sábado, 13 de junho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima - Luzes e Sombras

Há mais de 20 anos que a Catequese Paroquial da Comunidade Cristã de S. Pedro de Tarouca participa na Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima. Este ano não foi exceção. Optamos por levar sempre o 6º ano e, como todos por lá passam, todos têm a oportunidade de participar nesta peregrinação durante o tempo de catequese. Este ano, levamos também o 10º ano, experiência sujeita a posterior avaliação por parte dos catequistas.
Por norma, optamos por sair na véspera e pernoitar em Fátima, participando, assim, mais de 24 horas no minuto a minuto da vida das crianças.
As crianças são únicas. Mesmo quando nos fazem perder a paciência, achamos sempre que vale a pena. Acabam por recompensar em muito aquilo que lhes oferecemos.
É certo que aquela noite que passam em Fátima - para muitos a primeira noite que passam longe dos pais - é sempre um caso sério. Excitados pela situação, têm muita dificuldade em aquietar-se e em dormir. Posso dizer que na noite de 9 para 10 deste mês, percorri aqueles corredores da Casa de Nossa Senhora das Dores vezes sem conta e que só às 4 horas da manhã tive possibilidade de descansar um bocadinho. E não só eu, os catequistas fizeram igual.
As crianças deste tempo têm muita dificuldade em escutar, concentrar-se, controlar-se. Parece que uma corrente elétrica de alta voltagem percorre incessantemente todo o seu ser.
Mas quando na manhã do dia 10, os catequistas lhes serviam o pequeno almoço, olhei embebecido e agradecido aqueles rostos belos, aquele apetite genuíno, aquele olhar meigo. Meu Deus, nada significa o meu cansaço perante a maravilha que meus olhos contemplam. Obrigado, Senhor, por ter crianças - e muitas - nesta comunidade! Que prenda fantástica!
Durante a viagem, cantaram, contaram anedotas, rezaram o terço, participaram lindamente nos concursos... Só não foi fácil para muitos irem sempre sentados!
Em Fátima portaram-se muito bem nalguns momentos. Quando chegámos, fomos até Capelinha das Aparições, resumi-lhes a história das Aparições e convidei-os para um momento de encontro e oração diante da Imagem da Mãe. Fantástico! Àquela hora da noite, aquele espaço só transmite paz, serenidade, vontade de permanecer. Mas perante a elevação e postura dos pequenos, tornou-se ainda mais envolvente.
Na Igreja da Santíssima Trindade, completamente à pinha, participaram exemplarmente na peça sobre o tema desta peregrinação que, situando-se na aparição de Agosto, tinha por lema "Rezai, rezai muito!"
O que deveria ser o melhor, foi porventura o pior...
A Eucaristia no recinto do Santuário esteve a milhas de ser o que deveria ser. É certo que, em virtude das obras que decorrem na Basílica, o recinto ficou mais pequeno. Mas isto não explica a maneira como foi preparada e (não) vivida a Eucaristia. Desde logo a instalação sonora esteve horrível. E com milhares de crianças, sob um Sol abrasador, sem qualquer condições, com um som daquele tipo, estão a ver o resultado... Parecia uma feira...Quase ninguém conseguia prestar atenção à liturgia.
Ao ritmo uniformemente lento que o celebrante impôs à celebração, correspondia o ritmo uniformemente acelerado do desinteresse por parte dos participantes.
Cânticos desconhecidos, homilia longa, avisos finais intermináveis... Quando se fala a crianças com um papel nas mãos, entendem no que resulta.
Um celebração que demora cerca de hora e meia, naquelas condições!!! Mas será que os que projetaram a celebração se deram ao trabalho de antes passarem por uma experiência, entre crianças? É que não é a mesma coisa que estar um escritório, face a um computador...
Como dizia um catequista, Nossa Senhora não pediu este tipo de penitência...
Com uma celebração bem mais breve, com cânticos conhecidos e que fizessem vibrar a miudagem, com instalação sonora em condições, com um ritmo mais entusiasmante e a uma hora mais conveniente, tudo poderia ser diferente, devolvendo à Eucaristia a beleza que ela exige.
Talvez a missa às 10 horas e a representação mais tarde e mais longa, já que cativa os pequenos, ajudasse...
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Cavaco diz que existem razões para encarar futuro com confiança
O Presidente da República disse esta quarta-feira, em Lamego, que, apesar de Portugal ainda ter um longo caminho a percorrer para voltar ao nível de vida existente antes da crise, "existem hoje razões fundadas para encarar o futuro com mais otimismo e confiança".




Aníbal Cavaco Silva falava na sessão solene das comemorações do 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, durante a qual foram condecoradas 40 personalidades.
O chefe de Estado salientou que não devem contar com ele para "semear o desânimo e o pessimismo quanto ao futuro", deixando isso para os "profissionais da descrença e aos profetas do miserabilismo".
Segundo Cavaco Silva é possível festejar o 10 de junho "com confiança no futuro", se Portugal fizer o que lhe compete, salientando a "estabilidade política e a governabilidade". Mas será também necessário "definir, num horizonte de médio prazo, uma linha de ação favorável ao crescimento económico, à criação de emprego, à sustentabilidade das finanças públicas e à promoção da justiça social".
Fonte: aqui
Bispo de Lamego fala em oportunidade para «ouvir» as pessoas
O bispo de Lamego considera que as celebrações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas são uma “oportunidade” para ouvir e estar junto das pessoas desta cidade, que acolhe pela primeira vez as comemorações oficiais.
“É sempre uma oportunidade a aproveitar para quem vai de fora poder visitar a região e visitar as pessoas, ouvi-las, não apenas passar a mensagem”, refere D. António Couto, em entrevista à Agência ECCLESIA.
