar os reais resultados das suas políticas – e, assim, não emendaram os seus próprios erros e persistiram na obsessão de obrigar os gregos a expiar os “pecados políticos” cometidos no passado.
Contudo, não foram os políticos ou os responsáveis pelas instituições financeiras que pagaram pelos seus erros. Foi o povo, e os mais pobres, os que mais sofreram e continuam a arcar com as consequências da irresponsabilidade dos seus líderes.
O arrastar da situação grega e a incapacidade de encontrar uma solução demonstra, não só a inépcia dos líderes europeus, mas também a sua insensibilidade para com a situação dramática das pessoas que perderam o seu emprego, que foram despejados na rua ou que não fazem ideia do que comerão amanhã.
Por isso o Papa Francisco, para além de manifestar a sua solidariedade e preocupação com o povo helénico, veio lembrar aos políticos que “a dignidade da pessoa humana deve permanecer no centro de todos os debates políticos e técnicos, assim como na tomada de decisões responsáveis”.
Há quase cinquenta anos, em 1967, na encíclica Populorum Progressio, Paulo VI propunha a visão cristã do desenvolvimento que “não se reduz a um simples crescimento económico. Para ser autêntico, deve ser integral, quer dizer, promover todos os homens e o homem todo” (nº 14).
Vivemos tempos em que dignidade da pessoa e a promoção de todos e de cada um são frequentemente esquecidas no debate político e subalternizadas à ditadura da finança. Tempos de “uma economia globalizada e financeirizada, que se sobrepõe à política”. Em que os “bancos são salvos da falência enquanto as pessoas perdem as casas onde vivem porque não têm condições de continuar honrando seus empréstimos”, denuncia esta semana o Instituto Humanitas Unisinos, de uma universidade jesuíta no Brasil.
(Texto publicado no Correio da Manhã de 03/07/2015), vi aqui
domingo, 5 de julho de 2015
Cansado


Chega-se a esta altura do ano e o cansaço consegue ser mais forte do que a vontade de trabalhar e de acertar.
Além do Centro Paroquial, que, como chuva miudinha, dia-a-dia me vai encharcando de preocupações, acresce a intensidade do trabalho que esta altura sempre acarreta. Festas da catequese, festas populares, atividades paroquiais quotidianas. A partir de maio até fins de julho é uma roda viva de atividades.
Ainda hoje, além das Missas dominicais, tive a Festa da Senhora das Necessidades e a Festa da Senhora das Dores. E as situações que é preciso encarar e resolver...
Não é fácil. E às vezes falta a paciência para lidar com algumas situações. E muita gente a julgar que se tem de ser de ferro!... Ou angélico.
Não, não é pessimismo ou derrotismo. É apenas um desabafo. Um clamor pleno de humanidade a pedir compreensão, humanismo.
Vale o trabalho empenhado de muita gente, e alguma dela também já muito cansada.
Mas, Deus, tu mereces tudo. Tudo. A Tua Graça nunca falta.
Torna-me atento e generoso para com as necessidades dos outros e mais sereno perante as suas falhas
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Morreu o homem que salvou 669 crianças – e não sabia delas

