quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Para a Revista Time Papa é a pessoa do ano

    Grande notícia... Embora não surpreenda muito. É bom que assim seja, para que todos os que não admiram o Papa e estejam teimosamente saudosos do passado, se vão vergando ao insondável tsunami provocado pela acção do Espírito Santo... Parabéns ao Papa Francisco e à nossa Igreja Católica.

Papa é a "pessoa do ano" para a revista "Time"
Declaração do Director da Sala de Imprensa perante a pergunta colocada esta manhã:
«O que pensa sobre a escolha do Papa Francisco como "Personalidade do Ano" feita pela revista estadunidense Time?
O diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, escreveu:
"O fato não me surpreende, dada a ressonância e a atenção vastíssima da eleição de Papa Francisco e do início do novo pontificado. É um sinal positivo que um dos reconhecimentos mais prestigiosos no âmbito da imprensa internacional seja atribuído a quem anuncia no mundo valores espirituais, religiosos e morais e fala eficazmente em favor da paz e de uma maior justiça
Quanto ao Papa, de seu lado, não busca fama e sucesso, porque realiza o seu serviço para o anúncio do Evangelho do amor de Deus para todos. Se isto atrai mulheres e homens e dá-lhes esperança, o Papa fica feliz. Se esta escolha de “homem do ano” significa que muitos entenderam – ao menos implicitamente – esta mensagem, disso ele certamente se alegra"». 
Fonte: aqui

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Sobre a novel revolução franciscana

Ouvi com atenção o programa "prós e contras" da RTP1 (2013.12.09) em torno da revolução franciscana sob o pretexto da exortação apostólica Evangelii Gaudium, do papa Francisco, publicada na sequência da última assembleia do Sínodo dos Bispos realizada em 2012, ainda no pontificado de Bento XVI.

Desde a afirmação de Francisco como ícone do obscurantismo por um conhecido jornalista, com base na episódica concessão de indulgência plenária aos peregrinos ao santuário da Penha nas celebrações presididas pelo cardeal Dom Manuel Monteiro de Castro e da suspeita de acusação, por um elemento da Associação República e Laicidade, de ultrapassagem dos limites da separação da Igreja e Estado, beliscando a laicidade, à expressão clara da metafórica revolução espiritual com consequências visíveis sobre a economia e a política, decorrentes do facto do seguimento radical de Jesus Cristo, condenado por motivos religiosos, contrários ao judaísmo em voga, e por motivos políticos de insurreição contra as normas imperiais - tudo se afirmou. São positivas muitas das asserções produzidas: que Jesus trouxe ao mundo a novidade da horizontalidade do amor ao próximo; que o propósito de Francisco, cristão como é, seria querer a conversão de cardeais, bispos e cristãos, almejar colocar as mulheres em lugares cimeiros de decisão, com as consequências que daí advierem; que o papa, com a matriz da teologia da libertação no que ela tem de melhor, pretende ser a voz de todos aqueles que não têm voz, em razão da exclusão forçada, da pobreza, da doença, da velhice, do desemprego; que suas afirmações – como por exemplo, que esta economia mata, que não se pode aceitar a ditadura de uma economia sem rosto, baseada no mercado desenfreado, desviada dos pressupostos da ética antropológica – comportam riscos se forem utilizadas abusivamente por alguns poderes políticos. Mas também foi sugerido que Sua Santidade é um novo e autêntico intérprete da realidade, que deve ser ouvido pelos poderes, que se espera que ele erga a sua voz em grandes areópagos internacionais como a ONU, que ele não tem excessivas preocupações com o seu futuro ou que não teme pela sua vida. E foi deixada uma advertência: que, se é válido o aviso de que não se pode aceitar a crença vaga e  ingénua na economia que não preserva a dignidade humana, também se deve ter como aviso a afirmação análoga de que se não pode aceitar a crença vaga e ingénua na política que não seja serviço à mesma dignidade humana.
Ora, sobre tudo isto, parece-me acertado referir que a diversidade de opiniões sobre o perfil deste papa assenta na existência duma imprensa amiga que ele tem desde o momento da sua eleição, em diferentes visões da Igreja e do mundo, e em diversas expectativas criadas à sua volta. Por outro lado, não se pode pegar na laicidade ou secularismo para calar ou condicionar a voz dos homens e mulheres da Igreja, nem esperar da Igreja soluções políticas ou económicas. No entanto, o facto de a Igreja não ambicionar ter um programa político que se corporize num regime ou sistema de governança a seguir por este ou aquele estado e de não se esperar que ela apresente soluções para o descalabro económico, a iniquidade política ou as injustiças sociais não a iliba de responsabilidades na matéria nem a inibe de apresentar propostas e diretrizes epistemológicas para a solução dos problemas à escala local regional e mundial, lá ou cá onde os homens vivam na carne e na alma situações aviltantes ou dificuldades lancinantes. Não se pode confundir política com intervenção partidária. Se política é a intervenção na pólis  (à grega) ou na civitas  (à romana), ela comporta a definição de linhas de rumo para a comunidade. E não vale refugiarmo-nos, quiçá hipocritamente, na despretensiosa intervenção cívica para negarmos a responsabilidade política. Laicidade e secularismo não equivalem a confinação a espaço de mera consciência individual ou de sacristia de grossas paredes (no sentido positivo, secular é aquele que vive no mundo e com ele se compromete; laico ou leigo é o membro do povo – se o povo for crente, como é que há de ser este membro do laós?). Separação das igrejas e estados não pode significar silenciamento mútuo nem de uma das partes; se significa independência, também pode, na linha da definição de laicidade positiva proposta por Bento XVI e por Sarkozy, facultar audição mútua e cooperação!
Finalmente, acompanho o lamento do sacerdote jesuíta que lamenta o drama de não se ter lido a espantosa encíclica de Bento XVI "Caritas in Veritate" (Creio que ainda estamos a tempo) ou o seu discurso no parlamento berlinense. É que este papa, revolucionando mentalidades, palavras e atitudes está na linha da sucessão papal na refontalização e no diálogo com a modernidade. E, sobretudo, não se pode deixar de afirmar a atitude profética da denúncia do descarte dos sem vez e sem voz, do anúncio esperançoso do mundo que há de vir com a solução dignificante dos problemas humanos e o compromisso radical com todos os filhos de Deus, sejam eles quem forem, estejam eles onde estiverem.
Louro de Carvalho