“As pessoas têm de ser visitadas com carinho e ouvidas porque ai ficamos a saber o que é a realidade. Mais do que algum belo discurso, interessará que as pessoas se aproximem umas das outras, se sintam verdadeiramente irmãos e vejam o que as pessoas precisam na realidade”, acrescenta.
A Igreja Católica assume a necessidade de estar junto das populações do interior, tanto dos mais velhos como dos jovens que procuram perspetivas de futuro para a sua vida, trabalho que está a ser feito com a sociedade civil, numa colaboração que se tem vindo a revelar muito positiva e recompensadora para todas as partes.
O bispo Lamego considera que presença da Igreja tem de ser “muito mais dinâmica e intensa” especialmente numa diocese com “população extremamente idosa”, defendendo também os seus direitos nos mais diversos campos, como na saúde.
Uma preocupação que se estende à educação, onde a ausência de escolas em funcionamento acentua a sensação de isolamento e abandono.
Para o prelado o “envelhecimento radical” é uma dificuldade maior do que o “problema agudo” da desertificação, que origina uma baixa natalidade, porque “as famílias em idade fértil” migraram e há poucos casamentos.
Segundo D. António Couto, ir ao encontro das pessoas “mais idosas” é um “tom imperioso” que se impõe a todo o cristão.
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas evoca este ano as primeiras Cortes realizadas em Lamego por D. Afonso Henriques, nos primórdios da nacionalidade, e o papel do bispo-embaixador D. Miguel de Portugal na restauração da independência nacional em 1640.
O chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, evocou esta figura, na sessão solene de boas vindas na Câmara Municipal de Lamego, que decorreu na terça-feira.
"Inspirados pelo exemplo de tenacidade, de perseverança e de lealdade do bispo D. Miguel de Portugal, temos a obrigação de fazer tudo o que está ao nosso alcance para sermos bem sucedidos", referiu.
Neste contexto, Cavaco Silva recordou a dedicação à "causa da pátria" do antigo bispo de Lamego, escolhido pelo rei D. João IV para confirmar junto do Papa a legitimidade da restauração da independência.
Fonte: aqui




Aníbal Cavaco Silva falava na sessão solene das comemorações do 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, durante a qual foram condecoradas 40 personalidades.
O chefe de Estado salientou que não devem contar com ele para "semear o desânimo e o pessimismo quanto ao futuro", deixando isso para os "profissionais da descrença e aos profetas do miserabilismo".
Segundo Cavaco Silva é possível festejar o 10 de junho "com confiança no futuro", se Portugal fizer o que lhe compete, salientando a "estabilidade política e a governabilidade". Mas será também necessário "definir, num horizonte de médio prazo, uma linha de ação favorável ao crescimento económico, à criação de emprego, à sustentabilidade das finanças públicas e à promoção da justiça social".
Fonte: aqui
Bispo de Lamego fala em oportunidade para «ouvir» as pessoas
O bispo de Lamego considera que as celebrações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas são uma “oportunidade” para ouvir e estar junto das pessoas desta cidade, que acolhe pela primeira vez as comemorações oficiais.
“É sempre uma oportunidade a aproveitar para quem vai de fora poder visitar a região e visitar as pessoas, ouvi-las, não apenas passar a mensagem”, refere D. António Couto, em entrevista à Agência ECCLESIA.
“As pessoas têm de ser visitadas com carinho e ouvidas porque ai ficamos a saber o que é a realidade. Mais do que algum belo discurso, interessará que as pessoas se aproximem umas das outras, se sintam verdadeiramente irmãos e vejam o que as pessoas precisam na realidade”, acrescenta.
A Igreja Católica assume a necessidade de estar junto das populações do interior, tanto dos mais velhos como dos jovens que procuram perspetivas de futuro para a sua vida, trabalho que está a ser feito com a sociedade civil, numa colaboração que se tem vindo a revelar muito positiva e recompensadora para todas as partes.
O bispo Lamego considera que presença da Igreja tem de ser “muito mais dinâmica e intensa” especialmente numa diocese com “população extremamente idosa”, defendendo também os seus direitos nos mais diversos campos, como na saúde.
Uma preocupação que se estende à educação, onde a ausência de escolas em funcionamento acentua a sensação de isolamento e abandono.
Para o prelado o “envelhecimento radical” é uma dificuldade maior do que o “problema agudo” da desertificação, que origina uma baixa natalidade, porque “as famílias em idade fértil” migraram e há poucos casamentos.
Segundo D. António Couto, ir ao encontro das pessoas “mais idosas” é um “tom imperioso” que se impõe a todo o cristão.
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas evoca este ano as primeiras Cortes realizadas em Lamego por D. Afonso Henriques, nos primórdios da nacionalidade, e o papel do bispo-embaixador D. Miguel de Portugal na restauração da independência nacional em 1640.
O chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, evocou esta figura, na sessão solene de boas vindas na Câmara Municipal de Lamego, que decorreu na terça-feira.
"Inspirados pelo exemplo de tenacidade, de perseverança e de lealdade do bispo D. Miguel de Portugal, temos a obrigação de fazer tudo o que está ao nosso alcance para sermos bem sucedidos", referiu.
Neste contexto, Cavaco Silva recordou a dedicação à "causa da pátria" do antigo bispo de Lamego, escolhido pelo rei D. João IV para confirmar junto do Papa a legitimidade da restauração da independência.
Fonte: aqui
terça-feira, 9 de junho de 2015
DIA DE PORTUGAL EM LAMEGO, DIA DE LAMEGO EM PORTUGAL

- Desta vez, o Dia de Portugal sobe até ao norte para descer até às raízes. O Dia de Portugal em Lamego acabará por ser também um dia de Lamego em Portugal.
Portugal vai ter os olhos volvidos para Lamego, sabendo que Lamego tem o
seu coração sempre voltado para Portugal.
