quinta-feira, 13 de março de 2014

Os gestos mais belos do Papa Francisco

Momentos marcantes do primeiro ano de pontificado do Papa Francisco 

Para comemorar o primeiro ano de pontificado do Papa Francisco, a Aleteia preparou com carinho um breve vídeo, no qual você poderá recordar alguns dos gestos mais marcantes do Santo Padre desde sua eleição como Pontífice.

E para você, qual foi o gesto mais marcante do Papa Francisco neste primeiro ano do seu pontificado?  



 Uma seleção de 15 frases de Francisco 
que mostram o seu pensamento como pontífice e pastor


“O nosso Deus não é um Deus spray, é concreto; não é abstrato, mas tem um nome: Deus é amor.” (Ângelus, 26 de maio de 2013)

“Há a espremedura de laranja, há a espremedura de maçã, há a espremedura de banana, mas, por favor, não bebam “espremedura” de fé. A fé é integral, não se espreme. É a fé em Jesus.” (Encontro com os jovens argentinos, 25 de julho de 2013)

“Acaso sou o guarda do meu irmão? Sim, tu és o guarda do teu irmão! Ser pessoa significa ser guardas uns dos outros!” (Vigília de oração pela paz, 7 de setembro de 2013)

“Cuidado com a tentação da inveja! Estamos no mesmo barco e vamos para o mesmo porto! Peçamos a graça de nos alegrarmos com os frutos alheios, que são de todos.” (Exortação apostólica Evangelii Gaudium)

“Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres!” (Discurso, 16 de março de 2013)

“A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir uma grande chamada – a vocação ao amor – e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele.” (Lumen Fidei)

“Nunca sejais homens e mulheres tristes: um cristão não o pode ser jamais! Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo!” (Homilia, XXVII Jornada Mundial da Juventude, 24 de março de 2013)

“Deus escolhe sempre 'os pequeninos', chama-os pelo nome e estabelece com eles uma relação pessoal: é por isso que, para dialogar com Ele, é preciso antes tornar-se 'pequenino'.” (Homilia, Santa Marta, 24 de janeiro de 2014)

“Um coração no qual há muitas coisas que vão e voltam parece um mercado de bairro, onde se encontra de tudo. Exatamente por esta razão é necessária uma obra constante de discernimento; para compreender o que é verdadeiramente do Senhor.”(Santa Marta, 9 de janeiro de 2014)

“A esperança é a mais humilde das três virtudes teologais, porque se esconde na vida. Contudo, ela nos transforma em profundidade.” (Santa Marta, 31 de outubro de 2013)

“Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação, é caminhar para a realização feliz de si mesmo.” (Encontro com os Voluntários da XXVIII JMJ, 28 de julho de 2013)

“Não tenhais medo do compromisso, do sacrifício, e não olheis para o futuro com temor; mantende viva a esperança: há sempre uma luz no horizonte.” (Audiência geral, 1º de maio de 2013)

“Esta é a beleza da Igreja: a presença de Jesus no meio de nós!” (Audiência geral, 16 de outubro de 2013)

“O homem precisa de conhecimento, precisa de verdade, porque sem ela não se mantém de pé, não caminha. Sem verdade, a fé não salva, não torna seguros os nossos passos.” (Lumen Fidei)

"Rezai por mim." (Twitter, 13 de março de 2014)



(Vídeo e texto têm a fonte  aqui)
 

Morreu D. José Policarpo




Patriarca emérito tinha 78 anos. Faleceu às 19h50 no Hospital do SAMS, em Lisboa, vítima de um aneurisma na aorta. O funeral realiza-se sexta-feira, às 16 horas na Sé Catedral.
Pensador e académico com vasta obra publicada, D. José Policarpo morreu esta quarta-feira aos 78 anos. Foi Cardeal Patriarca de Lisboa durante 15 anos.

O Patriarca D. Manuel Clemente diz que “mantém-se viva a feliz memória do seu trabalho e do muito que a Igreja de Lisboa e a Igreja em Portugal deve à sua generosidade e à sua lucidez, à sua grande bondade com que exerceu o seu Ministério.

As exéquias serão na próxima sexta-feira pelas 16 horas na Sé de Lisboa, seguindo depois para São Vicente de Fora, o panteão dos Patriarcas.


O sonho de ser o Padre da aldeia
D. José Policarpo cresceu no seio de uma família numerosa, com oito irmãos, e descobriu a vocação no dia em que foi crismado.
“A recordação mais antiga que tenho do desejo de ir para o seminário é o do dia do meu Crisma”, recordava D. José Policarpo numa entrevista concedida ao jornal “Voz da Verdade”, em Outubro de 2011.
Tinha como sonho ser o Padre da aldeia, mas a Igreja chamou-o sempre para outras funções.
Foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa a 26 de Maio de 1978, recebeu a Ordenação Episcopal a 29 de Junho do mesmo ano e, em Março de 1997, tornou-se arcebispo coadjutor do Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro, a quem sucedeu como Patriarca a 24 de Março de 1998.
Natural da pequena aldeia do Pego, na freguesia de Alvorninha, concelho das Caldas da Rainha, Policarpo cresceu no seio de “uma família cristã muito piedosa”, como o próprio refere, e acabaria por entrar para o seminário de Santarém.
Passou, depois, pelo seminário de Almada, um tempo que recorda com saudade e boa disposição: “Tive dois cargos no seminário de Almada. Um deles era ser o encarregado da loja onde a rapaziada comprava as coisas. Depois, fui encarregado do laboratório. Tinha a chave e ia para o laboratório sempre que quisesse! Uma vez, ia lá ficando, porque me pus a fazer uma experiência por minha conta e risco e apanhei um choque enorme”.
Formou-se em Filosofia e Teologia, no seminário maior do Cristo-Rei, dos Olivais, e passou por Roma e pela Pontifícia Universidade Gregoriana, antes de regressar a Portugal, para ocupar vários cargos na Universidade Católica, desde docente a director da Faculdade de Teologia e, até, a reitor da Universidade, tendo deixado o cargo em 1996.


