quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"Venham mais vezes, por favor!"



 Dia Mundial do Doente.
Os ministros extarordinários da comunhão percorreram a paróquia, levando o Senhor aos doentes. Também eu e o P.e Adriano saímos para visitar alguns doentes.
O mesmo queixume de sempre, o mesmo desabafo, a mesma frustração. Passam muito tempo sozinhos. Há pouca gente a vistá-los. Abandonados pela saúde, abandonados pelas pessoas. Por isso, o pedido: "Venham mais vezes, por favor!"

A vida parece aquilo que NUNCA deveria ser: descartável.
Vejamos:
- Entre 2008 e 2012, lê-se no Diário de Notícias (DN), realizaram-se em Portugal 97.996 interrupções voluntárias da gravidez, grande maioria delas por vontade da mulher.
-  Nos últimos 5 anos, em Portugal 176 mulheres foram vítimas de violência doméstica até à morte.
-  A Polícia Judiciária registou nos primeiro semestre de 2012, cento e seis homicídios. De acordo com o Diário de Notícias e com base em dados do secretário-geral de Segurança Interna, a cada três dias, é cometido um homicídio no nosso país.
- O Relatório "Portugal Saúde Mental em Números" revela que em 2011 suicidaram-se 951 pessoas, sendo entre os idosos com mais de 70 anos que se verifica maior incidência, com uma taxa de mortalidade (nesse ano) de 21,4 por 100 mil habitantes.

Poderíamos continuar à procura, através dos meios de comunicação socia, de outros atropelos à vida. Penso que estes já dão que pensar...

Se acrescentarmos  que:
-  Os números revelados pelo Eurostat  apontam para a existência de 2,6 milhões de portugueses em risco de pobreza ou de exclusão social;
- Os hospitais públicos estão a abarrotar de doentes e que há imensos casos de pessoas com tempos infindos de espera por uma intervenção cirúrgica ;
- Cerca de 400 mil idosos vivem sós e outros 804 mil vivem em companhia exclusiva de outros idosos.
- Muitas famílias, ou por falta de condições (casa, trabalho, etc) ou por falta de vontade, enviam os pais para os lares,
então compreenderemos como é hoje difícil ser idoso em Portugal.  Reformas baixíssimas, custos médicos elevados, internamentos caros  nos lares, abandono e desaparecimento dos familiares...
Quem vai aos lares, ouve muitas vezes desabafos como este: "Aqui não me falta nada. Só me faltam os meus filhos e os meus netos... Preferia ter piores condições e viver ao pé deles!"

Uma visita aos doentes vale uma caixa de comprimidos.
Visitemos os doentes, levando um coração que escuta e acolhe, uma palavra e um gesto que confortam, uma presença que retempera.
Afinal a cama de um doente é uma universidade onde muito se aprende...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"ESTÁ LINDA, A NOSSA SERRA!"















(Vídeo de Gonçalo Melo, in facebook)

Hoje, ao fim da tarde, a nossa Serra estava assim...
De manhã, nevou cá baixo, mas a neve desapareceu logo.
Quem olhasse a Serra a partir da Capela da Senhora das Necessidades, como eu tive ocasião de fazer, não podia deixar de estar em sintonia com a exclamação de uma pessoa que também se encontrava no referido templo: "Está linda, a nossa Serra!"

Não podemos dormir tranquilos

No dia 17 de agosto o Papa Francisco postou em sua conta  no twitter a frase: “Não podemos dormir tranquilos enquanto houver crianças que morrem de fome e idosos que não têm assistência médica.”



Leia aqui

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sondagem aos católicos dos 5 continentes sobre alguns dos temas que mais preocupam a Igreja

Uma reveladora sondagem realizada pela Univision, a maior cadeia de televisão dos Estados Unidos, concluiu que a maioria dos católicos do mundo não está de acordo com algumas doutrinas da Igreja, como o aborto, o uso de anticoncetivos e a proibição da comunhão para os divorciados recasados.


A sondagem foi realizada entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, a 12.038 fiéis de 12 países maioritariamente católicos dos cinco continentes, e com uma margem de erro de 0,9 por cento.


Veja AQUI os resultados da sondagem.
(Basta carregar com o rato em cada quadradinho para ver o que pensa cada país sobre as diversas questões levantadas.)


RECASADOS
Proibição da comunhão aos recasados. Na  Europa é onde mais desaprovam esta medida (75 por cento), seguida da América Latina (67 por cento).


ABORTO
57 por cento respondeu que deveria permitir-se só  nalguns casos, como quando a vida da mãe ou da criança estejam em perigo;  8 por cento crê que se deve permitir sempre e  33 por cento expressou que não deve ser válido nunca.