Sir Nicholas Winton morreu esta quarta-feira, aos 106 anos. O “Schindler britânico” foi responsável por salvar 669 crianças judias de serem enviadas para um campo de concentração nazi na antiga Checoslováquia.
O Rotary Club da cidade de Maidenhead anunciou a morte, esta terça-feira, de Sir Nicholas Winton, dia 1 de julho, o mesmo dia em que há 76 anos partia de Praga para Londres um comboio com o maior número de crianças resgatadas, 241.
“O mundo perdeu um grande homem. Nunca devemos esquecer a humanidade de Sir Nicholas Winton ao salvar tantas crianças do Holocausto”, escreveu David Cameron, primeiro-ministro britânico, na sua conta do Twitter.
Em 1938, com 29 anos, Nicholas Winton percebeu que os judeus residentes na antiga Checoslováquia, à altura ocupada pelos nazis, iam ser enviados para os campos de concentração.
Decidiu ajudar e organizou comboios para transportar as crianças judias de Praga para a Grã-Bretanha, durante um ano. O segredo foi mantido durante 50 anos.
As crianças foram abrigadas em pensões e casas de acolhimento no Reino Unido, e tornaram-se, em muitos casos, os únicos membros da família a conseguir sobreviver ao Holocausto da Segunda Guerra Mundial.
E um dia, sem que soubesse, as crianças estavam sentadas ao seu lado
Winton não contou a ninguém o que tinha feito, e o seu gesto ficou desconhecido durante 50 anos – até que nos anos 80 a sua mulher Grete descobriu um velho livro com os nomes e as fotos de todas as crianças.Desde que a sua história se tornou conhecida, Winton recebeu várias homenagens: do governo checo, da rainha de Inglaterra, do antigo presidente americano George W. Bush.
Mas a mais comovente homenagem que Winton recebeu veio dos que um dia salvou da morte certa.
Espalhadas por vários países, as 669 crianças salvas por Winton cresceram, sem ter notícias do seu benfeitor. Tornaram-se escritores, engenheiros, biólogos…
Em 1988, um programa da BBC encheu um auditório para fazer uma homenagem a Winton.
A apresentadora começa por lhe dizer que a mulher sentada ao seu lado era uma das crianças que ele tinha salvo.
O que Winton não sabia é que no auditório, completamente cheio, estavam as crianças sobreviventes.
A apresentadora pede então a todos os presentes a quem Winton tivesse salvo a vida, que se levantassem.
O agradecimento vem em forma de aplausos demorados, lágrimas, e uma palavra apenas: obrigado.
Fonte: aqui
Na "reforma agrária"
Na tarde desta quinta-feira, fui até ao meu campito, em Arneirós.
Verifiquei que não havia ervas daninhas de monta, graças ao trabalho do meu compadre Teixeira; reguei, com a ajuda de um amigo, as plantas mais carentes de água; peguei na sachola e cortei teimosas ervas daninhas que persistem em chatear; alegrei-me com algumas amendoeiritas carregadas; vi que os quivis estão a dar os primeiros frutos; constatei que, ao contrário do ano passado, as oliveirinhas vão dar pouquíssima azeitona; senti tristeza por a nascente da poça estar a apagar-se, deixando o campo sem água. Mas tirando duas plantas que secaram, as restantes estão muito bonitas.
Foram horas de trabalho que umas gotas de suor tornaram mais aborrecido. Valeu a pena. O trabalho no campo é o melhor antídoto para o stress. Sai-se de lá cansado, mas aliviado, refeito por dentro, mais leve. Nem dos cigarros me lembrei...
Se fôssemos um povo menos prisioneiro de preconceitos, haveria muita mais gente a dar umas horas do seu tempo à agricultura. As casas estariam mais fartas e os nossos campos menos abandonados. Consumir-se-iam menos depressivos e as pessoas teriam mais saúde...
Verifiquei que não havia ervas daninhas de monta, graças ao trabalho do meu compadre Teixeira; reguei, com a ajuda de um amigo, as plantas mais carentes de água; peguei na sachola e cortei teimosas ervas daninhas que persistem em chatear; alegrei-me com algumas amendoeiritas carregadas; vi que os quivis estão a dar os primeiros frutos; constatei que, ao contrário do ano passado, as oliveirinhas vão dar pouquíssima azeitona; senti tristeza por a nascente da poça estar a apagar-se, deixando o campo sem água. Mas tirando duas plantas que secaram, as restantes estão muito bonitas.
Foram horas de trabalho que umas gotas de suor tornaram mais aborrecido. Valeu a pena. O trabalho no campo é o melhor antídoto para o stress. Sai-se de lá cansado, mas aliviado, refeito por dentro, mais leve. Nem dos cigarros me lembrei...
Se fôssemos um povo menos prisioneiro de preconceitos, haveria muita mais gente a dar umas horas do seu tempo à agricultura. As casas estariam mais fartas e os nossos campos menos abandonados. Consumir-se-iam menos depressivos e as pessoas teriam mais saúde...
quarta-feira, 1 de julho de 2015
AS BEM-AVENTURANÇAS NA NOVENA DE SANTA HELENA DA CRUZ

Sábado – 4 de julho
- 18.30h – Início da Novena
(Arautos animam
liturgicamente)
- 22 horas: Oração Mariana - Arautos da Alegria
Domingo – 5 de julho
- 8 horas: novena
- 18.30h – FESTA DE NOSSA SENHORA DAS DORES (Arautos animam liturgicamente)
- 22 horas: Oração da Noite
Segunda-feira – 6 de julho
- 8 horas: novena
- 18.30h – Novena
- 21.30 horas: Concerto-Oração (Animação de Mendigos de
Deus)
Terça-feira – 7 de julho
- 8 horas: novena
- 18.30h – Novena (animação Jovens Sem Fronteiras)
- 22 horas: Oração Missionária (animação Jovens Sem
Fronteiras)
Quarta-feira – 8 de julho
- 8 horas: novena
- 18.30h – Novena (animação Servas de Maria do Coração
de Jesus)
- 22 horas: Oração de Louvor (animação Servas de Maria
do Coração de Jesus)
Quinta-feira – 9 de julho
- 8 horas: novena
- 15 horas: Eucaristia com os idosos do Lar
- 18.30h – Novena (animação de Almacave Jovem)
- 21.30 horas: Oração Taizé (animação de Almacave
Jovem)
Sexta-feira – 10 de julho
- 8 horas: novena
- 18.30h – Novena (animação paroquial)
- 21.30 horas: Testemunho do Casal António Avelino e
Inês
Sábado – 11 de julho
- 8 horas: novena
- 18.30h – Novena (animação paroquial)
- Oração da Noite por conta de cada pessoa
Domingo – 12 de julho
- 11.30 horas - Eucaristia no Altar Campal, seguida de
procissão
- 17 horas – Bênção dos Campos, seguida da Procissão
do Adeus
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