"Temos de corrigir a rota" Enquanto Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo nunca deixou de ter um olhar crítico para com o país e a sociedade que o rodeava.
“Estamos num tempo em que isto já não vai lá com lutas sectoriais e soluções parciais”, afirmou em Dezembro de 2009. “Estamos num tempo em que o grande desafio é de correcção de rota em termos de civilização”, acrescentou.
A preocupação com as famílias e a justiça social também foi sempre uma constante. Na abertura de uma conferência episcopal em Fátima, em 2011, afirmou: “A solidariedade exige a equidade dos sacrifícios que se pedem, dos contributos que se esperam de cada pessoa ou de cada grupo social”.
Os problemas que a própria Igreja atravessou nos últimos anos, como os casos de pedofilia, também não foram indiferentes ao seu discurso e foram abordados com frontalidade.
Durante o seu mandato, a sociedade portuguesa passou por profundas transformações e, por várias ocasiões, Igreja e Patriarca opuseram-se às decisões políticas. São exemplos a liberalização do aborto e aprovação do casamento homossexual.


Momentos polémicos Foram vários os momentos polémicos de D. José Policarpo. Uma das suas declarações irritou, em particular, a comunidade muçulmana.
“Cautela com os amores. Pensem duas vezes antes de casar com um muçulmano. Pensem muito seriamente. É meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam”, afirmou em Janeiro de 2009, num debate ocorrido na Figueira da Foz.
Em Outubro de 2012, em pleno clima de contestação social no país, criticou os protestos, afirmando que não se resolve nada protestando nas ruas. “Estes problemas foram criados ao longo e muito tempo, por nós e por quem nos governou”, defendeu.

Dois Papas em 15 anos Enquanto Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo recebeu duas visitas papais. João Paulo II veio a Portugal no ano 2000 e, dez anos depois, foi a vez de Bento XVI.
Enquanto cardeal participou no conclave que elegeu Bento XVI, em 2005, e, em 2013, na eleição do Papa Francisco, que tinha sido feito cardeal por João Paulo II no mesmo consistório que D. José Policarpo (a 21 de Janeiro de 2001).
Durante o seu mandato, Lisboa acolheu também, em 2005, o Congresso Internacional para a Nova Evangelização, que levou milhares de pessoas às ruas da cidade. Uma oportunidade para debater os novos desafios lançados à Igreja, mas também o que é necessário mudar para que se adapte aos tempos actuais.
A vontade de estar perto das pessoas levou o Patriarcado de Lisboa a abrir-se às novas tecnologias e, em 2011, foi lançado um novo portal na Internet.
No mesmo ano, D. José Policarpo assinalou 50 anos de sacerdócio. Uma das várias iniciativas que marcou a data foi a publicação de um livro sobre os seus pensamentos. “Atraídos pelo infinito” conta com textos de D. Manuel Clemente, que agora lhe sucede como Patriarca de Lisboa.

Pedido de resignação Por essa altura, já o Cardeal Patriarca tinha apresentado a resignação ao Papa, por ter atingido o limite de idade de 75 anos. Fê-lo oficialmente numa carta dirigida a Bento XVI a 17 de Fevereiro, mas Bento XVI pediu-lhe que prolongasse o seu ministério “por mais dois anos”.
D. José Policarpo acabaria assim por ficar até à resignação do próprio Bento XVI – notícia que, confessou na altura aos microfones da Renascença, também o apanhou de surpresa.
Foi já depois da eleição do Papa Francisco que a sua resignação foi aceite, a 18 de Maio de 2013. O Papa nomeou para o cargo de patriarca D. Manuel Clemente, até à data bispo do Porto.
Terminada a missão como Patriarca de Lisboa, fica a memória de um dos vários convites à acção que fez durante o mandato. “Convido-vos a todos, a partir do nosso bairro, a sermos verdadeiramente cidadãos activos deste mundo novo que queremos construir”, afirmou na conferência “Portugal, o país que queremos ser”, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.
Fonte: aqui