- Nas terras de Lamego está depositado muito do passado de Portugal. Nas gentes de Lamego ardem muitos sonhos sobre o futuro de Portugal.
Faz bem ao país olhar para estas terras. E é bom que quem manda no país se
habitue a escutar estas gentes.
- Afinal, aqui também é Portugal. Por aqui também se faz Portugal. Por aqui também se diz Portugal.
É triste que nem sempre se repare no Portugal que por aqui se faz. É pena
que nem sempre se oiça o Portugal que por aqui se diz. Por aqui persiste um
Portugal sofrido que anseia ser ouvido. Aqui labuta um Portugal escondido que
merece ser mostrado.
- A história de Portugal é conhecida em Lamego, ainda que a história de Lamego nem sempre seja devidamente reconhecida em Portugal.
Visto de Lamego, Portugal é uma pátria sempre amada, com um poder muitas
vezes avaro. Vista de Portugal, Lamego é uma terra de que se sabe o suficiente,
mas que não se valoriza o bastante.
- Para muitos, Lamego é um lugar de passagem, mas de não muito investimento.
Os lamecenses transportam a mágoa de viverem numa terra a que pouco se dá e
a que muito se vai tirando. Lamego está habituada a ouvir muitos elogios e a
ver poucos apoios.
- A síntese angustiada de Pessoa mantém-se pertinente: «Cumpriu-se o Mar e o Império se desfez. Falta cumprir-se Portugal».
Falta que Portugal cumpra com cada um. Falta que cada um cumpra com
Portugal.
- Hoje, voltam a dizer-nos que somos um país adiado, mas, nesse caso, já o somos há muitos séculos.
Não somos perfeitos. Às vezes, até nos mostramos contrafeitos.
Temos defeitos. Eis o nosso drama, eis também a nossa sorte. Se não
fossem os nossos defeitos, o que nos motivaria? Se tudo já estivesse feito (e
bem feito), que futuro nos restaria?
- A tudo temos sobrevivido. Temos sobrevivido à realidade, cruel. E temos sobrevivido aos diagnósticos, nada estimulantes.
Seremos, como afirmava o Padre Manuel Antunes, uma «excepção».
Constituímos um paradoxo vivo. Somos «um povo místico mas pouco metafísico;
povo lírico mas pouco gregário; povo activo mas pouco organizado; povo empírico
mas pouco pragmático; povo de surpresas mas que suporta mal as continuidades,
principalmente quando duras; povo tradicional mas extraordinariamente poroso às
influências alheias».
- Seja como for, continuamos a sentir Portugal, a fazer Portugal e, não raramente, a chorar Portugal. Tantas vezes, são essas lágrimas que nos identificam e pacificam. Aquilo que soa a desespero acaba por saber a esperança.
Apesar das tardes sofridas, acreditamos sempre que uma manhã radiosa
voltará a sorrir. É por isso que nunca desistimos de nós. É por isso que, não
obstante as nuvens, há sempre um Portugal a brilhar em milhões de corações
espalhados pelo mundo.
- O Dia de Portugal serve para estimular a identidade nacional, fortalecendo a sua realização local. Um saudável regionalismo não apouca, antes favorece, o fervor patriótico.
Em Lamego cumpre-se o mesmo destino do resto de Portugal. A vocação dos
lamecenses também é sair. E é assim que, em qualquer parte do mundo, corre
muito sangue de Portugal. E escorre muito do sangue de Lamego!
Fonte: aqui
segunda-feira, 8 de junho de 2015
De judeu niilista, comunista, ateu e anarquista a pensador convertido ao catolicismo
Fabrice Hadjadj: "A conversão é um ponto de partida, não de chegada"
De família judia da esquerda radical, ele era ateu, niilista, comunista e só queria atacar a Igreja. Hoje, o professor francês Fabrice Hadjadj é um dos mais renomados pensadores católicos do mundo, depois de ter atravessado um longo processo de conversão.
“Minha família era judia e de extrema esquerda e eu cresci com o espírito de revolta”, conta Hadjadj, que desenvolveu um ateísmo marcado pelo anarquismo. A leitura de Nietzsche o levou ainda ao niilismo, aumentando nele a “violência anticristã”.
“Um dia, um amigo meu publicou um livro de aforismos, em que cada um vinha precedido por uma citação bíblica”. Fabrice Hadjadj viu nisto mais uma oportunidade de ridicularizar Deus. “Eu queria ler a Bíblia para rir. Tinha encontrado um procedimento mordaz para ridicularizar as Escrituras. O problema era que, para caçoar bem da Bíblia, eu tinha que lê-la”.
Isaías e Jó
“Comecei com a leitura de Isaías e de Jó. O choque! Que sopro mais incrível! Mais tarde, reli os Evangelhos. Quanta simplicidade unida a tanta profundidade! A palavra de Jesus não era uma palavra como qualquer outra: era a palavra em carne e osso e em espírito. Eu tinha querido me desviar da Escritura, e ela me devolveu ao caminho”.
A doença do pai
“Alguns meses mais tarde, o meu pai ficou doente. Eu não sabia o que fazer para ajudar. Corri à igreja de São Severino, perto da minha casa em Paris. Era a igreja em que eu tinha caçoado dos fiéis uns dias antes. Então orei e foi uma revelação. Não era uma grande luz, era uma voz descendo do céu. Eu estava em paz e a paz me mostrou que a oração é a essência da palavra, o próprio lugar do homem”.
O julgamento de um nazista
“Outro sinal de Deus em minha vida foi o julgamento de Paul Touvier”, um colaborador nazista condenado por crimes contra a humanidade por ordenar o fuzilamento de sete judeus em 1944. “Assisti porque um amigo meu era advogado no julgamento. Naquela tarde, em sua casa, este jovem se perguntava se teria sido melhor do que aquele homem. De repente, eu descobri a minha miséria interior e pensei em Cristo como um Inocente, um absoluto Inocente que veio para me redimir, com toda a humanidade manchada pelo mal, para me salvar com todos, vítimas e verdugos”.