ANTICONCETIVOS
Sobre o uso dos anticoncetivos,  a imensa maioria (78 por cento) expressou estar de acordo com o uso deles. Só 19 por cento disse estar contra  estes métodos de planificação. Inclusive, entre aqueles que participam com frequência na vida da Igreja, a percentagem dos que estão de acordo é  maioritária (72 por cento). E nove de cada dez daqueles que vão com pouca frequência também os aprovam.


CASAMENTO DOS PADRES
Também se  perguntou aos fiéis se achavam que los sacerdotes católicos deveriam casar-se. E cinco em  cada dez concordaram com o casamento dos padres.  47 por cento estevo em descordo e  3 por cento não respondeu. Encontram-se na Europa os que mais estão de acordo com o casamento dos padres (70 por cento); na América Latina são 53 por cento.


ORDENAÇÃO DE MULHERES
51 por cento respondeu que elas também deveriam ser ordenadas.  45 por cento afastou a figura de mulheres padres dentro do catolicismo e 4 por cento não respondeu.
Na Europa é onde mais querem ver as mulheres padres (64 por cento), seguida pela América do Norte (59 por cento) e pela América Latina (49 por cento).


CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO
A sondagem da Univisión também perguntou se se estava a favor ou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.  Neste ponto, os fiéis católicos foram maioritariamente opositores (66 por ciento). Só  30 por cento se expresou a favor das uniões gays. Os africanos são  quem mais se opõe (99 por cento), seguidos dos asiáticos (84 por cento). No caso dos latino-americanos,  57 por cento afastou o chamado ‘casamento gay’. Nos Estados Unidos é onde mais os aprovam (54 por cento). Os consultados de estratos mais baixos (7 em cada 10) são quem mais  recusam estas uniões.


ACEITAÇÃO DE FRANCISCO

Outra das perguntas desta sondagem foi sobre a gestão do papa Francisco durante os primeiros dez meses do seu pontificado.  41 por cento catalogou-a como ‘excelente’, enquanto 46 por cento disse que era ‘boa’. Cinco por cento disse que era ‘medíocre’, e el um por cento, que era má.
A popularidade do papa argentino é comum em todo o mundo, mas maioritária na Europa (90 por cento), seguida pela América do Norte (89 por cento), América Latina (88 por cento), África (85 por cento) e Asia-Pacífico (82 por cento).
Fonte: aqui


À LAIA DE CONCLUSÃO
1. A doutrina da Igreja tem mais adesão (cito por ordem decrescente) na África, na Ásia, Na América Latina, na América do Norte e na Europa.


2. É na Europa, onde a contestação à doutrina da Igreja é maior, que o Papa Francisco goza de mais popularidade. Sintomático...


3. Impressiona-me, nesta sondagem, a percentagem de pessoas a favor do aborto. A vida é - e só pode ser - uma questão inegociável. Se for preciso ir até à cruz para defender a vida, a Igreja tem que ir. Apesar de todas as sondagens e contestações. A vida humana é sagrada desde a sua conceção até à morte natural. Na fidelidade ao Evangelho da Vida, a Igreja não pode recuar e não recuará.
Entre a fidelidade à boa notícia do Evangelho e o 'socialmente correto' de cada época, a Igreja faz a sua opção. Clara, frontal, libertadora, amorosa: o Evangelho.


4. Pelo que ouço constantemente no contacto com as pessoas, esperaria muito mais opiniões favoráveis ao casamento dos padres. Penso que muitos católicos são de um facilitismo desbragado em relação a si mesmos e de uma exigência  ilimitada em relação aos seus pastores. Talvez porque tardam em meter no coração que todos somos Igreja. Todos os batizados são Igreja.


5. Em relação às outras questões, penso que nada de novo. Era o que se esperava.

Francisco sai em defesa da «dignidade» dos doentes e suas famílias

Encontro dominical incluiu saudação a participantes nos Jogos Olímpicos de Inverno e oração por vítimas do mau tempo


A Propósito do Dia Mundial do Doente (11 de fevereiro de 2014)