quarta-feira, 12 de março de 2014

Carta a uma Geração Errada

Caros João Cravinho, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Ferro Rodrigues, Sevinate Pinto, Vitor Martins e demais subscritores do manifesto pela reestruturação da divida publica: Que tal deixarem para a geração seguinte a tarefa de resolver os problemas gravíssimos que vocês lhes deixaram? É que as vossas propostas já não resolvem, só agravam os problemas. Que tal darem lugar aos mais novos?
Vi, ouvi, li, e não queria acreditar. 70 das mais importantes personalidades do país, parte substancial da nossa elite, veio propor que se diga aos credores internacionais o seguinte:
– Desculpem lá qualquer coisinha mas nós não conseguimos pagar tudo o que vos devemos, não conseguimos sequer cumprir as condições que nós próprios assinámos, tanto em juros como em prazos de amortizações!
Permitam-me uma pergunta simples e direta: Vocês pensaram bem no momento e nas consequências da vossa proposta, feita a menos de dois meses do anúncio do modo de saída do programa de assistência internacional?
Imaginaram que, se os investidores internacionais levarem mesmo a sério a vossa proposta, poderão começar a duvidar da capacidade e da vontade de Portugal em honrar os seus compromissos e poderão voltar a exigir já nos próximos dias um prémio de risco muito mais elevado pela compra de nova dívida e pela posse das obrigações que já detêm?
Conseguem perceber que, na hipótese absurda de o Governo pedir agora uma reestruturação da nossa dívida, os juros no mercado secundário iriam aumentar imediatamente e deitar a perder mais de três anos de austeridade necessária e incontornável para recuperar a confiança dos investidores, obrigando, isso sim, a um novo programa de resgate e ainda a mais austeridade, precisamente aquilo que vocês dizem querer evitar?
Conseguem perceber que, mesmo na hipótese absurda de os credores oficiais internacionais FMI, BCE e Comissão Europeia aceitarem a proposta, só o fariam contra a aceitação de uma ainda mais dura condicionalidade, ainda mais austeridade?
Conseguem perceber que os credores externos, nomeadamente os alemães, iriam imediatamente responder – Porque é que não começam por vocês próprios?
Os vossos bancos não têm mais de 25 por cento da vossa dívida pública nos seus balanços, mais de 40 mil milhões de euros, e o vosso Fundo de Capitalização da Segurança Social não tem mais de 8 mil milhões de euros de obrigações do Tesouro? Peçam-lhes um perdão parcial de capital e de juros.
Conseguem perceber que, neste caso, os bancos portugueses ficariam à beira da falência e a Segurança Social ficaria descapitalizada?
Nenhum de vós, subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública, faria tal proposta se fosse Ministro das Finanças. E sobretudo não a faria neste delicadíssimo momento da vida financeira do país. Mesmo sendo uma proposta feita por cidadãos livres e independentes, pela sua projeção social poderá ter impacto externo e levar a uma degradação da perceção dos investidores, pela qual vos devemos responsabilizar desde já. Se isso acontecer, digo-vos que como cidadão contribuinte vou exigir publicamente que reparem o dano causado ao Estado.
Conseguem perceber porque é que o partido que pode ser Governo em breve, liderado por António José Seguro, reagiu dizendo apenas que se deve garantir uma gestão responsável da dívida pública e nunca falando de reestruturação?
Pergunto-vos também se não sabem que uma reestruturação de dívida pública não se pede, nunca se anuncia publicamente. Se é preciso fazer-se, faz-se. Discretamente, nos sóbrios gabinetes da alta finança internacional.
Aliás, vocês não sabem que Portugal já fez e continua a fazer uma reestruturação discreta da nossa dívida pública? Vitor Gaspar como ministro das Finanças e Maria Luis Albuquerque como Secretária de Estado do Tesouro negociaram com o BCE e a Comissão Europeia uma baixa das taxas de juro do dinheiro da assistência, de cerca de 5 por cento para 3,5 por cento. Negociaram a redistribuição das maturidades de 52 mil milhões de euros dos respetivos créditos para o período entre 2022 e 2035, quando os pagamentos estavam previstos para os anos entre 2015 e 2022, esse sim um calendário que era insustentável.
Ao mesmo tempo, juntamente com o IGCP dirigido por João Moreira Rato, negociaram com os credores privados Ofertas Públicas de Troca que consistem basicamente em convencê-los a receber o dinheiro mais tarde.
A isto chama-se um “light restructuring”, uma reestruturação suave e discreta da nossa dívida, que continua a ser feita mas nunca pode ser anunciada ao mundo como uma declaração de incapacidade de pagarmos as nossas responsabilidades.
Sabem que em consequência destas iniciativas, e sobretudo da correção dos défices do Estado, dos cortes de despesa pública, da correção das contas externas do país que já vai em quase 3 por cento do PIB, quase cinco mil milhões de euros de saldo positivo, os credores internacionais voltaram a acreditar em nós. De tal forma que os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário já estão abaixo dos 4,5 por cento.
Para os mais distraídos, este é o valor médio dos juros a pagar pela República desde que aderimos ao Euro em 1999. O valor factual já está abaixo. Basta consultar a série longa das Estatísticas do Banco de Portugal.
E sim, Eng. João Cravinho, é bom lembrar-lhe que a 1 de janeiro de 1999, a taxa das obrigações a 10 anos estava nos 3,9 por cento mas quando o seu Governo saiu, em Outubro desse ano, já estava nos 5,5 por cento, bem acima do valor atual.
É bom lembra-lhe que fazia parte de um Governo que decidiu a candidatura ao Euro 2004 com 10 estádios novos, quando a UEFA exigia só seis. E que decidiu lançar os ruinosos projetos de SCUT, sem custos para o utilizador, afinal tão caros para os contribuintes. O resultado aí está, a pesar na nossa dívida pública.
É bom lembrar aos subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública que muitos de vós participaram nos Conselhos de Ministros que aumentaram objetivamente a dívida pública direta e indireta.
Foram corresponsáveis pela passagem dos cheques da nossa desgraça atual. Negócios de Estado ruinosos, negócios com privados que afinal eram da responsabilidade do contribuinte. O resultado aí está, a pesar direta e indiretamente nos nossos bolsos.
Sim, todos sabemos que quem pôs o acelerador da dívida pública no máximo foi José Sócrates, Teixeira dos Santos, Costa Pina, Mário Lino, Paulo Campos, Maria de Lurdes Rodrigues com as suas escolas de luxo que foram uma festa para a arquitetura e agora queimam as nossas finanças.
Mas em geral, todos foram responsáveis pela maneira errada de fazer política, de fazer negócios sem mercado, de misturar política com negócios, de garantir rendas para alguns em prejuízo de todos.
Sabem perfeitamente que em todas as crises de finanças públicas a única saída foi o Estado parar de fazer nova dívida e começar a pagar a que tinha sido acumulada. A única saída foi a austeridade.
Com o vosso manifesto, o que pretendem? Voltar a fazer negócios de Estado como até aqui? Voltar a um modelo de gastos públicos ruinosos com o dinheiro dos outros?
Porque é que em vez de dizerem que a dívida é impagável, agravando ainda mais a vida financeira das gerações seguintes, não ajudam a resolver os gravíssimos problemas que a economia e o Estado enfrentam e que o Governo não tem coragem nem vontade de resolver ao contrário do que diz aos portugueses?
Porque é que não contribuem para que se faça uma reforma profunda do Estado, no qual se continuam a gastar recursos que não temos para produzir bens e serviços inúteis, ou para muitos departamentos públicos não produzirem nada e ainda por cima impedirem os empresários de investir com burocracias economicamente criminosas?
Porque não canalizam as vossas energias para ajudar a uma mudança profunda de uma economia que protege setores inteiros da verdadeira concorrência prejudicando as famílias, as PME, as empresas exportadoras e todos os que querem produzir para substituir importações em condições de igualdade com outros empresários europeus?
Porque não combatem as práticas de uma banca que cobra os spreads e as comissões mais caros da Europa?
Um setor elétrico que recebe demais para não produzir eletricidade na produção clássica e para produzir em regime especial altamente subsidiado à custa de todos nós?
Um setor das telecomunicações que, apesar de parcialmente concorrencial, ainda cobra 20, 30 e até 40 por cento acima da média europeia em certos pacotes de serviços?
Porque não ajudam a cortar a sério nas rendas das PPP e da Energia? Nos autênticos passadouros de dinheiros públicos que são as listas de subvenções do Estado e de isenções fiscais a tudo o que é Fundações e Associações, algumas bem duvidosas?
Acham que tudo está bem nestes setores? Ou será que alguns de vós beneficiam direta ou indiretamente com a velha maneira de fazer negócios em Portugal e não querem mudar de atitude?
Estará a vossa iniciativa relacionada com alguns cortes nas vossas generosas pensões?
Pois no meu caso eu já estou a pagar IRS a 45 por cento, mais uma sobretaxa de 3,5 por cento, mais 11 por cento de Segurança Social, o que eleva o meu contributo para 59,5 por cento nominais e não me estou a queixar.
Sabem, a minha reforma já foi mais cortada que a vossa. Quando comecei a trabalhar, tinha uma expectativa de receber a primeira pensão no valor de mais de 90 por cento do último salário. Agora tenho uma certeza: a minha primeira pensão vai ser de 55 por cento do último salário.
E não me estou a queixar, todos temos de contribuir.
Caros subscritores do Manifesto para a reestruturação da dívida pública, desculpem a franqueza: a vossa geração está errada. Não agravem ainda mais os problemas que deixaram para a geração seguinte. Façam um favor ao país – não criem mais problemas. Deixem os mais novos trabalhar.

terça-feira, 11 de março de 2014

Cerca de 34 mil idosos vivem sozinhos em todo o país

A GNR identificou cerca de 34 mil idosos a viverem sozinhos ou isolados em todo o país. Um aumento de quase 5800, relativamente ao ano anterior. Viseu continua a ser o distrito no topo desta lista.