No dia dos Direitos Humanos

"Hoje celebra-se o dia mundial dos Direitos Humanos. Veja aqui.

Um bom pretexto para falar aqui de  aspetos de elevada importância. Não cuidem que vou falar da fome no mundo, da guerra em alguns lugares da terra, do tráfico humano, da violação de crianças e da violência doméstica, da insegurança... Obviamente, que são assuntos que merecem o meu maior respeito e reflexão profunda. Não será para agora" (aqui).

 Assisti ontem ao programa de Fátima Campos Ferreira, Prós e Contra, «A Revolução do Papa Francisco». Confesso que não me encheu as medidas, pois esperava muito mais.
 "No referido programa, o professor Freitas do Amaral afirmou, estamos a regredir, já estamos ao nível do Estado Novo, daqui a dias estamos ao nível da Primeira República, a seguir à Monarquia e depois vamos chegar até à Idade Média? – De facto, estamos a regredir e a tratarmos as pessoas desta forma, temo que já estejamos ao nível da escravatura e a violar os Direitos Humanos de forma despudorada e com a maior das insensibilidades" (aqui) . 

1. Os idosos. Grande parte deles trabalhou imenso e durante muitos anos. Só muito poucos tem uma reforma condigna. A maioria usufrui reformas baixíssimas que a crise deixa mais baixas ainda. Alguns tiram à boca para poderem comprar os remédios; outros, já nem isso...
Esta gente que deu a este país tudo, recebe agora do país a dependência. Sim, dependência dos filhos e/ou da solidariedade social para poder sobreviver. E porque não têm voz nem vez, sofrem calados e sofredores a injustiça. 
Enquanto isto, um grupo privilegiado tem reformas de luxo, ofensa ao sofrimento rastejante da maioria!  Penso que nenhuma reforma deveria ultrapassar os dois mil euros. Assim os que têm menos poderiam receber um pouquinho mais. A um rico, cinco euros nem "aquenta, nem arrefenta", mas a um pobre...