O Papa Francisco apelou hoje no Vaticano à defesa da “dignidade” das pessoas doentes e pediu ajuda para as suas famílias, para que se viva sem “medo da fragilidade”.
“A dignidade da pessoa não se reduz nunca às suas faculdades ou capacidades nem diminui quando a própria pessoa é fraca, inválida e necessitada de ajuda. Penso nas famílias, onde é habitual cuidar de quem está doente; por vezes, as situações podem ser mais pesadas”, afirmou, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a recitação da oração do ângelus.
“Muitos escrevem-me e hoje quero assegurar uma oração por todas estas famílias, a quem digo: não tenhais medo da fragilidade, não tenhais medo da fragilidade, ajudai-vos uns aos outros com amor e sentireis a presença consoladora de Deus”, prosseguiu.
A celebração do Dia Mundial do Doente decorre anualmente a 11 de fevereiro, em que a Igreja Católica celebra a festa litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes.
“É a ocasião propícia para colocar no centro das comunidades as pessoas doentes, rezar por elas e com elas, estar perto delas”, declarou o Papa.
Francisco convidou os católicos a assumir a “atitude de Jesus” diante de cada doente: “O Senhor toma conta de todos, partilha os seus sofrimentos e abre o coração à esperança”.
O Papa deixou uma palavra de estímulo pelo “trabalho precioso” de quantos estão empenhados no campo da saúde e se encontram todos os dias com doentes, “não só um corpo marcado pela fragilidade, mas pessoas, às quais se deve oferecer atenção e respostas adequadas”.
“A atitude generosa e cristã com os doentes é sal da terra e luz do mundo. Que a Virgem Maria nos ajude a coloca-la em prática e obtenha paz e conforto para todos os que sofrem”, acrescentou.


Calamidades naturais

A intervenção recordou os que foram afetados recentemente por “calamidades naturais”, em vários países.
“Estou próximo deles. A natureza desafia-nos a ser solidários e atentos à guarda da criação, também para prevenir, quanto possível, as consequências mais graves”, disse o Papa.


Jogos Olímpicos de Inverno

Francisco recordou ainda os Jogos Olímpicos de Inverno, a decorrer em Sochim, na Rússia: “Gostaria de fazer chegar a minha saudação aos organizadores e a todos os atletas, com os votos de que seja uma verdadeira festa do desporto e da amizade”.


“Como quereis viver: como uma lâmpada acesa ou apagada?"

A tradicional catequese centrou-se sobre a imagem dos cristãos como “sal da terra e luz do mundo”, para “fecundar a humanidade”.
“Todos nós, batizados, somos discípulos missionários e somos chamados a ser no mundo um evangelho vivo: como uma vida santa daremos sabor aos diversos ambientes e defendê-los-emos da corrupção, como faz o sal; levaremos a luz de Cristo com o testemunho de uma caridade genuína”, precisou.
Francisco alertou para quem os cristãos “apenas de nome”, que não assumem a “missão” de dar “luz ao mundo” e não são pessoas “luminosas”, vivendo uma “vida sem sentido”.
“Como quereis viver: como uma lâmpada acesa ou apagada? Como quereis viver?”, perguntou aos presentes, repetindo a questão antes de se despedir com votos de que sigam “sempre em frente com a luz de Jesus”.
In agência ecclesia

Protecção Civil alerta para tempo severo a partir do meio-dia


AVISO À POPULAÇÃO
Autoridade Nacional de Protecção Civil

Consulte aqui

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Um pouco de humor neste final de semana: A Harley do Papa-Quilómetros

Namoro: será que sou muito exigente?

Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”

Normalmente, é no próprio ciclo das amizades e ambientes de convívio que os namoros começam. Para namorar, você deverá procurar alguém naquele ambiente onde são vividos os valores que são importantes para você. Se você é cristão, então procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens etc., a pessoa que você procura.

O namoro começa com uma amizade, que pode ser um “pré – namoro” que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo.

Nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”.

Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia, o seu coração bom, a sua tolerância com os outros, as suas boas atitudes, etc., isto não passa, isto o tempo não pode destruir. É o que vale.

A sua felicidade não está na cor da sua pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma.

Ao escolher o namorado, não se prenda só nas aparências físicas, mas desça até as profundezas da sua alma. Busque lá os seus valores.

Há uma velha música dos meus tempos de garoto, que dizia assim:

“Quem eu quero não me quer, quem me quis mandei embora, e por isso já não sei, o que será de mim agora."

Será que você não “mandou embora”, quem de fato a amava e poderia fazê-la feliz?

Lembre-se, paixão não é amor.

Se você encontrou aquela pessoa que satisfaz os valores “mais essenciais”, não seja muito exigente naquilo que é secundário. E você terá que aprender a ceder em alguns pontos, repito,  não essenciais.

Há um ditado que diz que “quem tudo quer, tudo perde”. Se você for “hiper- exigente” poderá ficar só. Muitas vezes aquele que quer escolher muito acaba sendo o último contemplado.