Dois momentos estão a marcar a vida desta comunidade cristã durante estes dias: a adoração do Santíssimo Sacramento em cada povo da Paróquia e a visita aos doentes. Adoramos a Jesus Sacramentado e servimo-l'O na pessoa do irmão doente.


O sacerdote, acompanhado de pessoas do GASPTA, visita os doentes, que são mais de 40, sem contar os do Lar e da Unidade de Saúde. Levamos a presença amiga, uma prendinha do GASPTA, o gosto de estar com eles, de os ouvir e animar. Os que pretendem - e são quase todos - recebem o Sacramento da Reconciliação.


Digo com convicção que a cama de um doente é uma universidade. O que se ali se aprende! Não, não são só histórias de um passado que é o deles e o nosso. É muito mais. O sentido da vida. O que somos, donde viemos, para onde vamos...
Da cama ou da cadeira de um doente pende um espelho que reflete a sociedade no que tem de melhor e de pior. Tanta dedicação, carinho, desprendimento, altruísmo! Mas também tanto abandono, isolamento, indiferença, desprezo!
Em muitos doentes, sentimos a serenidade de uma cruz com a qual se aprende a viver e à qual se junta o perfume da fé que lhe dá outro sentido; noutros, a lamúria  ou grito sentido da vibração da alma perante a cruz que a indiferença, o desleixo e a ingratidão tornam asfixiante.
Um comum desabafo: a solidão. Um comum pedido: venham sempre.
Há um desabafo que um ou outro transmite que me provoca revolta. Quando falam da ingratidão e do desprezo dos filhos ou de alguns destes. Perante a aspereza dura e bruta do desprezo filial, o desabafo do velhinho aparece embrulhado em tufos de linho. Pois, é o coração paternal e maternal...

segunda-feira, 10 de março de 2014

A falta de médicos especialistas no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro


A falta de médicos especialistas no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, instalações desadequadas e equipas reduzidas nas unidades de saúde familiares foram lacunas apontadas pelos deputados que visitaram esta segunda-feira o distrito de Vila Real.
Os deputados da Comissão Parlamentar de Saúde visitaram os hospitais de Chaves e Vila Real, que integram o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) , bem como o centro de saúde n.º1 de Vila Real, onde estão instaladas duas unidades de saúde familiares (USF).
O objetivo, de acordo com o vice-presidente da comissão, o deputado social-democrata Couto dos Santos, era "verificar no terreno o que é a realidade".
O parlamentar fez questão de destacar o "excelente trabalho" prestado pelos profissionais de saúde. No entanto, reconheceu a existência de algumas lacunas a nível dos médicos especialistas neste centro hospitalar. "Uma coisa que notamos é que há necessidade de médicos especialistas nestas zonas do interior, está tudo localizado junto ao litoral". Esta é, segundo o responsável, a lacuna "que é mais notada junto dos cidadãos".
Por sua vez, o deputado do PCP Jorge Machado realçou a "excessiva concentração de serviços e valências em Vila Real" e a "grande dispersão territorial" dos quatro hospitais que integram o CHTMAD, desde Chaves, Vila Real, Peso da Régua a Lamego.
Cidades que, segundo o parlamentar, "não estão ligadas por uma rede de transportes públicos" e onde se introduziram portagens na principal via de ligação, a Autoestrada 24 (A24). "O Governo está meramente preocupado em poupar recursos e dinheiro e com isto não olha a meios", frisou.
Jorge Machado destacou facto de se tratar de um distrito envelhecido, de idosos com baixas reformas e onde as pessoas não possuem meios para se deslocarem entre as unidades de saúde. "Está-se a afastar as pessoas do serviço nacional de saúde", afirmou o deputado.
Em representação do PS, Luísa Salgueiro defendeu a necessidade de se conhecer os "problemas numa lógica de proximidade". Nesse sentido, após a visita, realçou o problema de pessoal e de instalações desadequadas ao nível do funcionamento das USF no centro de saúde n.º 1 de Vila Real.
"Mais uma vez o problema é de pessoal, de equipas que foram constituídas e que neste momento já estão desfalcadas. Os médicos estão a aposentar-se e não há renovação e há uma maior dificuldade em responder às necessidades das populações", salientou.
Quanto às instalações, prevê-se que uma das USF vá ocupar um edifício inacabado, que vai ser cedido pelo município à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte).
A deputada disse ainda que outra dificuldade relatada no decorrer da visita foi a "falta de articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares".
"Não há uma referenciação correta e o que se verifica é que, por exemplo no hospital de Chaves, existem muitas situações de doentes que se deslocam ao hospitalar porque os centros de saúde ou unidades de saúde familiares não dão a resposta devida e há, por isso, um acréscimo de serviço desnecessário", explicou.
Os deputados da Comissão de Saúde prosseguem na terça-feira esta viagem a Trás-os-Montes, com visitas a unidades de saúde do distrito de Vila Real.
Fonte: aqui

domingo, 9 de março de 2014

Sagrado Lausperene e visita aos doentes preenchem estes dias




Desde a última quinta-feira até ao próximo sábado, a Paróquia de S. Pedro de Tarouca está em Lausperene. Depois de Cravaz, Valverde, Tarouca e Castanheiro, Teixelo, seguem-se Senhora das Necessidades, Arguedeira, Esporões, Gondomar e Lar da Santa Casa.
Ao mesmo tempo, na semana que hoje se inicia, tem lugar a visita aos doentes da Paróquia. São cerca de 40 os doentes a visitar, sem contar os do Lar!
E para a semana ser mais completa, terá lugar no sábado, no Auditório Municipal, a festa da catequese.
No domingo, na Missa das 11 horas, será a celebração das Bodas de Ouro e de Prata dos casais que as comemoram durante 2014.
É uma semana tensa e intensa.
Se é sempre uma experiência indescritível poder estar junto de Jesus Sacramentado e com Ele experimentar uma vivência individual e comunitária da fé, também é muito enriquecedor estar com os irmãos doentes. A cama de um doente é uma universidade onde se pode sempre aprender.
Senhor, que este tempo quaresmal ajude a comunidade a caminhar para ti, único libertador do homem, e que nos aproxime uns dos outros, pois à fé cristã é essencial a dinâmica da caridade.

sábado, 8 de março de 2014

Consegue identificar?