Cinco anos mais tarde, “fui batizado na Abadia de Solesmes”. Soube, anos mais tarde, que aquele foi precisamente o lugar em que o condenado no julgamento tinha se escondido durante meses.
Professor, pai de família e defensor da vida
Após descobrir a fé, a vida de Fabrice Hadjadj mudou completamente. Ele não queria ter filhos. Agora tem seis. Através da sua coluna no jornal "Le Figaro", ele tem sido um dos intelectuais que mais questionam a equiparação entre a união homossexual e o casamento, bem como as consequências da adoção de crianças por parte de casais homossexuais.
O demônio e o mundo de hoje
Um de seus livros mais importantes trata do "príncipe deste mundo". Hadjadj observa que “é preciso entender que o ateísmo e o liberalismo não são as piores dores de cabeça, já que o diabo não é ateu. Sabendo exatamente a verdade, ele nos leva ao erro dando-lhe um aspecto atrativo; utiliza a nossa energia para lutar contra um erro fazendo-nos cair no erro oposto”.
Fé, coerência e razão
Os cristãos devem ter cuidado com a “fé desencarnada, em que alguém se dedica a ‘organizações benéficas imaginárias’ e se esquece de amar o próximo em casa ou na própria cama”.
"Hoje em dia está na moda dizer ‘sou ateu’, ‘sou homossexual’, etc… Ninguém diz ‘sou homem’. O importante, para o crente, é compreender que, diante dele, há sempre um homem, alguém que está, como eu, exposto ao pecado e à morte e que talvez seja um pouco menos consciente do Mistério".
Conversão e vivência do presente
“Não gosto de ser anedótico e retrospectivo. A conversão é um ponto de partida, não de chegada. É como um nascimento. Mas não se pode perguntar aos convertidos unicamente por aquilo que sucedeu no momento do parto. Eu me pergunto sempre sobre o meu batismo, que foi algo extraordinário. Mas me perguntam menos pelo meu matrimônio, que, no entanto, é o cumprimento do meu batismo. Eu poderia escrever milhares de páginas sobre a minha conversão. Mas seria prisioneiro de algo que pertence ao passado. Devo sempre poder dizer que, se sou cristão, é também graças a ela, que está ao meu lado. O que fundamenta a fé é principalmente o assombro diante daquilo que me rodeia”.
“Minha família era judia e de extrema esquerda e eu cresci com o espírito de revolta”, conta Hadjadj, que desenvolveu um ateísmo marcado pelo anarquismo. A leitura de Nietzsche o levou ainda ao niilismo, aumentando nele a “violência anticristã”.
“Um dia, um amigo meu publicou um livro de aforismos, em que cada um vinha precedido por uma citação bíblica”. Fabrice Hadjadj viu nisto mais uma oportunidade de ridicularizar Deus. “Eu queria ler a Bíblia para rir. Tinha encontrado um procedimento mordaz para ridicularizar as Escrituras. O problema era que, para caçoar bem da Bíblia, eu tinha que lê-la”.
Isaías e Jó
“Comecei com a leitura de Isaías e de Jó. O choque! Que sopro mais incrível! Mais tarde, reli os Evangelhos. Quanta simplicidade unida a tanta profundidade! A palavra de Jesus não era uma palavra como qualquer outra: era a palavra em carne e osso e em espírito. Eu tinha querido me desviar da Escritura, e ela me devolveu ao caminho”.
A doença do pai
“Alguns meses mais tarde, o meu pai ficou doente. Eu não sabia o que fazer para ajudar. Corri à igreja de São Severino, perto da minha casa em Paris. Era a igreja em que eu tinha caçoado dos fiéis uns dias antes. Então orei e foi uma revelação. Não era uma grande luz, era uma voz descendo do céu. Eu estava em paz e a paz me mostrou que a oração é a essência da palavra, o próprio lugar do homem”.
O julgamento de um nazista
“Outro sinal de Deus em minha vida foi o julgamento de Paul Touvier”, um colaborador nazista condenado por crimes contra a humanidade por ordenar o fuzilamento de sete judeus em 1944. “Assisti porque um amigo meu era advogado no julgamento. Naquela tarde, em sua casa, este jovem se perguntava se teria sido melhor do que aquele homem. De repente, eu descobri a minha miséria interior e pensei em Cristo como um Inocente, um absoluto Inocente que veio para me redimir, com toda a humanidade manchada pelo mal, para me salvar com todos, vítimas e verdugos”.
Cinco anos mais tarde, “fui batizado na Abadia de Solesmes”. Soube, anos mais tarde, que aquele foi precisamente o lugar em que o condenado no julgamento tinha se escondido durante meses.
Professor, pai de família e defensor da vida
Após descobrir a fé, a vida de Fabrice Hadjadj mudou completamente. Ele não queria ter filhos. Agora tem seis. Através da sua coluna no jornal "Le Figaro", ele tem sido um dos intelectuais que mais questionam a equiparação entre a união homossexual e o casamento, bem como as consequências da adoção de crianças por parte de casais homossexuais.
O demônio e o mundo de hoje
Um de seus livros mais importantes trata do "príncipe deste mundo". Hadjadj observa que “é preciso entender que o ateísmo e o liberalismo não são as piores dores de cabeça, já que o diabo não é ateu. Sabendo exatamente a verdade, ele nos leva ao erro dando-lhe um aspecto atrativo; utiliza a nossa energia para lutar contra um erro fazendo-nos cair no erro oposto”.
Fé, coerência e razão
Os cristãos devem ter cuidado com a “fé desencarnada, em que alguém se dedica a ‘organizações benéficas imaginárias’ e se esquece de amar o próximo em casa ou na própria cama”.