2. Como é que a sociedade barafusta, insurge-se, exige, escreve, manifesta-se contra os maus tratos aos animais, mas permanece insensível, impávida, calada, indiferente aos milhares e milhares de pessoa que vivem na rua? Querem melhor exemplo de maus tratos? É lógica, compreensível, humana a preocupação com os animais. Mas é ilógica, incompreensível e desumana a indiferença perante a exclusão social de pessoas.
Como é que a sociedade, os sindicatos, os partidos, as associações patronais, ficam calados ao verem um velho ou uma criança a vasculhar no lixo algo para comer?
Se aparece um cão ou um gato abandonados, ui, gritaria imensa! Mas se aparece uma pessoa a dormir num contentor, num saco de cartão ou embrulhado num cobertor na rua, nem notícia é, nem comentário merece! Que miserável falta de humanismo! Parece que estamos a reviver o fim do Império Romano...

3. Gostei de ver ontem, no programa acima referido, o desejo de mais intervenção proféticas por parte da hierarquia da Igreja portuguesa. Vários assinalaram este facto.
Há muito me parece que a Igreja portuguesa meteu a "profecia na gaveta". E não mostra garra, audácia, para acompanhar o ritmo de Francisco. Continua agarrada a velhas temáticas, velhas linguagens, velhos interesses, muito fechada sobre si mesma, pouco disponível para as periferias. Mais reativa do que pró-ativa.
Já Bento XVI dizia que a Igreja não deve ficar só na prática da solidariedade, mas empenhar-se profundamente nas questões atinentes à justiça social. Isto exige profecia, saída da "caixa de comodidade", ousadia. E aqui os pobres só têm que ocupar o 1º lugar das suas preocupações.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Cuidado com as dívidas

As dívidas são para pagar. O problema é quando se torna impossível pagá-las.
Disraeli notou que «a dívida é a mãe prolífica de loucuras e crimes».
Cuidado pois.
Cuidado com as dívidas que se contraem. Cuidado com as dívidas que nos impõem!
Fonte: aqui

sábado, 7 de dezembro de 2013

Emigrante: "A minha Imaculada Conceição."



Em toda tarde de sexta feira
a gente rezava à padroeira
a Nossa Senhora Imaculada.
Naquela pequena santa cruz
viviámos a pedir a Jesus
que guiasse nossa jornada.
Depois do terço a ave-maria
em silêncio cada um pedia
por sua adorada bênção.
A sorrir e com a alma protegida
tinha alegria para a vida
com tanto amor no coração.

Meu último pedido a Nossa Senhora
foi para me ajudar a ir embora
o que foi atendido pela Imaculada.
E numa tarde de um triste dia
daquele distante lugar saia
indo em busca de outra morada.
Mas da minha imagem tão bela
tristemente fui-me despedir dela
fiquei implorando por proteção.
Só o barulho uivante do vento
ouvindo minha voz de lamento
e para ela, minha última oração.

Por longos caminhos que andei
dezenas de lugares que passei
nunca pude esquecer a Imaculada.
E assim longos anos se passaram
na vida muitas coisas mudaram
mas não esqueci a Santa venerada.
Aquela lembrança da infância
não se perdeu na distancia
nunca terminou minha devoção.
E a imagem do pequeno abrigo
ja sei, veio embora comigo
a minha Imaculada Conceição.

(aqui)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Não tinha comida nem casa!

A crise, com os tempos e contratempos que desencadeia, deixara-o na rua.
Dormia num contentor e começou por pedir algo para comer. Mãos amigas levaram-no à instituição que lhe veio a servir as refeições. Mostrava-se satisfeito, mas o contentor...
Já lhe foi arranjada uma casa com quarto, cozinha, banheiro e sala. Está contentíssimo. E as pessoas e instituições que colaboraram também.
E este gesto fraterno e solidário montou o melhor presépio.
"O que fizerdes a um dos meus irmãos mais pequeninos é a Mim que o fazeis" - diz hoje Jesus.

Dou comigo a trautear esta canção...

Para mim, a chuva no telhado é cantiga de ninar.
Mas ao pobre, meu irmão, para ele a chuva fria
vai entrando em seu barraco e faz lama no chão.