Foto: Valverde 

Capela de Santa Tecla





Foto

Um livro de D. António Couto



"Além de fornecer as chaves fundamentais que ajudam a uma melhor compreensão do Evangelho segundo Mateus, esta introdução também apresenta, no seu contexto, muitos textos, o que pode facilitar o estudo e a leitura. O texto do Evangelho é, como se sabe, sempre a filigrana ou a pedra preciosa que há que encontrar. As palavras desta breve introdução querem prestar apenas o humilde serviço de ajudar a encontrar a filigrana."

Parabéns, mulher!


sexta-feira, 7 de março de 2014

Venda de carros de luxo aumentou 50%




Nos automóveis ligeiros de passageiros, que não são de luxo, o comércio disparou quase 40% nos primeiros dois meses do ano





Veja aqui


Sinais de saída da crise?
Se podem existir sinais de retoma, estes refletem-se tanto nos ricos como nos pobres. É claro que os ricos os sentem primeiro e mais exuberantemente.
No plano social, os carros de luxo fazem reverter muito mais impostos para o Estado do que os utilitários, como aliás já referi num post que aqui coloquei. Ora de impostos é que o Estado precisa para custear o ensino, a saúde, as reformas, a segurança e ir pagando a tremenda dívida que temos sobre as costas.
E no plano pessoal? Será que os portugueses não aprendem com a crise? Voltamos ao despesismo que sempre traz ruína?  Para muitos portugueses, o automóvel vai além do utilitário para se situar no "status". Ter uma 'bomba' significa, para muitos, prestígio social, dar nas vistas, chamar a atenção, colocar-se acima dos demais.
Infelizmente somos uma sociedade cheia de tiques sociais, vivendo mais para o parecer do que para o ser. O carro caro e o telemóvel da última geração estão em primeiro lugar. Antes da educação dos filhos, do cuidado com o futuro, da casa, do investimento rentável, da cultura... Para muitos, poupar cheira a "fascismo" e, portanto, há que gastar, mesmo o que se não tem...
E é esta cultura de despesismo e de exibicionismo que se transmite aos mais novos. Gente que está a começar a vida, mas para quem a primeira preocupação é conseguir uma 'bruta máquina para as mãos'. Conseguir casa? Preocupação com o futuro? Investir? Que é isso!? O que está mesmo a dar é gozar a vida... Mesmo com consequências trágicas, como as que diariamente nos chegam pela comunicação social.

quinta-feira, 6 de março de 2014

13 motivos para não se confessar nesta Quaresma

Será que você também usa algum deles
como pretexto para não se reconciliar com Deus?

Quem é o padre para perdoar os pecados?
Só Deus pode perdoar os pecados. Mas sabemos que o Senhor deu este poder aos Apóstolos (João 20, 23). Aliás, este argumento era visto no Evangelho, quando os fariseus, indignados, viam Jesus perdoando os pecados (cf. Mateus 9, 1-8).

Eu confesso-me  diretamente a Deus, sem intermediários

Interessante, mas... como você vai saber que Deus aceita seu arrependimento e o perdoa? Você por acaso escuta alguma voz celestial que lhe confirma isso? E como você sabe se está em condição de ser perdoado?

A coisa não é tão simples assim. Uma pessoa que rouba um banco e se nega a devolver o dinheiro, por mais que se confesse diretamente a Deus ou a um padre, se não tiver a intenção de reparar o dano causado (neste caso, devolver o dinheiro), não pode ser perdoada, porque ela mesma não quer  "desfazer-se" do pecado.

Por outro lado, este argumento não  é novo: há cerca de 1.600 anos, Santo Agostinho respondia a quem argumentava da mesma forma: "Ninguém pense: eu ajo privadamente, diante de Deus... Não foi por acaso que o Senhor disse: 'O que atardes na terra será atado no céu'. Será que as chaves do Reino dos Céus foram dadas à Igreja sem necessidade? Ao proceder assim, frustramos o Evangelho de Deus, tornamos a palavra de Cristo inútil".

Por que devo dizer os meus pecados a um homem como eu?

Porque esse homem não é uma pessoa qualquer: ele tem um poder especial para perdoar os pecados (o sacramento da Ordem). Este é o motivo pelo qual você precisa recorrer a ele.

Mas por que dizer meus pecados a alguém que é tão pecador como eu?

O problema não radica na "quantidade" de pecados: não interessa se o padre é menos, igual ou mais pecador que você; você não vai se confessar porque o padre é santo e imaculado, mas porque ele pode  dar-lhe a absolvição, um poder conferido a ele pelo sacramento da Ordem, e não pela sua bondade. É muita sorte (na realidade, uma disposição da sabedoria divina) que o poder de perdoar os pecados não dependa da qualidade pessoal do sacerdote, algo que seria terrível, pois nunca saberíamos quem seria suficientemente santo para perdoar. Além disso, o fato de o padre ser um ser humano e, como tal, cometer pecados, facilita a confissão, porque ele já experimentou na própria carne o que significa ser fraco e, por isso, pode compreendê-lo melhor.

Tenho vergonha

É lógico, mas é preciso superá-la. Isso é fato: quanto mais lhe custar contar algo, maior será a paz interior que você experimentará depois de dizê-lo. E isso custa precisamente porque você se confessa pouco; se o fizer com mais frequência, verá como essa vergonha será superada.

De qualquer maneira, não ache que você é tão original assim... O que você vai dizer ao padre já foi ouvido milhares de vezes por ele. A essa altura, é difícil acreditar que você possa inventar pecados, não acha? Finalmente, não se esqueça de que "o Diabo tira a vergonha na hora de pecar e a devolve em dobro na hora de pedir perdão". Não caia na sua armadilha.