"Hoje em dia está na moda dizer ‘sou ateu’, ‘sou homossexual’, etc… Ninguém diz ‘sou homem’. O importante, para o crente, é compreender que, diante dele, há sempre um homem, alguém que está, como eu, exposto ao pecado e à morte e que talvez seja um pouco menos consciente do Mistério".
Conversão e vivência do presente
“Não gosto de ser anedótico e retrospectivo. A conversão é um ponto de partida, não de chegada. É como um nascimento. Mas não se pode perguntar aos convertidos unicamente por aquilo que sucedeu no momento do parto. Eu me pergunto sempre sobre o meu batismo, que foi algo extraordinário. Mas me perguntam menos pelo meu matrimônio, que, no entanto, é o cumprimento do meu batismo. Eu poderia escrever milhares de páginas sobre a minha conversão. Mas seria prisioneiro de algo que pertence ao passado. Devo sempre poder dizer que, se sou cristão, é também graças a ela, que está ao meu lado. O que fundamenta a fé é principalmente o assombro diante daquilo que me rodeia”.
Fonte: aqui
domingo, 7 de junho de 2015
sábado, 6 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Vivemos num tempo de grandes perseguições aos cristãos
Vivemos num tempo de grandes perseguições aos cristãos e a outros crentes em muitos países. Num recente relatório da Open Doors, uma organização protestante norte-americana, diz-se que 75% da população mundial vive hoje em países com sérias restrições ao exercício da liberdade religiosa. A perseguição aos cristãos chega a “extrema” em alguns países: Coreia do Norte, Arábia Saudita, Afeganistão, Iraque, Somália, Maldivas, Mali, Irã, Iêmen, Eritreia, Síria. Não é a liberdade religiosa um direito humano fundamental consagrada no artigo 18 da Declaração dos Direitos do Homem? E quantos outros continuam a ser atropelados?
quinta-feira, 4 de junho de 2015
O Sporting anunciou hoje que rescindiu contrato com Marco Silva, invocando justa causa. A decisão tem efeitos imediatos

Jorge Jesus no Sporting

A mudança do técnico Jorge Jesus para Alvalade transformou a comunicação social numa balbúrdia. Não se fala de outra coisa. Novas tecnologias, televisões, rádios, jornais encharcam o público com o tema.
Marco Silva já foi despedido. Agora os holofotes estão virados para Jesus.
Fala-se que o técnico e seus adjuntos foram hoje impedidos de entrar nas instalações do Benfica e que o retrato do treinador bicampeão foi retirada da imagem do bicampeonato. O diretor de comunicação do Benfica reagiu com violência no Twitter às informações que dão conta da saída de Jorge Jesus para o Sporting. “Sou grato a Jesus! Para o ano vamos ter treinador comprometido com o Benfica e não apenas com o seu ego e conta bancária!”, escreveu João Gabriel na plataforma.
Na comunicação social, há opiniões e reações de benfiquistas para todos os gostos. Há quem critique o presidente do Benfica e há quem o apoie; há quem reaja com severidade para com Jesus e há quem compreenda.
O mesmo se passa para os lados de Alvalade. A cotação das ações leoninas subiram muito hoje na bolsa, enquanto as encarnadas baixaram. Muitos sportinguistas deliram com a contratação do técnico, porque apostam que com ele o Sporting vai ter um regabofe de títulos; outros manifestam a sua indignação perante o investimento louco que o clube, que passa por grave crise económica, tem que investir para assegurar o novo treinador. Há ainda quem gostava da continuidade de Marco Silva.
A primeira ideia que me veio à cabeça quando soube da transferência de Jesus para Alvalade, foi esta: Bruno de Carvalho age como o Pinto da Costa o fez nos seus tempos áureos. Imprevisível, sagaz, à frente da concorrência para um salto em frente, capaz de abrir horizontes e ultrapassar dificuldades.
Aliás tenho a impressão que o presidente do Sporting tem tentado seguir o estilo de liderança que o presidente portista impôs nos seus melhores tempos.
Mudanças acontecerão no Sporting. Resta saber como dois egos tão grandes como os de Jesus e Bruno vão conviver... Caso tudo corra bem, os verde-brancos vão dar que falar. Jesus é um enorme treinador.
Eu apoio a continuação de Lopetegui à frente do Porto, apesar de muitos erros cometidos. Mudar constantemente de treinador não resolve nada. E apesar de muitas vezes ter ficado com os cabelos em pé perante tantos erros deste técnico, tenho a impressão que pode dar muitas alegrias aos portistas. Oxalá que a estrutura saia do marasmo dos últimos anos e volte a estar à altura. Os portistas merecem!
Agora, cá para nós que ninguém nos ouve, Pinto da Costa, nos seus bons tempos, não teria deixado fugir Jesus para Alvalade...
quarta-feira, 3 de junho de 2015
A PROPÓSITO DA FESTA DO CORPO DE DEUS E DAS FESTAS DAS COMUNHÕES DAS CRIANÇA
NÃO SE PODE SER CRISTÃO CATÓLICO
SEM
A SANTA MISSA DE DOMINGO

A grande maioria dos católicos das nossas aldeias e cidades desertou das suas igrejas!
Nem sequer acorrem a elas, no Dia Consagrado ao Senhor!
No entanto, continuam a levar os filhos ao Batismo, às
Comunhões e ao Crisma, como tudo estivesse bem assim, como se só isso fosse
preciso, e zangam-se com alguém que ouse pôr algum entrave a que assim prossiga
e aconteça!
A VERDADE É QUE, FALTAR À SANTA
MISSA DE CADA DOMINGO, SEM MOTIVO GRAVE OU JUSTIFICADO QUE DELA DISPENSE, COMO
UMA DOENÇA OU UM IMPREVISTO, É PECADO MORTAL.