Como posso ter um sono sossegado
se no dia que passou, os meus braços eu cruzei?
Como posso ser feliz, se ao pobre, meu irmão,
eu fechei o coração, meu amor eu recusei?

Para mim a vida já é bela, porque vivo confortável.
Mas ao pobre, meu irmão, para ele a vida é dura.
Não tem casa nem trabalho, e, às vezes, não tem pão.

Para mim, o vento que assobia é nocturna melodia.
Mas o pobre, meu irmão, ouve o vento angustiado
porqu’o vento, esse malvado, lhe desmancha o barracão.

Para mim a vida sorri, pois a mim nada me falta.
Mas o pobre, meu irmão, falta a roupa p’ra vestir,
mantas p’ra se agasalhar, e a alegria p’ra sorrir.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Terminou a luta de Nelson Mandela



Tinha a sabedoria da paz. Preferiu a reconciliação ao ódio e devolveu a África do Sul à comunidade internacional. Esteve apenas cinco anos no poder efectivo, mas promoveu o perdão e conseguiu unir um país ferido por décadas de apartheid. Nelson Mandela morreu.
Fonte: aqui

A Igreja não é massa, é comunidade

A Igreja não é uma massa, mas uma comunidade formada por pessoas identificáveis, que viveram a experiência da intimidade com Jesus.



Confessar a não é um assunto meramente racional. Ficar em pé todo domingo na Missa e recitar o Credo quase mecanicamente não nos torna realmente pessoas de , muito menos cristãos. O Credo é apenas o resumo das verdades reveladas contidas no Evangelho e transmitidas por meio dos apóstolos. Mas a adesão à não se dá somente por meio do consentimento da razão, e sim também pela possibilidade existencial de reverenciar, com a nossa vontade, o que Deus nos pede.

A de Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Maria, entre outros, os levou sobretudo a uma resposta efetiva, que lhes permitiu uma ação positiva do querer de Deus. Abraão, idoso, caminhou rumo à terra prometida, acreditando na promessa; Moisés foi ao Egito, temeroso pelo seu passado, resgatar o povo oprimido; Maria disse o seu “Faça-se” ao anjo do Senhor. Essas pessoas agiram, movidas pela .

A é uma ação, e não a simples passividade de aceitar o que nos é dito e reverenciar os dogmas revelados por Deus. “Guarda na mente e no coração”, recorda o livro do Deuteronômio, ou seja, no raciocínio, mas também na vontade, que envolve o empenho em fazer aquilo que se sabe.

Uma puramente racional traz outro perigo: sua confissão massificada. “Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?”, pergunta o padre na celebração sacramental. “Sim, cremos”, respondemos.

Este “cremos”, que poderia expressar o sentir da Igreja, pode também camuflar todos aqueles que, sem ser realmente cristãos católicos, deixam-se levar por uma resposta que é solicitada pelo rito. Não existe “em massa”. De fato, Jesus nunca se relacionou com massas, mas com pessoas concretas que faziam parte de uma comunidade. Independente do fato de sermos um povo, um rebanho ou uma videira, cada um de nós tem um nome próprio que Jesus conhece, letra por letra; e quando se dirige a nós, Ele o faz de maneira particular.

As massas costumam ser emotivas e manipuláveis – portanto, podem mudar com facilidade. A mesma massa que proclamou Jesus como “Bendito de Deus, filho de Davi” no domingo de ramos foi a que gritou “Crucifica-o!” alguns dias depois, quando o julgavam. Como passar de um comportamento a outro em tão pouco tempo? Isso não se deve à decepção pela pessoa de Jesus, mas pela facilidade com que as pessoas podem mudar de atitude em meio a uma massa que grita e se agita. As massas costumam arrastar quem não sabe o que quer.

A é essencial, mas precisa da adesão pessoal. Não podemos viver da dos nossos avós ou dos nossos pais; é necessária uma confissão pessoal e a aceitação da pessoa de Jesus, de maneira livre e consciente. A exige a resposta e o “sim” de cada um de nós frente a Deus. A das massas vive de suposições, e é por isso que se tende a incluir no grupo aqueles que parecem ser, mas não são realmente. De fato, Judas Iscariotes parecia seguir Jesus, mas, no final, mostrou que seu coração não estava com Ele.