Não force um namoro quando o outro não o quer. Se você forçar a situação, o relacionamento não será maduro e nem duradouro. Não tente “segurar” o seu namorado junto de você pelo sexo, ou com outras chantagens. O namoro não é a hora de viver a vida sexual. Espere o casamento.

Certa vez o governo fez uma campanha para reduzir o número de acidentes de automóvel; usou este “slogan”: “Não faça do seu carro uma arma, a vítima pode ser você!” Posso plagiar esta frase e lhe dizer com toda a segurança:

“Não faça do seu corpo uma arma, a vítima pode ser você!”

Ao se escolher com quem namorar, não se pode deixar de lado alguns aspectos como: idade, nível social e cultural, financeiro, religião, etc.

Uma diferença de idade muito grande entre ambos pode ser uma dificuldade séria, especialmente se a mais idosa for a mulher.

O amor, quando é autêntico, é capaz de superar tudo, mas isto será uma pedrinha a mais no sapato dos dois.

A diferença de nível social e financeiro também pode ser uma dificuldade a mais, mesmo que possa ser vencido por um amor autêntico entre ambos.

Um rapaz culto e estudado pode ter sérias dificuldades para se relacionar com uma moça sem estudos.

Também a diferença de religião deve ser evitada, pois será também um entrave para o crescimento espiritual do casal; especialmente na hora de educar os filhos.

Na hora de escolher alguém você precisa ter claro os valores fundamentais para a sua vida toda.

Há coisas que são mutáveis, mas há outras que não.

Você pode ajudar sua namorada a estudar e chegar ao seu nível cultural um dia – e isto é muito bonito – , mas será difícil você fazê-la mudar de religião, se ela é convicta da fé que recebeu dos pais.

O namoro é para isto, para que jamais você reclame no futuro dizendo que se casou enganado. Isto ocorre com quem não leva o namoro a sério. Se você não namorar bem hoje, não reclame amanhã de ter se casado mal, ou com quem não devia; a escolha será sua.

Sobretudo lembre-se que você nunca encontrará alguém perfeito para namorar; mesmo porque “amar é construir alguém querido, e não, querer alguém já construído.”
Fonte: aqui

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

"Em Tarouca não há nada!" Não é verdade...

"Nunca há nada para quem não quer participar em nada"

Ouve-se muitas vezes que em Tarouca não há nada. Confesso que não aceito esta afirmação, porque me cheira a 'mau pagador'. Desculpas de quem não quer participar em nada.
Querer mais, desejar mais, lutar por mais, é normal e humano. Só não será para quem isso seja desculpa para nunca se meter em nada.
Sem qualquer pretensão de ser exaustivo, aqui ficam  provas de que em Tarouca há muita coisa.


A nível civil:
- Corporação de Bombeiros, com escola de Bombeiros
- Santa Casa da Misericórdia (Lar, Apoio domiciliário, Creche, Unidade de Saúde, Fisioterapia), abertura ao voluntariado
- Banda de Música
- Orquestra da Câmara
- Escolas de Música
- Cinema no Auditório Municipal
- Piscinas aquecidas
- Clubes de Futebol (Tarouquense e Arguedeira)
- Ginásio Clube de Tarouca
- Projeto "Rejuvenescer Tarouca"
- Tarouca BTT
- Downhill Tarouca
- Grupos de Bombos (Tarouca e Arguedeira)
- Associação do Castanheiro do Ouro, Associação dos Esporões, Associação de Valverde
- Clube de Caçadores de Tarouca
- Clube de Tiro Douro Sul
- Desporto escolar (com provas dadas)
- Várias formas de passeio pedonal e vários passeios de autóveis
- Biblioteca Municipal
- Associação Empresarial
- Diversos Blogues
- Agrupamentos musicais
- Centro Escolar e Escola Básica e Secundária, com Associação de Pais e Associação de Alunos
- Festas e mais festas (S. Pedro, São Miguel, Santo António, São Martinho, São João, Senhora da Ajuda, Senhora das Necessidades,Cristo Rei...)
- Santa Helena, a Romaria da Beira
- Convívio da Freguesia no Senhor do Monte
- Vários serviços ao público (Loja do Cidadão, Conservatória do Registo Civil e Predial, Finanças, GNR, Correios, Julgado de Paz, Farmácias, Centro de Saúde, etc)
- Serviços camarários e da Junta


Ligados à Paróquia de São pedro de Tarouca:
- Blogue Paróquia de Tarouca
- Site Paróquia de S. Pedro de Tarouca
- Facebook - Centro Paroquial Santa Helena da Cruz
- Mensário Sopé da Montanha
- Boletim Apelo
- Catequese
- Escola da Fé
- Grupo de Jovens Arautos da Alegria
- GASPTA (Grupo sócio-caritativo)
- Coral, Acólitos e Ministros Extraordinários da Comunhão
- Conselho Económico e Conselho Pastoral
- Grupo Oração e Amizade, Irmandade das Almas, Irmandade de Santa Helena e Associação do Apostolado da Oração
- Novena de Santa Helena (e outras novenas)
- Encontros com pais
- Festas
- Centro Paroquial
- Etc


Observação:
Alguém me alertou para a existência de mais associações na área da União de Freguesias Tarouca/Dalvares. Agradeço o alerta, mas foi minha intenção referir-me apenas e só às associações (algumas) existentes na área da Paróquia de Tarouca.