Sempre digo as mesmas coisas ao padre

Isso não é um problema. É preciso confessar os pecados que a pessoa cometeu, e é bastante lógico que nossos defeitos sejam sempre mais ou menos os mesmos. Seria bem estranho ficar mudando de defeitos o tempo todo; além disso, quando você toma banho ou lava roupa, não espera que apareçam manchas novas, nunca vistas antes, porque a sujeira é mais ou menos sempre do mesmo tipo. Para desejar estar limpo, basta querer remover a sujeira...

A confissão não serve para nada, porque continuo a cometer os pecados que confesso

O desânimo pode  fazê-lo pensar: "Dá na mesma me confessar ou não, porque não muda nada depois da confissão". Mas isso não é verdade. O fato de uma pessoa se sujar não a faz concluir que é inútil tomar banho. E quem toma banho todos os dias também se suja todos os dias. Mas, graças ao fato de tomar banho diariamente, a pessoa não vai acumulando sujeira e se mantém limpa. Acontece o mesmo com a confissão: quando há luta, ainda que a pessoa caia, o fato de se ir  livrando do peso dos pecados a torna melhor. É melhor pedir perdão que não pedir. Pedir perdão nos torna melhores.

Sei que voltarei a pecar, então acho que não estou arrependido

Depende. A única coisa que Deus me pede é que esteja arrependido do pecado cometido e que agora, neste momento, esteja disposto a lutar por não voltar a cometê-lo. Ninguém nos pede para penhorar um futuro que ignoramos. O que vai acontecer daqui a 15 dias? Não sabemos. O que o Senhor lhe pede é que tenha uma decisão sincera, verdadeira, agora, de rejeitar o pecado. É preciso deixar o futuro nas mãos de Deus.

E se o padre pensar mal de mim?

O padre está aí para perdoar. Se ele pensar mal, isso é um problema dele, do qual teria de se confessar. No entanto, o sacerdote tende a pensar bem de você: valorizar sua fé (sabendo que, se você está aí contando seus pecados, não é por ele, mas porque você acredita que ele representa Deus), sua sinceridade, sua vontade de melhorar etc.

Suponho que você já percebeu que sentar-se para ouvir pecados gratuitamente (sem ganhar um centavo por isso), durante horas, se não fosse por amor às almas, não seria feito. Então, se o padre dedica um tempo a você e o ouve com atenção, é porque ele o quer ajudar e porque você é importante para ele. Ainda que ele não conheça você, ele o valoriza o suficiente para querer ajudá-lo a chegar ao céu.

E se o padre contar meus pecados para alguém?

Não se preocupe com isso. A Igreja cuida tanto deste assunto, que aplica a maior penalidade que existe no Direito Canônico – a excomunhão – ao sacerdote que se atrever a dizer qualquer coisa de que teve conhecimento por meio da confissão. De fato, existem mártires do sigilo sacerdotal: padres que morreram por não revelar o conteúdo da confissão.

Tenho preguiça de me confessar

Esta preguiça pode ser real, mas não é realmente um obstáculo para a confissão, já que é bem simples de ser superada. É como se a pessoa dissesse que não toma banho há um ano porque está com preguiça...

Não tenho tempo

É difícil de acreditar que, nos últimos meses, você não tenha tido 10 minutos disponíveis para se confessar. E se comparássemos isso, por exemplo, com a quantidade de horas que você dedicou à televisão nesse tempo?

Não consigo achar um padre

Os padres não são uma raça em extinção, há milhares deles por aí. Em último caso, na lista telefônica está o número da sua paróquia; se você não sabe o nome, pode procurar pela diocese ou região. Além disso, praticamente todas as paróquias e dioceses têm sites, basta procurar. Assim, em poucos minutos, você encontrará um sacerdote para ouvir sua confissão, e inclusive para agendar um horário que seja melhor para você.
Fonte: aqui

quarta-feira, 5 de março de 2014

Vencer o abismo entre as convicções dos cristãos e a Igreja


A conferência introdutória do cardeal Walter Kasper
no último Consistório  já não está fechada a sete chaves.

 
A intervenção pode ser lida aqui na íntegra (ou aqui, num resumo dos seus pontos essenciais). Nela, Walter Kasper considerou que o ensino da Igreja aparece hoje, para muitos cristãos, como  “distante da realidade e da vida”. E citou a exortação Evangelii gaudium, do Papa Francisco: “A família atravessa uma crise cultural profunda, como todas as comunidades e vínculos sociais. No caso da família, a fragilidade dos vínculos reveste-se de especial gravidade, porque se trata da célula básica da sociedade.” (EG 66).

O cardeal alemão acrescentou que muitas famílias se confrontam hoje com “grandes dificuldades”, referindo especificamente situações como a “migração, fuga e afastamento”, as “condições de miséria indignas do homem”, o “individualismo e o consumismo”, as “condições económicas e de trabalho”. Para concluir: “O número daqueles que têm medo de fundar uma família ou que fracassam na realização do seu projeto de vida aumentou de modo dramático, como também o das crianças que não têm a sorte de crescer em uma família ordenada.”, tal como há um “rápido crescimento das famílias desagregadas, [que] parece ser uma tragédia ainda maior”. E por isso a Igreja “é desafiada por essa situação”, disse.

Além do elogio que fez à intervenção do cardeal Kasper, o Papa falou do tema de novo, na sua homilia da missa matinal na Casa de Santa Marta. Falando do casamento e da sua beleza, Francisco disse que “o amor muitas vezes fracassa” e apelou a que os cristãos sejam capazes de “sentir a dor deste fracasso” e de “acompanhar as pessoas que sofreram este fracasso do próprio amor.”. E apelou: “Não condenem! Caminhem com eles.”

Paulo Fonseca já não é treinador do FC Porto

Paulo Fonseca (foto ASF)
Paulo Fonseca

Em comunicado enviado esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a administração da SAD azul e branca informa que, «em reunião havida esta manhã acordou com o treinador da sua equipa principal de futebol, Senhor Paulo Fonseca, a cessação das suas funções».
Comunica-se, ainda, que o cargo vai ser assumido, interinamente, por Luís Castro, treinador da equipa B dos dragões.