A graça recebida no Batismo precisa ser renovada permanentemente, por meio dos demais sacramentos, especialmente a Confissão e a Eucaristia; isso permite dar o salto da razão que aceita à vontade que executa.

Dessa maneira, a Igreja deixará de ser uma massa enorme e se tornará uma comunidade formada por pessoas identificáveis, que viveram a experiência da intimidade com Jesus e não o concebem como um simples legislador, mas como alguém que é capaz de gerar um novo jeito de ser, de agir, de viver. A não exige somente uma identidade, mas também um comportamento. Não podemos apenas parecer: precisamos ser.

A da Igreja é a de Pedro, que confessou Jesus como o Messias, o Filho do Deus vivo. Tal confissão o levou a entregar sua vida por Jesus. Esta é a que convence, que inquieta e arrasta os outros. O ódio que muitos têm com relação aos católicos talvez venha do fato de nos verem somente como emissários de proibições e castradores dos anseios humanos. Jesus é uma experiência de vida, é uma notícia. Jesus é a Boa Notícia.

Fonte: aqui

os carros mais bonitos do mundo

Os Carros Mais Feios Do Mundo

Pastor Alemão


O Pastor Alemão está para os outros cães como a Mercedes está para os outros carros.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O papel de Maria

A Solenidade da Imaculada Conceição este ano calha ao Domingo. Sendo assim e porque ela é a padroeira de Portugal, a sua festa precede mesmo a do 2.º Domingo do Advento.
O tempo do Advento é o tempo de Maria, mais do que qualquer outro tempo litúrgico, pois é nele que a vemos em mais íntima relação com seu Filho. Se o Senhor veio ao meio dos homens, se Ele vem ainda, é por meio de Maria. N’Ela se cumpre, na verdade, o mistério do Advento.
Embora, na sua origem e no seu princípio, a Solenidade da Imaculada Conceição, que vem do século XI, não nos apareça em ligação com o Advento, contudo ela é uma verdadeira festa do Advento. Se o Senhor veio no primeiro Natal, por meio de Maria, o mesmo Senhor vem, ainda hoje, nos nossos natais litúrgicos, também através d’Ela. Em Maria, se cumpre, então, o mistério do Advento. Ela é a aurora que precede, que anuncia, que traz em seu seio o Dia Novo que está para surgir.
Enaltecendo a Virgem Maria, esta Solenidade, em vez de nos desviar do Mistério de Cristo, leva-nos, pelo contrário, a exaltar a obra da Redenção, ao apresentar-nos Aquela que foi a primeira a beneficiar dos seus frutos, tornando-se a imagem e o modelo segundo o qual Deus quer refazer o rosto da Humanidade, desfigurado pelo pecado.
Maria não nos desvia de Cristo ou de Deus, como dizem alguns irmãos protestantes. Antes pelo contrário. A Igreja Católica sabe que há um Único Mediador entre Deus e os homens que é Jesus Cristo (cf. 1 Tim 2,5). Mas também sabe que nós podemos e devemos orar uns pelos outros e porque fazemos parte do corpo místico de Cristo podemos ajudar na salvação uns dos outros. E a Mãe de Jesus tem nisso um papel especial, Por isso, vale a pena recorrer a ela.

Fonte: aqui

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Rotundas de Natal embelezam a cidade e trazem mais vida a Tarouca




Com o objectivo de embelezar a cidade e envolver os tarouquenses e visitantes no espírito natalício, a Câmara Municipal de Tarouca lançou o desafio a instituições e associa...ções do Concelho para decorarem as rotundas da cidade com alusões a esta quadra.
Para o Executivo Municipal, esta é uma forma de, com poucos recursos, trazer mais brilho e cor a Tarouca, envolvendo a comunidade tarouquense e motivando, desta forma, um sentimento de orgulho e pertença pelo seu Concelho.
Esta é uma iniciativa que apela à criatividade e originalidade e, simultaneamente, promove a cooperação entre a autarquia e as associações/instituições locais.
Assim, durante a quadra natalícia, será possível passear pela cidade e apreciar os excelentes trabalhos desenvolvidos.