Há quem defenda assanhadamente tradições e, ao mesmo tempo, se ria de tradições


Certamente o amigo leitor já viu o modo aguerrido como alguns jovens defendem as praxes como uma tradição académica.
Já vi a gente nova defender assanhadamente tradições que julgava incompatíveis com a irreverência juvenil.
Mas todos vimos como muita gente nova lida com desdém com tradições ligadas à moral, à ética, à religião.

Parece que são boas as tradições que nos agradam e más as que nos exigem esforço. Sim, esforço, não para os outros, mas a si mesmo.
Fonte: aqui

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

POR OUTRA PRAXE NAS PRAXES




1. Nunca houve tanto conhecimento como hoje. Mas será que há muita sabedoria hoje?
Isaac Asimov notou que «o aspecto mais triste da vida actual é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente do que a sociedade em sabedoria».
 
2. Como é que uma instituição é capaz de fornecer a excelência e, ao mesmo tempo, se mostra incapaz de extinguir a decadência?
 Como é que a mesma instituição tanto nos presenteia com conhecimentos de excepção como nos faz arrepiar com comportamentos de aflição?
 
3. O problema destas praxes é que matam sempre. Quando não matam o corpo, acabam por matar a alma.
Com pesar, temos de admitir que muitas praxes não correm bem e, frequentemente, terminam mal.
 
4. Muito se contesta a hierarquia. E, no entanto, não falta quem, contestando a hierarquia, exija a mais servil submissão às suas ordens e o mais rígido cumprimento das suas decisões.
Muito se exalta a diferença. E, não obstante, não falta quem, em nome da diferença, impeça os outros de serem diferentes.
 
5. Nesta hora, é urgente apurar o que aconteceu no Meco.
Mas não é menos prioritário reflectir, independentemente do que aconteceu no Meco, sobre as praxes.
 
6. A vida é sagrada e a dignidade é valiosa.
Concordo com quem defende a moderação. Mas não deve haver moderação apenas na análise das praxes. A moderação deve existir, antes de mais, na realização das próprias praxes. É aí que tem havido as atitudes mais radicais, mais imponderadas.
 
7. O figurino de certas praxes não se afastará muito da moldura do «bullying».
Num caso e noutro, não podemos acordar somente quando há vítimas. Se não actuarmos nas causas, continuaremos a sofrer as mais nefastas consequências.
 
8. Universidade, estado, família e sociedade em geral: ninguém se pode pôr de fora deste problema, ninguém deve ser colocado à margem na procura de uma solução.
Por natureza, os jovens são irreverentes. Gostam da mudança. Impressiona, por isso, que, por vezes, paire a sensação de que não admitem sequer questionar as praxes.
 
9. Os jovens são capazes de mais. Os jovens merecem (muito) melhor.
Não estacionem no passado, mesmo que seja um passado ainda perto do presente.
 
10. Inovem. Procurem ser mais criativos e positivos nas praxes.
Enfim, adoptem uma nova praxe nas praxes, uma nova praxe na escola, uma nova praxe na vida!
Fonte: aqui

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Bombeiros de Tarouca limpam neve nas estradas do concelho


Como corrigir uma pessoa?

É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta



Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela.

Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos.

Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano!

Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa:

1. Nunca corrigir na frente dos outros

Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa.

Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo.



2. Escolha o momento certo

Não se pode chamar a atenção de alguém no momento em que a pessoa errada está cansada, nervosa ou indisposta. Espere o melhor momento, quando ela estiver calma. Os impulsivos e coléricos precisam se policiar muito nestes momentos porque provocam tragédias no relacionamento. Com o sangue quente derramam a bílis – às vezes mesmo com palavras suaves – sobre aquele que errou e provocam no interior deste uma ferida difícil de cicatrizar. Pessoas assim acabam ficando malvistas no seu meio.