Luís Castro: um homem da casa, mas não só
Luís Castro

Com Paulo Fonseca saem também os adjuntos Nuno Campos e Pedro Moreira. Paulinho Santos e Wil Coort mantêm-se na equipa técnica agora liderada por Luís Castro.
Paulo Fonseca deixa o FC Porto no terceiro lugar da Liga, com 43 pontos somados, atrás de Benfica (52) e Sporting (47).
O treinador, que esta quarta-feira completa 41 anos de idade, conduziu ainda os azuis e brancos às meias-finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga, tendo igualmente garantido o acesso aos oitavos de final da Liga Europa.
Fonte: aqui


Fim da linha
Diz a comunicação social que Paulo Fonseca pedira, em três momentos distintos da época, a demissão. O presidente Pinto da Costa, ao longo dos anos, revelou aversão a 'chicotadas psicológicas' que só aconteceram em seis vezes ao longo dos seus 32 anos de presidência. Mas a situação chegara ao limite e não havia alternativa. O presidente prolongou, até mais não poder, a manutenção do técnico.
Só que  o ambiente, para os lados do Dragão, estava irrespirável. Uma equipa em campo sem rei nem roque; uma massa adepta desfasada da equipa,  afastada do estádio e com manifestações regulares de descontentamento; um futebol pobre, sem fio de jogo,  sem garra 'à Porto', previsível, inconsistente, muito vulnerável; jogadores sem força psicológica para reverter resultados, que se iam 'abaixo' face às contrariedades em campo; erros defensivos sistemáticos, quando o Porto tem dos melhores defesas;  resultados desportivos e financeiros que deixam demasiado a desejar...
Algo tinha que ser feito! Na minha opinião, tarde demais.
Uma equipa que chegou a ter 5 pontos de avanço sobre o mais direito competidor, está, neste momento, a 9 pontos do líder!!! Muito estranho. Só nos tempos antes de Pinto da Costa se verificavam tais situações.
Não está em causa a pessoa de Paulo Fonseca nem as suas qualidades técnicas. Só que no Porto não deu. Ponto final.

A culpa não pode morrer solteira
Há muitos comentadores desportivos que falam de "fim de ciclo". Tudo pode acontecer, mas pessoalmente não acredito. Pinto da Costa e a direção vão dar a volta por cima, tal como noutras crises.
Apesar da idade e de possíveis problemas de saúde, não vejo Pinto da Costa a sair pelas 'portas do fundo'. Quererá abandonar o FCP quando o clube estiver bem por cima.
O hábito de ganhar pode descambar nalguma molenguice. Desde Vilas Boas que a situação era periclitante. E os dois últimos campeonatos ganhos, sem tirar mérito ao Porto, deveram-se muito a fracassos do Benfica. Além disto, nestas três últimas épocas, as prestações europeias dos Dragões foram fraquíssimas.
Então a culpa parece ir direitinha para a SAD e a famosa estrutura portista, que, nestes anos não foi assim tão famosa...
Pinto da Costa, a quem o Clube tanto deve, encaixará certamente as suas maiores responsabilidades pela crise e saberá tirar dela as consequências que se impõem, tanto no que se refere ao funcionamento da SAD, como no que diz respeito à eficácia da estrutura. Sem esquecer que precisa de ser reavaliado o projeto Futebol Clube do Porto, adaptando-o às circunstâncias atuais. Há que ser exigente quanto ao aproveitamento da formação do clube, recrutamento de treinadores e de jogadores, pois nem tudo o que luz é ouro.
Força, FCP!

terça-feira, 4 de março de 2014

COMEÇA AMANHÃ A QUARESMA




1. Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma:
"Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza" (cf. 2 Cor 8, 9)
AQUI


2. Mensagem do Bispo de Lamego para a Quaresma:
"IDE ATÉ AO CORAÇÃO DE DEUS E DOS IRMÃOS"
AQUI


3. Quarta-feira de Cinzas:
Que significado?
AQUI


4. Jejum e abstinência:
Quem? Quando? O quê? Como?
AQUI

Quando haverá liberdade na Ucrânia?

O verdadeiro motivo da luta: liberdade e dignidade


Nos últimos meses temos acompanhado as manifestações e conflitos que acontecem na Ucrânia, na cidade de Kiev. A praça central, Maidan, passou a ser conhecida mundialmente, já que se tornou palco principal dos conflitos. Aleteia entrevistou Padre Michajlo Dymyd, sacerdote grego-católico de Leopoli, que permaneceu na praça com o povo ucraniano e passou a ser chamado: “capelão da liberdade. O papel da Europa é fundamental.

Tenho consciência de que existirá muito trabalho a se fazer para voltar a normalidade, sobretudo no aspecto cultural e de mentalidade. Por isso, creio que somente quando o último monumento de Vladimir Lenin (revolucionário e chefe de Estado russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa, líder do Partido Comunista), for destruído, o nosso povo começará a ser concebido em plena liberdade.


Qual responsabilidade tem agora a Igreja no seu país? 

É necessário que eduque seus filhos a liberdade.

Santo Agostinho dizia “o meu coração não terá paz até encontrar o Senhor”. A Igreja precisa falar do sentido verdadeiro da liberdade: poder fazer o bem. Se eu faço o bem, sou livre. Se não quero fazer o bem, não sou livre. E quando pode haver liberdade? Quando você está em contato com seu Criador, porque liberdade é andar em direção ao Criador, porque fomos destinados a Ele. Cada um deve se questionar: Sou livre? O que fiz ao próximo? Estou em relação com o Criador? Esta é a liberdade que a Igreja deve educar. Praça Maidan”.

Padre Dymyd, o senhor pode nos contar sobre estes últimos dias de revolta?

Após o banho de sangue de alguns dias atrás, agora as pessoas estão tentando se reencontrar.

Aquilo que se pode ver hoje na praça são centenas de milhares de homens e mulheres que têm nos olhos a tristeza, mas também tantas perguntas sobre o futuro. Existem pessoas que trazem flores em memória daqueles que morreram, os jovens que morreram pela liberdade da Ucrânia são chamados de “pelotão celeste”, porque as pessoas verdadeiramente acreditam no sacrifício deles, não apenas humano, mas também como sacrifício aceito pelo Senhor.

Por que perante a lei foi importante permanecer na praça todos os dias? Qual foi sua experiência em meio as manifestações?