E É PECADO GRAVE E MORTAL PELAS
SEGUINTES RAZÕES:

1.Ofendemos gravemente a Deus e as
Suas Santas Leis, porque, fazendo isso, não cumprimos o dever de O adorarmos e
de Lhe prestarmos o culto que Lhe é devido por direito, desobedecendo assim aos
Seus primeiros mandamentos:
- ADORARÁS O SENHOR TEU DEUS E SÓ A ELE SERVIRÁS!
- SANTIFICARÁS O DIA CONSAGRADO AO SENHOR!
- ADORARÁS O SENHOR TEU DEUS E SÓ A ELE SERVIRÁS!
- SANTIFICARÁS O DIA CONSAGRADO AO SENHOR!
2.Ofendemos gravemente a Igreja de
Jesus em que entramos pelo Batismo e da qual somos membros, desobedecendo ao seu primeiro e mais importante
preceito:
-PARTICIPAR NA SANTA MISSA E ABSTER-SE DE TRABALHOS SERVIS NOS DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA.
-PARTICIPAR NA SANTA MISSA E ABSTER-SE DE TRABALHOS SERVIS NOS DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA.
3.Desrespeitamos e empobrecemos a
Comunidade Cristã de que fazemos parte, e damos mau exemplo aos nossos
familiares e vizinhos, sobretudo às crianças e aos jovens que fazem, e vão
fazer mais tarde, o que nós fazemos agora: o que não é importante para os pais
não é importante para os filhos. O que os mais velhos não respeitam não o
respeitarão os mais novos.
4.Deixamos enfraquecer e morrer a
nossa fé e nossa amizade com Jesus, porque não a alimentamos com a Palavra de
Deus e com a Comunhão no Corpo de Jesus.
A nossa vida fica sem horizonte nem sentido. O que sobra são vernizes! O que fica são vaidades!
A nossa vida fica sem horizonte nem sentido. O que sobra são vernizes! O que fica são vaidades!
5.Comportamo-nos como um filho que
não vai a casa do seu pai nem se junta aos seus irmãos. Em relação a Deus e aos
nossos irmãos na Fé, procedendo assim, somos um filho afastado de casa e
perdido para a família. Se isso é um enorme desgosto para um pai qualquer deste
mundo…quanto mais o é para Deus, o PAI CELESTE.
Isto não é uma ofensa grave nem mortal?
Isto não é uma ofensa grave nem mortal?
NOTA: É preciso
sabermos todos que, depois de faltarmos à Santa Missa do Domingo por nossa
culpa (preguiça, descuido, desleixo, desinteresse…) sem motivo grave que nos
dispense diante de Deus, da Igreja e da nossa Consciência, não podemos comungar
o Corpo do Senhor, sem nos confessarmos desse pecado, com propósito ou intenção
séria de não continuarmos a faltar. Muita gente, por ignorância (culpável ou
não) não sabe isso e comunga sempre que casualmente aparece na igreja. Não sei
se nós, os pastores, desde o mais alto grau da hierarquia, não somos culpados
desta situação. Em vez de poesias inspiradas e de teses bem urdidas, devíamos
claramente ensinar a doutrina ao povo, em palavras simples, em termos
claramente percetíveis.
QUAL A EXPLICAÇÃO PARA O QUE ESTÁ
A ACONTECER?
Não encontro outra, senão o
desinteresse e o desleixo.
Estamos a ser uma sociedade de pessoas sem alma, sem vontade e sem responsabilidade. Estamos a fazer apenas o que é fácil, proveitoso e agradável.
Estamos a ser como animais e crianças que só atuam e agem, se lhes dermos rebuçados e bananas.
Só saímos de casa por três motivos:
1).Se nos prometerem dinheiro.
2).Se nos derem momentos de prazer e euforia.
3).Se o que nos pedem vier ao encontro da nossa vaidade, das nossas ambições pessoais, ou do nosso bem-estar corporal.
Estamos a ser uma sociedade de pessoas sem alma, sem vontade e sem responsabilidade. Estamos a fazer apenas o que é fácil, proveitoso e agradável.
Estamos a ser como animais e crianças que só atuam e agem, se lhes dermos rebuçados e bananas.
Só saímos de casa por três motivos:
1).Se nos prometerem dinheiro.
2).Se nos derem momentos de prazer e euforia.
3).Se o que nos pedem vier ao encontro da nossa vaidade, das nossas ambições pessoais, ou do nosso bem-estar corporal.
-Porque estão cheios os campos de
futebol?
-Porque estão a abarrotar as discotecas?
-Porque são verdadeiras multidões as que acorrem aos grandes festivais de bandas rock?
-Porque são como cortiços de abelhas os ginásios e as piscinas?
-Porque aderimos em massa às caminhadas a pé, às corridas de motos, de vespas e de automóveis?
-Porque estão a abarrotar as discotecas?
-Porque são verdadeiras multidões as que acorrem aos grandes festivais de bandas rock?
-Porque são como cortiços de abelhas os ginásios e as piscinas?
-Porque aderimos em massa às caminhadas a pé, às corridas de motos, de vespas e de automóveis?
- Corta o coração ver inúmeros
cristãos católicos (crianças, jovens e adultos) correr para o desporto, para o
ginásio ou para as piscinas, erguendo-se cedo se for preciso, com frio ou com
chuva, com total desprezo pelos seus deveres religiosos, num desrespeito
absoluto pelo seu Criador, pelo seu Salvador, pela sua Igreja, pela sua Fé,
pelas Santas Leis de Deus!
E depois, queremos e exigimos o direito de ser batizados, de fazer as comunhões e de ser crismados! O que é isto, meu Deus?
E depois, queremos e exigimos o direito de ser batizados, de fazer as comunhões e de ser crismados! O que é isto, meu Deus?