Pais e patrões não podem corrigir os filhos e subordinados dessa forma, gritando e ofendendo por causa do sangue quente. Espere, se eduque, conte até 10 dez, vá para fora, saia por um tempo da presença do que errou; não se lance afoito sobre o celular para o repreender “agora”. Repito: a correção não pode deixar de ser feita; a punição pode ser dada, mas tudo com jeito, com galhardia. Estamos tratando com gente e não com gado.

3. Use palavras corretas

Às vezes, um “sim” dito de maneira errada é pior do que um “não” dito com jeito. Antes de corrigir alguém, saiba ouvi-lo no que errou; dê-lhe o direito de expor com detalhes e com tempo o que fez de errado, e por que fez aquilo errado. É comum que o pai, o patrão, o amigo, o colega, precipitados, cometam um grave erro e injustiça com o outro. O problema não é a correção a aplicar, mas o jeito de falar, sem ofender, sem magoar, sem humilhar, sem ferir a alma.

Eu era professor em uma Faculdade, e um dos alunos veio me dizer que perdeu uma das provas e que não podia trazer atestado médico para justificar sua falta. Ter que fazer uma prova de segunda chamada, apenas para um aluno, me irritava. Então, eu lhe disse que não lhe daria outra prova. Quando ele insistiu, fui grosseiro com ele, até que ele pôde se explicar: “Professor, é que eu uso um olho de vidro, e no dia da sua prova o meu olho de vidro caiu na pia e se quebrou; por isso eu não pude fazer a prova”. Fiquei com “cara de tacho” e lhe pedi mil desculpas.

Nunca me esqueci de uma correção que o meu pai nos deu quando eu e meus oito irmãos éramos ainda pequenos. De vez em quando nós nos escondíamos para fumar escondidos dele. Nossa casa tinha um quintal grande e um pequeno quarto no fundo do quintal; lá a gente se reunia para fumar.

Um dia nosso pai nos pegou fumando; foi um desespero… Eu achei que ele fosse dar uma surra em cada um; mas não, me lembro exatamente até hoje, depois de quase cinquenta anos, a bela lição que ele nos deu. Lembro-me bem: nos reuniu no meio do quintal, em círculo, depois pediu que lhe déssemos um cigarro; ele o pegou, acendeu-o, deu uma tragada e soprou a fumaça na unha do dedo polegar, fazendo pressão, com a boca quase fechada. Em seguida, mostrou a cada um de nós a sua unha amarelada pela nicotina do cigarro. E começou perguntando: “Vocês sabem o que é isso, amarelo? É veneno; é nicotina; isso vai para o pulmão de vocês e faz muito mal para a saúde. É isso que vocês querem?”

Em seguida ele não disse mais nada; apenas disse que ele fumava quando era jovem, mas que deixou de fazê-lo para que nós não aprendêssemos algo errado com ele. Assim terminou a lição; não bateu em ninguém e não xingou ninguém; fomos embora. Hoje nenhum de meus irmãos fuma; e eu nunca me esqueci dessa lição. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que “o que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado”.

E se você magoou alguém, corrigindo-o grosseiramente, peça perdão logo; é um dever de consciência.

Fonte: aqui

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Rapa cabelo para evitar bullying


O caso chegou àss redes sociais e o professor já é um herói mundial. Ao perceber que um de seus alunos estava sofrendo 'bullying' por ter perdido o cabelo por causa de uma doença desconhecida, o professor iraniano Ali Mohammadian decidiu rapar a cabeça para mostrar solidariedade. Dentro de pouco tempo, todos os alunos da classe raparam também os seus cabelos e o bullying acabou. As informações são do jornal inglês "The Guardian".
Em dezembro, o professor postou a sua foto sem cabelo ao lado do aluno no Facebook, para mostrar apoio ao menino Mahan Rahimi.
O gesto solidário foi reconhecido pelo Presidente do Irão, Hassan Rouhani, que elogiou a atitude do professor e decidiu apoiar financeiramente o tratamento médico do aluno.
"Estou tão feliz que isso tenha tocado muitos corações. As pessoas reagiram de forma extremamente positiva", confessa o professor, de 45 anos, ao The Guardian por telefone a partir de Marivan, revelando que agora "toda a escola quer rapar a cabeça".
A mesma publicação conta que no início deste mês, Mohammadian postou uma foto sua na rede social Facebook explicando que o jovem de oito anos Mahan Rahimi "estava a isolar-se depois de ficar careca. O sorriso desapareceu do seu rosto e eu estava preocupado com o seu desempenho escolar. Foi por isso que pensei em rapar a cabeça para levá-lo de volta ao caminho certo".
"Quando eu entrei no meu Facebook, no dia seguinte [à publicação], não podia acreditar no número de pessoas que tinham gostado e partilhado o post", diz ao The Guardian.
Com a repercussão, o governo ofereceu apoio financeiro para o tratamento médico do menino. Até ao momento, os médicos iranianos ainda não descobriram qual é a doença no sistema imunológico que deixou Mahan careca. De acordo com o professor, algumas amostras foram enviadas para a Alemanha para um possível diagnóstico.
Fonte: aqui

É por estas e por outras que defendo o Serviço Nacional de Saúde

INEM salva mulher em hospital privado
Veja aqui

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A nossa Serra acordou assim...