(Câmara Municipal de Tarouca)

Uma linda voz, uma linda mulher, lindas músicas

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

39º Aniversário da Associação dos Bombeiros Voluntários de Tarouca












 

 
 
Um de dezembro. 39º Aniversário da Associação dos Bombeiros Voluntários de Tarouca.
Às 10 horas, teve lugar o Hastear da Bandeira. Às 11 horas, no salão do Quartel, celebrou-se a Eucaristia, presidida pelo pároco de Tarouca e capelão dos Bombeiros e animada por um coral de pessoas afetas aos soldados da paz. Este salão foi, neste domingo, a Igreja Paroquial. A comunidade celebrou com os seus Bombeiros o 1º Domingo do Advento. Em seguida, após a receção às entidades oficiais, realizou-se a Sessão Solene  em que foram condecorados vários elementos ligados aos Bombeiros. Após o desfile motorizado e apeado do Corpo de Bombeiros, aconteceu o almoço de confraternização, belamente confecionado pelas Bombeiras do costume.
 
Crachá de Ouro
para Mário Ferreira
Por proposta do Comando e da Direção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Tarouca, Liga dos Bombeiros Portugueses atribuiu o crachá de ouro ao ex-presidente da Câmara de Tarouca, Mário Ferreira.
Todos os oradores manifestaram a justeza da condecoração, uma vez que Mário Ferreira, nos 16 anos em que esteve à frente da autarquia tarouquense, teve sempre gestos de apreço, manifestou sólido apoio monetário e moral e vivo empenhamento ajudar  a instituição a dotar-se dos meios para a realização das suas funções humanitárias e de proteção civil.
O condecorado, também bombeiro, foi sempre uma pessoas próxima e colaborante com a corporação.
No momento em que, emocionado, recebeu a condecoração, a assistência, de pé, tributou-lhe uma sentida salva de palmas. "Partilho este galardão com o Bombeiros de Tarouca. Agradeço a todos do coração" - afirmou o homenageado.

Os 6 candidatos a Carro do Ano 2013

Ford B-Max, Renault Clio, Hyundai i30, Citroën DS5, VW Golf ou BMW 320d, um destes modelos vai ser eleito Carro do Ano/Troféu Volante de Cristal 2013 para o mercado português.

carro.jpg
Dois alemães, dois franceses, um norte-americano e um coreano são os modelos na fase final do concurso Carro do Ano/Troféu Essilor Volante de Cristal 2013. Todos têm linhas sofisticadas e resultam do investimento em inovação feito pelas respetivas marcas, num momento em que a indústria automóvel vive uma das fases mais dramáticas da sua história.
Com uma situação financeira onde os problemas se acumulam, os grandes grupos europeus são confrontados com a pujança industrial asiática, sobretudo por parte das marcas coreanas, que não param de ganhar quotas de mercado e cuja evolução tecnológica está a ultrapassar gradualmente marcas "ocidentais" mais antigas.
Neste enquadramento, o ano de 2013 não será fácil. Algumas marcas garantem que vão enfrentar a crise com calma e criatividade financeira, mas reconhecem que, se pudessem, saltavam por cima de 2013 e 2014 e entravam já em 2015.
Por enquanto, ainda estão a digerir a má "herança" do ano 2012, em que as vendas de veículos ligeiros de passageiros na União Europeia (UE) atingiram o nível mais baixo desde 1995. Ao todo, na UE foram vendidos 12.053.923 veículos ligeiros de passageiros, ou seja, menos 8,2% do que em 2011. Mais "negra" só a queda de 16,9% registada em 1993.
No ano passado, poucos mercados sorriram. Só os stands do Reino Unido conseguiram garantir chorudas comissões aos vendedores, fruto do aumento de 5,3% nas vendas.
Um mau sinal para Angela Merkel foram as quebras de 2,9% registadas nas vendas alemãs de viaturas ligeiras de passageiros. Em Espanha, o Governo PP de Mariano Rajoy enfrenta uma quebra de 13,4% nas vendas do sector - o maior mercado ibérico está a vender menos um milhão de carros.
Em França, a contração ainda foi maior, com uma queda de 13,9%, e em Itália os números são estrondosos, com menos 19,9% de vendas. Mas ainda há pior. Depois da Grécia, Portugal teve a queda mais acentuada da UE (menos 37,9%), tendo-se apenas vendido 95.309 veículos ligeiros de passageiros.