-Dói também a alma ver autarquias e
associações a organizar atividades desportivas, sistematicamente, à hora das
catequeses e das celebrações religiosas nas paróquias, num desprezo e desrespeito
total pela Igreja e pelos deveres religiosos dos seus munícipes ou associados!
- Dói ainda mais a atitude de muitos
pais e mães que, advertidos carinhosamente pelos párocos e catequistas sobre as
ausências dos filhos na Catequese e na Missa, respondem que os filhos têm
desporto à mesma hora e não podem faltar de maneira nenhuma!
- Corta o coração, ver como os pais de muitas crianças os vão levar à catequese para poderem fazer “As Comunhões”! mas desprezam, eles e os filhos, a Santa Missa de Domingo.
- Corta o coração, ver tantos meninos e meninas, adolescentes e jovens fazer as “Comunhões!” e o “Crisma”, para nunca mais porem os pés na igreja, a começar logo no Domingo seguinte.
Que vida cristã é esta?
Eu diria antes: Que brincadeira é esta?
- Corta o coração, ver como os pais de muitas crianças os vão levar à catequese para poderem fazer “As Comunhões”! mas desprezam, eles e os filhos, a Santa Missa de Domingo.
- Corta o coração, ver tantos meninos e meninas, adolescentes e jovens fazer as “Comunhões!” e o “Crisma”, para nunca mais porem os pés na igreja, a começar logo no Domingo seguinte.
Que vida cristã é esta?
Eu diria antes: Que brincadeira é esta?
Para onde caminhamos, ó Deus?

Joaquim Correia Duarte
terça-feira, 2 de junho de 2015
Preconceito
Os homens raramente aprendem aquilo que julgam já saber
Barbara Ward - economista,
jornalista e escritora inglesa (1914-1981)
segunda-feira, 1 de junho de 2015
NÃO APENAS HOJE

Neste dia mundial da criança, é importante que se pense no que urge fazer para com as crianças em cada dia.
É o futuro da sociedade que está em jogo.
Elas precisam de coisas. Mas necessitam, antes de mais, de presença, de acompanhamento, de afecto.
Dostoiésvky, ao achar que «o amor é mestre», apelava: «Amai sobretudo as crianças porque, como os anjos, estão isentas de pecado e vivem para a purificação dos nossos corações e como que são um guia para nós. Desgraçado de quem ofenda uma criança».
As crianças são mestres. Ensinam muito. Mostram, particularmente, que há muito de puro que não deveria desaparecer.
Jesus verberava quem escandalizasse uma criança.
Os maus exemplos ficam alojados no seu íntimo. As condutas exemplares ficarão também depositadas no seu coração.
As crianças merecem o melhor. Porque, como dizia o poeta, elas são o melhor. O melhor do mundo. O melhor de nós.
Só é verdadeiramente adulto quem nunca deixar de ser totalmente criança!
Fonte: aqui
A verdadeira catequese começa e cresce no colo da Mãe com o exemplo do Pai.

No dia 13 de junho, encerraremos o presente ano catequético.
Fica-me uma preocupação/aflição. A CATEQUESE NÃO CONVERTE, NÃO LEVA À VIDA DE FÉ.
E porquê? FALTAM COLOS de Mãe.
A verdadeira catequese começa e cresce no colo da Mãe com o exemplo do Pai.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
"Prefiro a misericórdia ao sacrifício"
Nas religiões, oferece-se sacrifícios à divindade - frutos, comida, animais, seres humanos -, para aplacá-la, agradecer, expiar os pecados, atrair bênçãos. A refeição sacrificial cultual criava relações de comunidade dos participantes com a divindade e entre si. Mas desgraçados dos seres humanos que foram oferecidos em sacrifício! Teria sido melhor não terem conhecido a religião. E que Deus seria esse que precisasse dos sacrifícios, sobretudo quando isso implicava a morte de homens ou mulheres?
A Bíblia, concretamente na sua linha profética, verberou os sacrifícios. Oseias põe na boca de Deus estas palavras: "Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus mais do que os holocaustos." E Amós: "Eu conheço as vossas maldades e a enormidade dos vossos pecados. Sois opressores do justo, aceitais subornos e violais o direito dos pobres no tribunal. Eu detesto e rejeito as vossas festas. Se me ofereceis holocaustos, não os aceito nem ponho os meus olhos nos sacrifícios das vossas vítimas gordas. Antes, jorre a equidade como uma fonte, e a justiça como torrente que não seca." E o profeta Isaías escreve: "De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas? - diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros, de gorduras de bezerros. Não me agrada o sangue de vitelos, de cordeiros nem de bodes. Quando me viestes prestar culto, quem reclamou de vós semelhantes dons, ao pisardes o meu santuário? Não me ofereçais mais dons inúteis. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo, socorrei os oprimidos, fazei justiça aos órfãos, defendei as viúvas."
Jesus retomou a palavra profética de Oseias: "Ide aprender, diz o Senhor, o que significa: 'Prefiro a misericórdia ao sacrifício'." Ele enfrentou profeticamente a casta sacerdotal e expulsou os vendilhões do Templo, tendo sido este acontecimento determinante para a sua condenação à morte na cruz, na sequência de uma coligação internacional - Jerusalém e Roma -, com interesses sacerdotais, económicos e políticos ameaçados.
Afinal, um Deus que precisasse de sacrifícios era um Deus pior do que os seres humanos, quando vivem uma humanidade boa e feliz. Que pai ou mãe quer que os filhos andem de joelhos ou de rastos diante deles e lhes ofereçam sacrifícios?