Noite de invernia no sopé da Serra. Vento forte, muita chuva, granizo.
A Serra de Santa Helena acompanhou, a seu modo, o ritmo do tempo. Por isso, revestiu-se de branco, que a forma que ela tem de assinalar as fortes invernias.
Muitas são as pessoas que demandam a Serra para usufruir do seu encanto e para as brincadeiras na neve. Mas é recomendável todo o cuidado ao circular para que nada de desagradável possa acontecer.
Santa Helena, sempre magnífica, adquire, quando coberta de neve, um fascínio muito especial. É única.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

O que é a solidão?

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....

Francisco Buarque de Holanda

sábado, 1 de fevereiro de 2014

No que ao respeito diz respeito


O termo respeito e outros que tais da mesma família gramatical são utilizados em contextos tão diversificados que o conceito por eles veiculado se torna manifestamente plurívoco. Desde o governo que protesta respeitar o Tribunal Constitucional, mas prepara legislação em parte contradicente dos seus acórdãos, à pessoa que assegura não ter medo de uma trovoada, mas um certo respeito, passando pela simples referência “a respeito de…”, tudo serve, até o envio de “os meus respeitos” à pessoa que recentemente me apresentaram. Afirmações como “a pessoa que se preza dá-se ao respeito e exige que a respeitem”, “é preciso respeitar a autoridade”, “respeitar os valores axiológicos”, “respeitar a distância entre veículos” e “respeitar os direitos dos trabalhadores” ou “respeitar o código do trabalho” são princípios comummente aceites. Já não serão para levar a sério estribilhos como “o trabalho é sagrado: respeita-o, não lhe toques”. E é de ingénua enunciação, de desviante entendimento ou de interpretação muito restrita a asserção popular que ouvi quando a RTP, em 1985, apresentou o filme “O obcecado”: perante o facto de um indivíduo que sequestrou uma mulher e lhe infligiu os piores tratos pondo-a, por várias vezes, às portas da morte, algumas telespectadoras comentavam: “Que grande safado! Tratou-a de resto, mas, graças a Deus, não lhe fez mal, nunca lhe falou ao respeito”.

Perante um panorama lexical e semântico tão diversificado, entendi dever dar-me à sinecura de apurar os significados conceptuais do vocábulo “respeito” e de alguns dos da mesma família de palavras. E, uma vez que se trata de palavra cujo étimo latino é o “respectum”, acusativo do singular de respectus, us da 4.ª declinação, consultei F. Gaffiot, em Dictionnaire Latin-Français (1934, Librairie Hachette), e Francisco Torrinha, em Dicionário Latino-Português (1945, Edições Marânus, 3.ª ed). No primeiro (pg 1352), podemos ler, para respectus, 1 action de regarder en arrière; 2 consideration, égard; 3 possibilité de regarder vers quelque-un ou quelque chose, c’est-à-dire de compter sur quelque-un ou quelque chose, recours, refuge. No segundo (pg 748), encontramos 1 ação de olhar para trás; 2 vista, espetáculo (para quem se volta para trás); 3 consideração (deferência), respeito, atenção; 4 asilo, refúgio. Ambos relacionam o vocábulo com os verbos respicere e respectare, que têm significados muito próximos do nome masculino de que ora tratamos, bem como com o nome feminino species, ei, da 5.ª declinação (que significa aparência, vista, rosto ou espécie), e com os verbos specere ou spicere (avistar, ver, olhar) e spectare (olhar, contemplar; observar, considerar, prestar atenção, esperar, ter em vista, analisar, apreciar, julgar, relacionar-se, pertencer, referir-se).

O Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora (2011, pgs 521.929.1385-1386), da coleção Dicionários Editora, tem a recensão de respeito (nome masculino, com a origem latina em respectu, já com a apócope de -m) e as correspondentes derivadas com os prefixos des- e in- (ir-, por assimilação consonântica) e com vários sufixos  em diversas aceções – 1 ato ou efeito de respeitar; 2 consideração, apreço; 3 deferência, acatamento, veneração; 4 homenagem, culto; 5 temor, receio; 6 relação, referência; 7 aspeto, ponto de vista; (no plural, respeitos) cumprimentos – e integrado em locuções, como a respeito de, com respeito a (relativamente a), conter em respeito (manter a distância, não deixar aproximar-se), de respeito (notável), dizer respeito a (ter relação com, referir-se a), faltar ao respeito a (ser descortês com, ser inconveniente com), por respeito a (em atenção a). E temos entradas lexicais para: respe ou réspice (descompostura, repreensão); respeitabilidade; respeitado e respeitador; respeitante, respeitável e respeitavelmente; respeitoso; respetivo e respetivamente; e outras com os prefixos des- e in-.
Sendo assim, o que é o respeito? Tudo o que fica dito no primeiro parágrafo condiz com a noção de respeito. Porém, o respeito pela trovoada é mesmo medo; o trabalho, por ser sagrado, não implica que se lhe não toque, mas que seja considerado ou tido em conta; e é preciso banir a hipocrisia de quem diz que respeita uma decisão, mas não a acata, ou seja, age em sentido desviante ou mesmo contrário.

Por seu turno, a Wikipédia (enciclopédia livre, acedida em 2014.02.01), que passamos a seguir de perto, esclarece que o respeito consiste num sentimento positivo de estima por uma pessoa ou para com uma entidade e também abrange ações específicas e condutas representativas de tal estima. Pode mesmo corporizar um sentimento específico de consideração pelas qualidades reais do outro ou a conduta de acordo com uma moral específica. Nestes termos, “ser rude é considerado uma falta de respeito (desrespeito) enquanto ações que honram a alguém ou a alguma coisa são consideradas respeito”. Muitas culturas dispõem de morais específicas de respeitos às quais atribuem uma importância fundamental.

Porém, “respeito” distingue-se de “tolerância” porque tolerância não compagina necessariamente nenhum sentimento positivo, e não é compatível com desprezo, o contrário de respeito. Vindo, como vimos, a palavra respeito do latim respectus, que, por sua vez, provém de respicere que significa olhar para trás e se prolonga semanticamente em respectare, evoca a ideia de julgar alguma coisa em relação ao que foi feito quando é valioso ser reconhecido. Além disso, a noção de respeito implica a sua aplicabilidade a uma pessoa que fez algo certo, mas também a qualquer coisa afirmada no passado como uma promessa, a lei, etc.

Por isso, assumo atitudes de respeito quando: respeito o nome de Deus não O invocando em vão, porque é sagrado e Lhe presto o culto latrêutico; cumpro a lei e os regulamentos; reconheço os direitos humanos; guardo as distâncias em relação aos perigos e às pessoas a quem devo reverência (recorde-se a “mesura” das cantigas de amor medievas); ajudo aqueles com quem devo colaborar ou que precisem da minha atenção e auxílio; acato as decisões de quem de direito e obedeço aos meus superiores hierárquicos naquilo que não contrarie a lei e a consciência pessoal e profissional; sigo escrupulosamente a minha consciência, contra as pressões, ambições, oportunismos e acomodações; relaciono-me com as pessoas, cumpro os meus deveres e exerço os meus direitos ou a contento ou reivindicando-os com firmeza e persistência; abordo as diversas matérias em que me sinto competente por força do conhecimento ou por disposição legal e mobilizo todos os assuntos relacionados com elas consoante a sua pertinência; preservo o alheio, o sagrado, o valioso; e curvo-me perante os símbolos das realidades imateriais ou das coletividades que integro ou que outros integrem. Mas, sobretudo, disponho-me a olhar para trás, ou seja, a refletir responsavelmente sobre as minhas opções de vida e de ação e os meus atos em concreto, a ver o que pode melhorar, e até que ponto há alguém que precise de ser ouvido, atendido ou ajudado. Por outro lado, numa linha de convivência sadia, dou livremente a minha opinião, sem a impor, e considero as opiniões e a postura dos outros, evitando qualquer juízo precipitado ou desnecessário. E não deixo de cumprir o que prometi no quadro da fidelidade à palavra dada ou aos juramentos e declarações em que empenhei a minha palavra de honra.

E, ao mesmo tempo, não descuro os deveres para comigo, tanto materiais e corporais como culturais e espirituais, na convicção de que, se não me habituo ao autorrespeito, cuidando de mim e dos meus legítimos interesses, não estou capacitado para respeitar os outros nem para deles exigir respeito.

Enfim, o cidadão que se preze autorrespeita-se, respeita, dá-se ao respeito e faz-se respeitar!
2014.02.01

Louro de Carvalho