Ler mais: aqui

domingo, 1 de dezembro de 2013

Isto não era costume acontecer para os lados do Dragão...

Porque o Benfica e o Sporting  venceram hoje, o Porto caiu para o 3º lugar, a dois ponto dos líderes.
Ainda há quatro jornadas atrás, o Porto tinha 5 pontos de avanço sobre os mais diretos adversários.  Em 3 jornadas, perdeu 7 pontos!!! Dois empates (Belenenses e Nacional) e uma derrota (Académica).



Alguns dados:
- Apesar de estarmos no primeiro terço das provas, o Porto perdeu pontos em várias partidas em que esteve a vencer - Estoril, Atlético de Madrid, Belenenses, Nacional, Zenit (fora). Penso que em todas estas situações, a perda de pontos ficou-se a dever a graves erros defensivos, coisa que até à presente temporada era impensável. Aliás a equipa do Porto era conhecida pela enorme segurança defensiva que patenteava.
- Para a Liga dos Campeões, o Porto não ganhou um único jogo em casa.  O seu apuramento para os oitavos de final está seriamente comprometido, embora "enquanto há vida, há esperança". Realisticamente, o mais certo é a equipa cair para a Liga Europa. E o grupo que lhe calhau até era acessível!
- Tirando algumas partidas no início da época, o futebol praticado não vence nem convence, o que tem deixado em polvorosa a exigente massa adepta. Falta garra, futebol ligado, pressão, entusiasmo, inteligência. Falta equipa, restando um futebol aos repelões.

Algumas explicações explicitadas nas televisões e nos jornais:
- A venda dos passes de James e, sobretudo, Moutinho, deixaram um vazio que não é fácil de preencher devidamente.
- As aquisições não estão à altura das necessidades e exigências de um grande clube como o Porto.
- O treinador, Paulo Fonseca, não está ainda preparado para a assumir o comando técnico de uma equipa como o Porto. Pinto da Costa, que normalmente acerta nos treinadores que contrata, também se engana.
- O treinador não tem carisma, nem discurso, nem postura que o cargo de técnico do Porto exige.
- A estrutura do Porto já não é o que era e os erros sucedem-se. A blindada e eficacíssima estrutura portista tem cometido vários erros de casting, de gestão e de blindagem.
- O fim de ciclo. Os ciclos que até há poucos anos eram de vários anos, atualmente são mais curtos, devido à diferenciação crescente entre as agremiações muito ricas e as outras.  Os clubes ricos desencantam os melhores atletas dos outros clubes, criando-lhes instabilidade e desejo de mudança rápida pela procura de melhores condições salariais e de prestígio.
- Tirando o Sporting, as equipas Bês não estão a gerar mais valias para a equipa A. No Porto então ainda é mais evidente.
- Desequilíbrios na formação do plantel do Porto 2013/2014. Não há suplentes para as laterais, os extremos não estão à altura das necessidades e exigências, não chegou ninguém para o meio-campo, capaz de fazer esquecer Moutinho.
- O modelo de jogo posto em prática pelo treinador não está a resultar, mormente o triângulo invertido do meio-campo. A maioria dos comentadores insiste e persiste nesta tecla.
- Surgem protestos e lenços brancos. Habituados a ver o seu clube a ganhar, sentindo o afinco com que os seus jogadores se entregavam à luta, os adeptos protestam. E no Porto o protesto tem o calor do aplauso. É mesmo a sério.
Não aplaudo o lançamento de petardos, nem os insultos, nem qualquer forma de violência. O antidesportivíssimo é - e só pode - ser condenável.
Mas quem trabalha naquela casa, sabe perfeitamente diferenciar quando se perde e se perde. Recordo-me que há anos, no tempo de Mourinho, o Porto perdeu em casa num jogo europeu. No fim do encontro, os adeptos, de pé, aplaudiram a equipa. Porque os atletas "tinham comido a relva". Só que em futebol nem sempre ganha quem joga mais ou se aplica mais.
Sabem qual foi a reação de Mourinho no fim do jogo? Disse que apenas estava jogado meio tempo, faltava o outro meio. Que nada estava perdido. Resultado: o Porto foi ganhar a casa do adversário e passou a eliminatória. É desse tipo de treinadores que os adeptos gostam.