O sofrimento pelo sofrimento é inútil e deve-se combatê-lo, bem como às religiões doloristas que pregam o sofrimento como agradável a Deus e a via mais directa para o céu. Deus não precisa nem quer sacrifícios. Deus, que é amor, quer amor e justiça para todos, dando preferência aos marginalizados e aos pobres. Mas cá está. A prática do amor e da justiça, a contribuição real para uma sociedade boa e justa e mais feliz implicam capacidade de sacrificar-se. Agora, porém, é diferente: não se trata do sacrifício pelo sacrifício, mas das melhores causas da vida, que inevitavelmente exigem renúncia, entrega, doação. Aqui, o sacrifício surge em toda a sua dignidade, dita já no étimo latino: sacrum facere - tornar sagrado. Não há amor nem obra grande nem salvaguarda da humanidade na sua dignidade, sem a disposição para sacrificar-se pelo melhor. Quem ousa então ir até ao fim, superando os obstáculos do egoísmo e da preguiça e da mesquinhez e da opressão e entregando-se à realização da humanidade de todos os homens, faz algo de sagrado, torna o mundo humano e sagrado.
Anselmo Borges, in DN
A Bíblia, concretamente na sua linha profética, verberou os sacrifícios. Oseias põe na boca de Deus estas palavras: "Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios, o conhecimento de Deus mais do que os holocaustos." E Amós: "Eu conheço as vossas maldades e a enormidade dos vossos pecados. Sois opressores do justo, aceitais subornos e violais o direito dos pobres no tribunal. Eu detesto e rejeito as vossas festas. Se me ofereceis holocaustos, não os aceito nem ponho os meus olhos nos sacrifícios das vossas vítimas gordas. Antes, jorre a equidade como uma fonte, e a justiça como torrente que não seca." E o profeta Isaías escreve: "De que me serve a mim a multidão das vossas vítimas? - diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros, de gorduras de bezerros. Não me agrada o sangue de vitelos, de cordeiros nem de bodes. Quando me viestes prestar culto, quem reclamou de vós semelhantes dons, ao pisardes o meu santuário? Não me ofereçais mais dons inúteis. Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo, socorrei os oprimidos, fazei justiça aos órfãos, defendei as viúvas."
Jesus retomou a palavra profética de Oseias: "Ide aprender, diz o Senhor, o que significa: 'Prefiro a misericórdia ao sacrifício'." Ele enfrentou profeticamente a casta sacerdotal e expulsou os vendilhões do Templo, tendo sido este acontecimento determinante para a sua condenação à morte na cruz, na sequência de uma coligação internacional - Jerusalém e Roma -, com interesses sacerdotais, económicos e políticos ameaçados.
Afinal, um Deus que precisasse de sacrifícios era um Deus pior do que os seres humanos, quando vivem uma humanidade boa e feliz. Que pai ou mãe quer que os filhos andem de joelhos ou de rastos diante deles e lhes ofereçam sacrifícios?
O sofrimento pelo sofrimento é inútil e deve-se combatê-lo, bem como às religiões doloristas que pregam o sofrimento como agradável a Deus e a via mais directa para o céu. Deus não precisa nem quer sacrifícios. Deus, que é amor, quer amor e justiça para todos, dando preferência aos marginalizados e aos pobres. Mas cá está. A prática do amor e da justiça, a contribuição real para uma sociedade boa e justa e mais feliz implicam capacidade de sacrificar-se. Agora, porém, é diferente: não se trata do sacrifício pelo sacrifício, mas das melhores causas da vida, que inevitavelmente exigem renúncia, entrega, doação. Aqui, o sacrifício surge em toda a sua dignidade, dita já no étimo latino: sacrum facere - tornar sagrado. Não há amor nem obra grande nem salvaguarda da humanidade na sua dignidade, sem a disposição para sacrificar-se pelo melhor. Quem ousa então ir até ao fim, superando os obstáculos do egoísmo e da preguiça e da mesquinhez e da opressão e entregando-se à realização da humanidade de todos os homens, faz algo de sagrado, torna o mundo humano e sagrado.
Anselmo Borges, in DN
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Cada um é como é!
Há dons que gostaria de ter. Como diz o povo, "não nos fizemos, fizeram-nos".
Por exemplo, gostava de não sentir tanta aversão a hospitais onde sempre me sinto mal. Às vezes pareço mais doente do que os doentes que lá estão. Gostava de ir mais vezes para escutar e levar uma palavra de apoio aos doentes. Só que, porque me sinto mal lá, apercebo-me que sou mais sobrecarga do que alívio...
Por exemplo, gostava de não sentir tanta aversão a hospitais onde sempre me sinto mal. Às vezes pareço mais doente do que os doentes que lá estão. Gostava de ir mais vezes para escutar e levar uma palavra de apoio aos doentes. Só que, porque me sinto mal lá, apercebo-me que sou mais sobrecarga do que alívio...
Admiro as pessoas que, vendo uma outra pessoa uma ou duas vezes, nunca mais esquecem a figura e o rosto; escutando o seu nome, jamais o esquecem.
Esta falta de memória geográfica (dificuldade tremenda em fixar rostos e nomes) tem-me trazido alguns dissabores, não só diante de pessoas ("Sabe quem eu sou?", "Lembra-se de mim?"), mas também comigo próprio, pois gostava de identificar as pessoas e os seus nomes. Tal era-me muito mais simpático e evitava certos julgamentos alheios...
Mas sei que Deus nunca exige mais do que aquilo que podemos dar. Por isso, Ele só nos pede que ponhamos a render os talentos que nos deu.
Esta falta de memória geográfica (dificuldade tremenda em fixar rostos e nomes) tem-me trazido alguns dissabores, não só diante de pessoas ("Sabe quem eu sou?", "Lembra-se de mim?"), mas também comigo próprio, pois gostava de identificar as pessoas e os seus nomes. Tal era-me muito mais simpático e evitava certos julgamentos alheios...
Mas sei que Deus nunca exige mais do que aquilo que podemos dar. Por isso, Ele só nos pede que ponhamos a render os talentos que nos deu.
terça-feira, 26 de maio de 2015
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