Eu fui ali antes de tudo para rezar e para sustentar as pessoas. Ajudo eles a terem em mente o verdadeiro motivo da luta: a liberdade e a dignidade. E como se pode alcançar isto? Com meios diferentes do Evangelho? Não! Amar o próximo, também o bandido.

A coisa mais bonita foi a oração. Quando um rezava, todos rezavam na praça, e isto não perturbava ninguém. Um ateu podia também estar na praça e não era perturbado pela oração do sacerdote. Todos participavam, cada um do seu modo. Era claro que o Espírito agia nas pessoas, porque todos entendiam a oração um do outro, mesmo se dita em maneira incompreensível e com gestos normalmente não aceitos.

Uma coisa bonita também foi o fato de ter sido bem quisto pelas pessoas. Tiveram aqueles que me disseram: “sem vocês sacerdotes, não existiria vitória”. Ou seja, eu estava ali como embaixador do Senhor, também porque podia batizar, crismar, casar, rezar sobre os defuntos, absolver os pecados dos que estavam à beira da morte e visitar os doentes. A praça é o lugar ideal para uma pastoral intensa.

O presidente Yanukovych foi eleito democraticamente e agora foi afastado. Este ato é realmente útil para o bem do país? Não se corre o risco de criar um vazio no poder e uma consequente anarquia?

Eu penso que Yanukovych foi eleito democraticamente, mas através das fraudes eleitorais, porque é muito estranho o fato de ter recebido tantos votos. Penso que seja correto compará-lo a Hitler. Também ele foi eleito, era chanceler da Alemanha naquele tempo e depois sabemos como tudo acabou.

O problema do vácuo no poder está quase resolvido porque o parlamento já fixou a eleição presidencial. Daqui a alguns meses existirá um novo presidente eleito democraticamente.

Alguns sustentam que o novo governo “revolucionário” da Ucrânia está nas mãos dos fascistas e neonazistas. É real este rumor?

O povo ucraniano está pacificado e não fará nenhum extremismo. Mas é preciso esclarecer o conceito de nacionalismo. Aqui na Ucrânia o patriotismo é chamado nacionalismo, ou seja, o nacionalista não é extremista, mas quer apenas o bem da sua pátria e não o mal da pátria dos outros. A Ucrânia é um Estado jovem, tem 22 anos e tem perto de si a Polônia, que aceita e ajuda a proclamação do Estado ucraniano, mas infelizmente existem nações como a Rússia que procuram opor-se à independência.

Como o senhor imagina o futuro desta nação?

Um povo escravo precisa de muitas gerações para sair desta condição.

Existe agora um grande desafio para os intelectuais, as mídias, as instituições, as Igrejas: ajudar cada ucraniano a ser livre, a aprender a conhecer a  liberdade. O papel da Europa é fundamental.

Tenho consciência de que existirá muito trabalho a se fazer para voltar a normalidade, sobretudo no aspecto cultural e de mentalidade. Por isso, creio que somente quando o último monumento de Vladimir Lenin (revolucionário e chefe de Estado russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa, líder do Partido Comunista), for destruído, o nosso povo começará a ser concebido em plena liberdade.


Qual responsabilidade tem agora a Igreja no seu país? 

É necessário que eduque seus filhos a liberdade.

Santo Agostinho dizia “o meu coração não terá paz até encontrar o Senhor”. A Igreja precisa falar do sentido verdadeiro da liberdade: poder fazer o bem. Se eu faço o bem, sou livre. Se não quero fazer o bem, não sou livre. E quando pode haver liberdade? Quando você está em contato com seu Criador, porque liberdade é andar em direção ao Criador, porque fomos destinados a Ele. Cada um deve se questionar: Sou livre? O que fiz ao próximo? Estou em relação com o Criador? Esta é a liberdade que a Igreja deve educar.
Fonte: aqui

segunda-feira, 3 de março de 2014

É Carnaval, ninguém leva a mal


Não há povo que não comemore o Carnaval.
De uma maneira simples, com pequenas brincadeiras, desfiles, fogueiras, certas comidas ligadas à época, alguns desmandos nas bebidas ...
De uma forma mais grandiosa como em Ovar, Torres Novas, etc.
Entre nós merece especial referência o Carnaval de Lazarim que atrai àquela terra muitos forasteiros. Sem dúvida dos mais genuínos carnavais portugueses, mantendo bem vivas tradições ancestrais que perduraram ao longo dos tempos. Máscaras carrancudas de madeira, esculpidas por artesãos da aldeia, são nesta época festiva utilizadas por jovens de ambos os sexos - os caretos e as senhorinhas.
Nesta Paróquia, além das fogueiras em várias povoações, merece menção o Desfile de Carnaval de Tarouca e Argueira. O "salpicão da língua", o cozido à portuguesa e as fêveras...
No mundo, o famosa Carnaval brasileiro centra as atenções.


Brincar é bom. E quando as brincadeiras recorrem à inteligência e à criatividade, ainda melhor.
Desde que as brincadeiras respeitem a dignidade da pessoa humana, tudo bem.

Vídeo e fotos dos desfiles de Carnaval (Tarouca e Arguedeira)


 
Carlos Silva, in facebook









domingo, 2 de março de 2014

Recriação histórica: 500 anos do Foral de Tarouca

Vídeo de Gonçalves Vingadas, in facebook

Neste domingo, 2 de março. Uma bela recreação  da entrega da Carta de Foral a Tarouca por D. Manuel I, há 500 anos.
A Carta de Foral de Tarouca foi atribuída em 27 de fevereiro de 1514.
 Para evocar o espírito histórico e retratar o quão, à época, era importante a atribuição de tal privilégio,  o Município de Tarouca promoveun uma recriação histórica na nossa zona antiga de Tarouca, mais concretamente junto à Igreja Matriz, nas Praças do Ultramar e 25 de Abril.
As muitas pessoas presentes poderam  recuar até 1514 e vivenciar vários episódios da época, enquadrados  na moldura de um mercado quinhentista, onde foram envolvidos, numa abordagem interativa, a população e os visitantes. Pelo recinto, que serviu de cenário, foram colocados elementos decorativos e de ambientação, com animadores de rua e encenação da atribuição do foral.
Parabéns à organização pela participação, pelo empenho em dar mais vida cultural à nossa terra. 
Foi uma belíssima tarde passada nestas terras de TAROUCA.

 

 




 










 

sábado, 1 de março de 2014

Rússia envia tropas para a Ucrânia

Receio de guerra aberta

Veja aqui